segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Estupro: mulher descobre mãe biológica e motivo de sua adoção após 50 anos

Martha (esquerda) e Monica se conheceram em maio, em Londres
A busca de uma americana de 54 anos por sua família biológica chegou ao fim após 30 anos de buscas. Descobrir sua família, no entanto, não trouxe apenas alegrias para Martha Ogle, mas revelou também o motivo trágico por que foi dada à adoção. Sua mãe havia sido vítima de um estupro.
Em entrevista ao canal americano Toledo News Now (WTOL), Martha Ogle contou que foi adotada há 50 anos. Ela sempre soube da adoção, mas, três décadas atrás, passou a procurar informações sobre sua família. Desde então, sempre acreditou que fosse órfã. No ano passado, porém, ela descobriu que sua mãe ainda estava viva.
Martha soube então que foi concebida em um estupro sofrido por sua mãe, que vivia na Irlanda. Martha disse que, durante suas décadas de busca, tinha como pista apenas sua certidão de nascimento irlandesa. Ela sabia ter nascido em um local chamado St. Patrick´s Home.
Após identificar sua mãe, que morava em Londres, ela entrou em contatou por telefone no ano passado. ”Liguei e perguntei: ‘É Mary Domegan?’ Ela disse que sim, e eu falei: ‘nasci em 10 de julho de 1958 e acho que você é minha mãe’”, disse Ogle. ”Ela ficou histérica e eu também”, contou.
Drama irlandês
As irmãs pretendem passar duas semanas juntas nos EUA para se conhecerem melhor
À emissora americana, ela disse que a alegria inicial se transformou em raiva ao descobrir o que causara sua adoção. ”Foi catastrófico. Fui fazer terapia por um tempo por estar arrasada. Achava que este seria um momento maravilhoso e que eu tinha uma mãe maravilhosa que apenas havia engravidado muito nova”, disse ela.
Segundo a emissora americana, Ogle foi uma das quase 2 mil crianças irlandesas adotadas secretamente por famílias americanas.
A WTOL cita o livro do repórter investigativo Mike Milotte, “Banished Babies” (Bebês Expulsos, em tradução livre), que afirma que “nos anos 1950 e 1960 a Irlanda era um país profundamente conservador e muito ligado à Igreja Católica”.
“Mulheres solteiras que engravidavam, a despeito das circunstâncias da gestação, geralmente eram enviadas a conventos para dar à luz. As mulheres não tinham a opção de ficar com os bebês e, geralmente, cuidavam deles até que uma família fosse encontrada”, afirma Milotte.
Futuro
Em maio, Martha foi a Londres conhecer sua família, e a irmã Mônica Tomlins acaba de viajar para Ohio, nos EUA, para passar duas semanas com a parente recém-descoberta.
Ela disse que descobrir a existência da irmã foi uma enorme surpresa. “Era a última coisa que eu esperava”, afirmou Tomlins.
As duas planejam assistir a um jogo de basebol local e visitar o hall da fama do Rock´n Roll em Ohio. ”Temos duas semanas para passar juntas, faremos o possível para recuperar 50 anos. Vamos fazer coisas que nunca tivemos a chance de fazer”, disse Martha.

Fonte: BBC


Artigo relata ilegalidade do casamento entre pessoas do mesmo sexo; leia

Em nosso último encontro, tive a oportunidade de tratar do tema casamento homossexual sob um prisma social. Naquela oportunidade foi apresentada uma crítica à parcela da sociedade que, crucificando a posição do Juiz de Direito Luiz Henrique Oliveira Marques da 1ª Vara de Registros Públicos da Comarca da Capital, achava normal, ético, razoável e até elogiável, se aguardar as férias do magistrado para tentar efetivar casamentos homossexuais na cidade do Rio de Janeiro.
Naquele artigo a crítica era meramente social. Um convite à reflexão sobre como as mesmas pessoas que em um momento pregam a correção, a austeridade e a moralidade, em outro, quando defendem seus interesses ou aquilo que acham certo, não hesitam em adotar uma chicana, um esquema, um jeitinho, para conseguir o que querem.
Entretanto, o que se pretende agora é algo diferente. Retornando a abordagem técnica e jurídica que caracteriza boa parte dos textos aqui publicados, o objetivo do presente trabalho e esclarecer os fundamentos da correta – embora tão criticada – decisão do Juiz de Direito Luiz Henrique Oliveira Marques da 1ª Vara de Registros Públicos da Comarca da Capital, que vem negando o casamento entre pessoas do mesmo sexo na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro.
Para que possamos entender os escorreitos fundamentos jurídicos de tais decisões, inicialmente é necessário abordar a controvertida decisão do Supremo Tribunal Federal que acolheu a possibilidade de união estável entre pessoas do mesmo sexo.
Em notícia publicada no próprio site do Supremo Tribunal Federal no dia do julgamento, sob o título “Supremo reconhece união homoafetiva”, está presente a seguinte explicação:
“Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, reconheceram a união estável para casais do mesmo sexo. As ações foram ajuizadas na Corte, respectivamente, pela Procuradoria-Geral da República e pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral.
O julgamento começou na tarde de ontem (4), quando o relator das ações, ministro Ayres Britto, votou no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
O ministro Ayres Britto argumentou que o artigo 3º, inciso IV, da CF veda qualquer discriminação em virtude de sexo, raça, cor e que, nesse sentido, ninguém pode ser diminuído ou discriminado em função de sua preferência sexual. “O sexo das pessoas, salvo disposição contrária, não se presta para desigualação jurídica”, observou o ministro, para concluir que qualquer depreciação da união estável homoafetiva colide, portanto, com o inciso IV do artigo 3º da CF.
Os ministros Luiz Fux, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa, Gilmar Mendes, Marco Aurélio, Celso de Mello e Cezar Peluso, bem como as ministras Cármen Lúcia Antunes Rocha e Ellen Gracie, acompanharam o entendimento do ministro Ayres Britto, pela procedência das ações e com efeito vinculante, no sentido de dar interpretação conforme a Constituição Federal para excluir qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
Na sessão de quarta-feira, antes do relator, falaram os autores das duas ações – o procurador-geral da República e o governador do Estado do Rio de Janeiro, por meio de seu representante –, o advogado-geral da União e advogados de diversas entidades, admitidas como amici curiae (amigos da Corte).
Ações
A ADI 4277 foi protocolada na Corte inicialmente como ADPF 178. A ação buscou a declaração de reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar. Pediu, também, que os mesmos direitos e deveres dos companheiros nas uniões estáveis fossem estendidos aos companheiros nas uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Já na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 132, o governo do Estado do Rio de Janeiro (RJ) alegou que o não reconhecimento da união homoafetiva contraria preceitos fundamentais como igualdade, liberdade (da qual decorre a autonomia da vontade) e o princípio da dignidade da pessoa humana, todos da Constituição Federal. Com esse argumento, pediu que o STF aplicasse o regime jurídico das uniões estáveis, previsto no artigo 1.723 do Código Civil, às uniões homoafetivas de funcionários públicos civis do Rio de Janeiro.”
(Notícias do STF – 05/05/2011)
O texto é claro e não comporta dúvidas.
O Supremo Tribunal Federal não tratou de casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O Supremo Tribunal Federal não autorizou nem concordou com o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
O que existe na decisão que vem sendo equivocadamente citada pelos ativistas homossexuais é apenas a exclusão de qualquer significado do artigo 1.723 do Código Civil que impeça o reconhecimento da união entre pessoas do mesmo sexo como entidade familiar.
Nesse sentido, se alguma coisa foi permitida ou autorizada, foi apenas a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Nada mais.
Para que não haja dúvida quanto à certeza e precisão daquilo que ora se afirma, colacionam-se, abaixo, trechos da ementa oficial do julgamento extraída do site do Supremo Tribunal Federal:
“ARGUIÇÃO DE DESCUMPRIMENTO DE PRECEITO FUNDAMENTAL (ADPF). PERDA PARCIAL DE OBJETO. RECEBIMENTO, NA PARTE REMANESCENTE, COMO AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. UNIÃO HOMOAFETIVA E SEU RECONHECIMENTO COMO INSTITUTO JURÍDICO. CONVERGÊNCIA DE OBJETOS ENTRE AÇÕES DE NATUREZA ABSTRATA. JULGAMENTO CONJUNTO. Encampação dos fundamentos da ADPF nº 132-RJ pela ADI nº 4.277-DF, com a finalidade de conferir “interpretação conforme à Constituição” ao art. 1.723 do Código Civil. Atendimento das condições da ação.
(…)
6. INTERPRETAÇÃO DO ART. 1.723 DO CÓDIGO CIVIL EM CONFORMIDADE COM A CONSTITUIÇÃO FEDERAL (TÉCNICA DA “INTERPRETAÇÃO CONFORME”). RECONHECIMENTO DA UNIÃO HOMOAFETIVA COMO FAMÍLIA. PROCEDÊNCIA DAS AÇÕES. Ante a possibilidade de interpretação em sentido preconceituoso ou discriminatório do art. 1.723 do Código Civil, não resolúvel à luz dele próprio, faz-se necessária a utilização da técnica de “interpretação conforme à Constituição”. Isso para excluir do dispositivo em causa qualquer significado que impeça o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como família. Reconhecimento que é de ser feito segundo as mesmas regras e com as mesmas consequências da união estável heteroafetiva.”
Deste modo, resta evidenciado que o Supremo Tribunal Federal não se manifestou sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Sendo igualmente correto afirmar que não foi promulgada nenhuma nova lei ou regulamento sobre o tem, mantendo-se, então, preservados a Constituição da República e o Código Civil, como únicas normas reguladoras do casamento.
Como é de conhecimento geral, casamento é ato solene, ou seja, praticado segundo normas específicas expressamente previstas em lei. Sendo assim, ao contrário da união estável, que nada mais é do que o reconhecimento de uma situação de fato, o casamento, para que possa ser adequada e validamente celebrado, exige a presença de diversos requisitos, todos presente na lei.
A Constituição da República Federativa do Brasil, promulgada em 1988, assim trata do tema casamento:
Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
§ 1º – O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2º – O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3º – Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento. (Regulamento)
(…)
§ 6º O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio. (Redação dada Pela Emenda Constitucional nº 66, de 2010)
(…)
O assunto é melhor abordado no Código Civil, que assim estipula:
LIVRO IV
Do Direito de Família
TÍTULO I
Do Direito Pessoal
SUBTÍTULO I
Do Casamento
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 1.511. O casamento estabelece comunhão plena de vida, com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges.
Art. 1.512. O casamento é civil e gratuita a sua celebração.
Parágrafo único. A habilitação para o casamento, o registro e a primeira certidão serão isentos de selos, emolumentos e custas, para as pessoas cuja pobreza for declarada, sob as penas da lei.
Art. 1.513. É defeso a qualquer pessoa, de direito público ou privado, interferir na comunhão de vida instituída pela família.
Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
Art. 1.515. O casamento religioso, que atender às exigências da lei para a validade do casamento civil, equipara-se a este, desde que registrado no registro próprio, produzindo efeitos a partir da data de sua celebração.
Art. 1.516. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento civil.
§ 1o O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização, mediante comunicação do celebrante ao ofício competente, ou por iniciativa de qualquer interessado, desde que haja sido homologada previamente a habilitação regulada neste Código. Após o referido prazo, o registro dependerá de nova habilitação.
§ 2o O casamento religioso, celebrado sem as formalidades exigidas neste Código, terá efeitos civis se, a requerimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no registro civil, mediante prévia habilitação perante a autoridade competente e observado o prazo do art. 1.532.
§ 3o Será nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver contraído com outrem casamento civil.
CAPÍTULO II
Da Capacidade PARA O CASAMENTO
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
Parágrafo único. Se houver divergência entre os pais, aplica-se o disposto no parágrafo único do art. 1.631.
Art. 1.518. Até à celebração do casamento podem os pais, tutores ou curadores revogar a autorização.
Art. 1.519. A denegação do consentimento, quando injusta, pode ser suprida pelo juiz.
Art. 1.520. Excepcionalmente, será permitido o casamento de quem ainda não alcançou a idade núbil (art. 1517), para evitar imposição ou cumprimento de pena criminal ou em caso de gravidez.
CAPÍTULO III
Dos Impedimentos
Art. 1.521. Não podem casar:
I – os ascendentes com os descendentes, seja o parentesco natural ou civil;
II – os afins em linha reta;
III – o adotante com quem foi cônjuge do adotado e o adotado com quem o foi do adotante;
IV – os irmãos, unilaterais ou bilaterais, e demais colaterais, até o terceiro grau inclusive;
V – o adotado com o filho do adotante;
VI – as pessoas casadas;
VII – o cônjuge sobrevivente com o condenado por homicídio ou tentativa de homicídio contra o seu consorte.
Art. 1.522. Os impedimentos podem ser opostos, até o momento da celebração do casamento, por qualquer pessoa capaz.
Parágrafo único. Se o juiz, ou o oficial de registro, tiver conhecimento da existência de algum impedimento, será obrigado a declará-lo.
CAPÍTULO IV
Das causas suspensivas
Art. 1.523. Não devem casar:
I – o viúvo ou a viúva que tiver filho do cônjuge falecido, enquanto não fizer inventário dos bens do casal e der partilha aos herdeiros;
II – a viúva, ou a mulher cujo casamento se desfez por ser nulo ou ter sido anulado, até dez meses depois do começo da viuvez, ou da dissolução da sociedade conjugal;
III – o divorciado, enquanto não houver sido homologada ou decidida a partilha dos bens do casal;
IV – o tutor ou o curador e os seus descendentes, ascendentes, irmãos, cunhados ou sobrinhos, com a pessoa tutelada ou curatelada, enquanto não cessar a tutela ou curatela, e não estiverem saldadas as respectivas contas.
Parágrafo único. É permitido aos nubentes solicitar ao juiz que não lhes sejam aplicadas as causas suspensivas previstas nos incisos I, III e IV deste artigo, provando-se a inexistência de prejuízo, respectivamente, para o herdeiro, para o ex-cônjuge e para a pessoa tutelada ou curatelada; no caso do inciso II, a nubente deverá provar nascimento de filho, ou inexistência de gravidez, na fluência do prazo.
Art. 1.524. As causas suspensivas da celebração do casamento podem ser argüidas pelos parentes em linha reta de um dos nubentes, sejam consangüíneos ou afins, e pelos colaterais em segundo grau, sejam também consangüíneos ou afins.
CAPÍTULO V
Do Processo de Habilitação PARA O CASAMENTO
Art. 1.525. O requerimento de habilitação para o casamento será firmado por ambos os nubentes, de próprio punho, ou, a seu pedido, por procurador, e deve ser instruído com os seguintes documentos:
I – certidão de nascimento ou documento equivalente;
II – autorização por escrito das pessoas sob cuja dependência legal estiverem, ou ato judicial que a supra;
III – declaração de duas testemunhas maiores, parentes ou não, que atestem conhecê-los e afirmem não existir impedimento que os iniba de casar;
IV – declaração do estado civil, do domicílio e da residência atual dos contraentes e de seus pais, se forem conhecidos;
V – certidão de óbito do cônjuge falecido, de sentença declaratória de nulidade ou de anulação de casamento, transitada em julgado, ou do registro da sentença de divórcio.
Art. 1.526. A habilitação será feita pessoalmente perante o oficial do Registro Civil, com a audiência do Ministério Público.
Parágrafo único. Caso haja impugnação do oficial, do Ministério Público ou de terceiro, a habilitação será submetida ao juiz.
Art. 1.527. Estando em ordem a documentação, o oficial extrairá o edital, que se afixará durante quinze dias nas circunscrições do Registro Civil de ambos os nubentes, e, obrigatoriamente, se publicará na imprensa local, se houver.
Parágrafo único. A autoridade competente, havendo urgência, poderá dispensar a publicação.
Art. 1.528. É dever do oficial do registro esclarecer os nubentes a respeito dos fatos que podem ocasionar a invalidade do casamento, bem como sobre os diversos regimes de bens.
Art. 1.529. Tanto os impedimentos quanto as causas suspensivas serão opostos em declaração escrita e assinada, instruída com as provas do fato alegado, ou com a indicação do lugar onde possam ser obtidas.
Art. 1.530. O oficial do registro dará aos nubentes ou a seus representantes nota da oposição, indicando os fundamentos, as provas e o nome de quem a ofereceu.
Parágrafo único. Podem os nubentes requerer prazo razoável para fazer prova contrária aos fatos alegados, e promover as ações civis e criminais contra o oponente de má-fé.
Art. 1.531. Cumpridas as formalidades dos arts. 1.526 e 1.527 e verificada a inexistência de fato obstativo, o oficial do registro extrairá o certificado de habilitação.
Art. 1.532. A eficácia da habilitação será de noventa dias, a contar da data em que foi extraído o certificado.
CAPÍTULO VI
Da Celebração do Casamento
Art. 1.533. Celebrar-se-á o casamento, no dia, hora e lugar previamente designados pela autoridade que houver de presidir o ato, mediante petição dos contraentes, que se mostrem habilitados com a certidão do art. 1.531.
Art. 1.534. A solenidade realizar-se-á na sede do cartório, com toda publicidade, a portas abertas, presentes pelo menos duas testemunhas, parentes ou não dos contraentes, ou, querendo as partes e consentindo a autoridade celebrante, noutro edifício público ou particular.
§ 1o Quando o casamento for em edifício particular, ficará este de portas abertas durante o ato.
§ 2o Serão quatro as testemunhas na hipótese do parágrafo anterior e se algum dos contraentes não souber ou não puder escrever.
Art. 1.535. Presentes os contraentes, em pessoa ou por procurador especial, juntamente com as testemunhas e o oficial do registro, o presidente do ato, ouvida aos nubentes a afirmação de que pretendem casar por livre e espontânea vontade, declarará efetuado o casamento, nestes termos: “De acordo com a vontade que ambos acabais de afirmar perante mim, de vos receberdes por marido e mulher, eu, em nome da lei, vos declaro casados.”
Art. 1.536. Do casamento, logo depois de celebrado, lavrar-se-á o assento no livro de registro. No assento, assinado pelo presidente do ato, pelos cônjuges, as testemunhas, e o oficial do registro, serão exarados:
I – os prenomes, sobrenomes, datas de nascimento, profissão, domicílio e residência atual dos cônjuges;
II – os prenomes, sobrenomes, datas de nascimento ou de morte, domicílio e residência atual dos pais;
III – o prenome e sobrenome do cônjuge precedente e a data da dissolução do casamento anterior;
IV – a data da publicação dos proclamas e da celebração do casamento;
V – a relação dos documentos apresentados ao oficial do registro;
VI – o prenome, sobrenome, profissão, domicílio e residência atual das testemunhas;
VII – o regime do casamento, com a declaração da data e do cartório em cujas notas foi lavrada a escritura antenupcial, quando o regime não for o da comunhão parcial, ou o obrigatoriamente estabelecido.
Art. 1.537. O instrumento da autorização para casar transcrever-se-á integralmente na escritura antenupcial.
Art. 1.538. A celebração do casamento será imediatamente suspensa se algum dos contraentes:
I – recusar a solene afirmação da sua vontade;
II – declarar que esta não é livre e espontânea;
III – manifestar-se arrependido.
Parágrafo único. O nubente que, por algum dos fatos mencionados neste artigo, der causa à suspensão do ato, não será admitido a retratar-se no mesmo dia.
Art. 1.539. No caso de moléstia grave de um dos nubentes, o presidente do ato irá celebrá-lo onde se encontrar o impedido, sendo urgente, ainda que à noite, perante duas testemunhas que saibam ler e escrever.
§ 1o A falta ou impedimento da autoridade competente para presidir o casamento suprir-se-á por qualquer dos seus substitutos legais, e a do oficial do Registro Civil por outro ad hoc, nomeado pelo presidente do ato.
§ 2o O termo avulso, lavrado pelo oficial ad hoc, será registrado no respectivo registro dentro em cinco dias, perante duas testemunhas, ficando arquivado.
Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na presença de seis testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral, até segundo grau.
Art. 1.541. Realizado o casamento, devem as testemunhas comparecer perante a autoridade judicial mais próxima, dentro em dez dias, pedindo que lhes tome por termo a declaração de:
I – que foram convocadas por parte do enfermo;
II – que este parecia em perigo de vida, mas em seu juízo;
III – que, em sua presença, declararam os contraentes, livre e espontaneamente, receber-se por marido e mulher.
§ 1o Autuado o pedido e tomadas as declarações, o juiz procederá às diligências necessárias para verificar se os contraentes podiam ter-se habilitado, na forma ordinária, ouvidos os interessados que o requererem, dentro em quinze dias.
§ 2o Verificada a idoneidade dos cônjuges para o casamento, assim o decidirá a autoridade competente, com recurso voluntário às partes.
§ 3o Se da decisão não se tiver recorrido, ou se ela passar em julgado, apesar dos recursos interpostos, o juiz mandará registrá-la no livro do Registro dos Casamentos.
§ 4o O assento assim lavrado retrotrairá os efeitos do casamento, quanto ao estado dos cônjuges, à data da celebração.
§ 5o Serão dispensadas as formalidades deste e do artigo antecedente, se o enfermo convalescer e puder ratificar o casamento na presença da autoridade competente e do oficial do registro.
Art. 1.542. O casamento pode celebrar-se mediante procuração, por instrumento público, com poderes especiais.
§ 1o A revogação do mandato não necessita chegar ao conhecimento do mandatário; mas, celebrado o casamento sem que o mandatário ou o outro contraente tivessem ciência da revogação, responderá o mandante por perdas e danos.
§ 2o O nubente que não estiver em iminente risco de vida poderá fazer-se representar no casamento nuncupativo.
§ 3o A eficácia do mandato não ultrapassará noventa dias.
§ 4o Só por instrumento público se poderá revogar o mandato.
CAPÍTULO VII
Das Provas do Casamento
Art. 1.543. O casamento celebrado no Brasil prova-se pela certidão do registro.
Parágrafo único. Justificada a falta ou perda do registro civil, é admissível qualquer outra espécie de prova.
Art. 1.544. O casamento de brasileiro, celebrado no estrangeiro, perante as respectivas autoridades ou os cônsules brasileiros, deverá ser registrado em cento e oitenta dias, a contar da volta de um ou de ambos os cônjuges ao Brasil, no cartório do respectivo domicílio, ou, em sua falta, no 1o Ofício da Capital do Estado em que passarem a residir.
Art. 1.545. O casamento de pessoas que, na posse do estado de casadas, não possam manifestar vontade, ou tenham falecido, não se pode contestar em prejuízo da prole comum, salvo mediante certidão do Registro Civil que prove que já era casada alguma delas, quando contraiu o casamento impugnado.
Art. 1.546. Quando a prova da celebração legal do casamento resultar de processo judicial, o registro da sentença no livro do Registro Civil produzirá, tanto no que toca aos cônjuges como no que respeita aos filhos, todos os efeitos civis desde a data do casamento.
Art. 1.547. Na dúvida entre as provas favoráveis e contrárias, julgar-se-á pelo casamento, se os cônjuges, cujo casamento se impugna, viverem ou tiverem vivido na posse do estado de casados.
CAPÍTULO VIII
Da Invalidade do Casamento
Art. 1.548. É nulo o casamento contraído:
I – pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil;
II – por infringência de impedimento.
Art. 1.549. A decretação de nulidade de casamento, pelos motivos previstos no artigo antecedente, pode ser promovida mediante ação direta, por qualquer interessado, ou pelo Ministério Público.
Art. 1.550. É anulável o casamento:
I – de quem não completou a idade mínima para casar;
II – do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal;
III – por vício da vontade, nos termos dos arts. 1.556 a 1.558;
IV – do incapaz de consentir ou manifestar, de modo inequívoco, o consentimento;
V – realizado pelo mandatário, sem que ele ou o outro contraente soubesse da revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges;
VI – por incompetência da autoridade celebrante.
Parágrafo único. Equipara-se à revogação a invalidade do mandato judicialmente decretada.
Art. 1.551. Não se anulará, por motivo de idade, o casamento de que resultou gravidez.
Art. 1.552. A anulação do casamento dos menores de dezesseis anos será requerida:
I – pelo próprio cônjuge menor;
II – por seus representantes legais;
III – por seus ascendentes.
Art. 1.553. O menor que não atingiu a idade núbil poderá, depois de completá-la, confirmar seu casamento, com a autorização de seus representantes legais, se necessária, ou com suprimento judicial.
Art. 1.554. Subsiste o casamento celebrado por aquele que, sem possuir a competência exigida na lei, exercer publicamente as funções de juiz de casamentos e, nessa qualidade, tiver registrado o ato no Registro Civil.
Art. 1.555. O casamento do menor em idade núbil, quando não autorizado por seu representante legal, só poderá ser anulado se a ação for proposta em cento e oitenta dias, por iniciativa do incapaz, ao deixar de sê-lo, de seus representantes legais ou de seus herdeiros necessários.
§ 1o O prazo estabelecido neste artigo será contado do dia em que cessou a incapacidade, no primeiro caso; a partir do casamento, no segundo; e, no terceiro, da morte do incapaz.
§ 2o Não se anulará o casamento quando à sua celebração houverem assistido os representantes legais do incapaz, ou tiverem, por qualquer modo, manifestado sua aprovação.
Art. 1.556. O casamento pode ser anulado por vício da vontade, se houve por parte de um dos nubentes, ao consentir, erro essencial quanto à pessoa do outro.
Art. 1.557. Considera-se erro essencial sobre a pessoa do outro cônjuge:
I – o que diz respeito à sua identidade, sua honra e boa fama, sendo esse erro tal que o seu conhecimento ulterior torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado;
II – a ignorância de crime, anterior ao casamento, que, por sua natureza, torne insuportável a vida conjugal;
III – a ignorância, anterior ao casamento, de defeito físico irremediável, ou de moléstia grave e transmissível, pelo contágio ou herança, capaz de pôr em risco a saúde do outro cônjuge ou de sua descendência;
IV – a ignorância, anterior ao casamento, de doença mental grave que, por sua natureza, torne insuportável a vida em comum ao cônjuge enganado.
Art. 1.558. É anulável o casamento em virtude de coação, quando o consentimento de um ou de ambos os cônjuges houver sido captado mediante fundado temor de mal considerável e iminente para a vida, a saúde e a honra, sua ou de seus familiares.
Art. 1.559. Somente o cônjuge que incidiu em erro, ou sofreu coação, pode demandar a anulação do casamento; mas a coabitação, havendo ciência do vício, valida o ato, ressalvadas as hipóteses dos incisos III e IV do art. 1.557.
Art. 1.560. O prazo para ser intentada a ação de anulação do casamento, a contar da data da celebração, é de:
I – cento e oitenta dias, no caso do inciso IV do art. 1.550;
II – dois anos, se incompetente a autoridade celebrante;
III – três anos, nos casos dos incisos I a IV do art. 1.557;
IV – quatro anos, se houver coação.
§ 1o Extingue-se, em cento e oitenta dias, o direito de anular o casamento dos menores de dezesseis anos, contado o prazo para o menor do dia em que perfez essa idade; e da data do casamento, para seus representantes legais ou ascendentes.
§ 2o Na hipótese do inciso V do art. 1.550, o prazo para anulação do casamento é de cento e oitenta dias, a partir da data em que o mandante tiver conhecimento da celebração.
Art. 1.561. Embora anulável ou mesmo nulo, se contraído de boa-fé por ambos os cônjuges, o casamento, em relação a estes como aos filhos, produz todos os efeitos até o dia da sentença anulatória.
§ 1o Se um dos cônjuges estava de boa-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis só a ele e aos filhos aproveitarão.
§ 2o Se ambos os cônjuges estavam de má-fé ao celebrar o casamento, os seus efeitos civis só aos filhos aproveitarão.
Art. 1.562. Antes de mover a ação de nulidade do casamento, a de anulação, a de separação judicial, a de divórcio direto ou a de dissolução de união estável, poderá requerer a parte, comprovando sua necessidade, a separação de corpos, que será concedida pelo juiz com a possível brevidade.
Art. 1.563. A sentença que decretar a nulidade do casamento retroagirá à data da sua celebração, sem prejudicar a aquisição de direitos, a título oneroso, por terceiros de boa-fé, nem a resultante de sentença transitada em julgado.
Art. 1.564. Quando o casamento for anulado por culpa de um dos cônjuges, este incorrerá:
I – na perda de todas as vantagens havidas do cônjuge inocente;
II – na obrigação de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial.
CAPÍTULO IX
Da Eficácia do Casamento
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família.
§ 1o Qualquer dos nubentes, querendo, poderá acrescer ao seu o sobrenome do outro.
§ 2o O planejamento familiar é de livre decisão do casal, competindo ao Estado propiciar recursos educacionais e financeiros para o exercício desse direito, vedado qualquer tipo de coerção por parte de instituições privadas ou públicas.
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I – fidelidade recíproca;
II – vida em comum, no domicílio conjugal;
III – mútua assistência;
IV – sustento, guarda e educação dos filhos;
V – respeito e consideração mútuos.
Art. 1.567. A direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos.
Parágrafo único. Havendo divergência, qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz, que decidirá tendo em consideração aqueles interesses.
Art. 1.568. Os cônjuges são obrigados a concorrer, na proporção de seus bens e dos rendimentos do trabalho, para o sustento da família e a educação dos filhos, qualquer que seja o regime patrimonial.
Art. 1.569. O domicílio do casal será escolhido por ambos os cônjuges, mas um e outro podem ausentar-se do domicílio conjugal para atender a encargos públicos, ao exercício de sua profissão, ou a interesses particulares relevantes.
Art. 1.570. Se qualquer dos cônjuges estiver em lugar remoto ou não sabido, encarcerado por mais de cento e oitenta dias, interditado judicialmente ou privado, episodicamente, de consciência, em virtude de enfermidade ou de acidente, o outro exercerá com exclusividade a direção da família, cabendo-lhe a administração dos bens.
CAPÍTULO X
Da Dissolução da Sociedade e do vínculo Conjugal
Art. 1.571. A sociedade conjugal termina:
I – pela morte de um dos cônjuges;
II – pela nulidade ou anulação do casamento;
III – pela separação judicial;
IV – pelo divórcio.
§ 1o O casamento válido só se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio, aplicando-se a presunção estabelecida neste Código quanto ao ausente.
§ 2o Dissolvido o casamento pelo divórcio direto ou por conversão, o cônjuge poderá manter o nome de casado; salvo, no segundo caso, dispondo em contrário a sentença de separação judicial.
Art. 1.572. Qualquer dos cônjuges poderá propor a ação de separação judicial, imputando ao outro qualquer ato que importe grave violação dos deveres do casamento e torne insuportável a vida em comum.
§ 1o A separação judicial pode também ser pedida se um dos cônjuges provar ruptura da vida em comum há mais de um ano e a impossibilidade de sua reconstituição.
§ 2o O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver acometido de doença mental grave, manifestada após o casamento, que torne impossível a continuação da vida em comum, desde que, após uma duração de dois anos, a enfermidade tenha sido reconhecida de cura improvável.
§ 3o No caso do parágrafo 2o, reverterão ao cônjuge enfermo, que não houver pedido a separação judicial, os remanescentes dos bens que levou para o casamento, e se o regime dos bens adotado o permitir, a meação dos adquiridos na constância da sociedade conjugal.
Art. 1.573. Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos:
I – adultério;
II – tentativa de morte;
III – sevícia ou injúria grave;
IV – abandono voluntário do lar conjugal, durante um ano contínuo;
V – condenação por crime infamante;
VI – conduta desonrosa.
Parágrafo único. O juiz poderá considerar outros fatos que tornem evidente a impossibilidade da vida em comum.
Art. 1.574. Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges se forem casados por mais de um ano e o manifestarem perante o juiz, sendo por ele devidamente homologada a convenção.
Parágrafo único. O juiz pode recusar a homologação e não decretar a separação judicial se apurar que a convenção não preserva suficientemente os interesses dos filhos ou de um dos cônjuges.
Art. 1.575. A sentença de separação judicial importa a separação de corpos e a partilha de bens.
Parágrafo único. A partilha de bens poderá ser feita mediante proposta dos cônjuges e homologada pelo juiz ou por este decidida.
Art. 1.576. A separação judicial põe termo aos deveres de coabitação e fidelidade recíproca e ao regime de bens.
Parágrafo único. O procedimento judicial da separação caberá somente aos cônjuges, e, no caso de incapacidade, serão representados pelo curador, pelo ascendente ou pelo irmão.
Art. 1.577. Seja qual for a causa da separação judicial e o modo como esta se faça, é lícito aos cônjuges restabelecer, a todo tempo, a sociedade conjugal, por ato regular em juízo.
Parágrafo único. A reconciliação em nada prejudicará o direito de terceiros, adquirido antes e durante o estado de separado, seja qual for o regime de bens.
Art. 1.578. O cônjuge declarado culpado na ação de separação judicial perde o direito de usar o sobrenome do outro, desde que expressamente requerido pelo cônjuge inocente e se a alteração não acarretar:
I – evidente prejuízo para a sua identificação;
II – manifesta distinção entre o seu nome de família e o dos filhos havidos da união dissolvida;
III – dano grave reconhecido na decisão judicial.
§ 1o O cônjuge inocente na ação de separação judicial poderá renunciar, a qualquer momento, ao direito de usar o sobrenome do outro.
§ 2o Nos demais casos caberá a opção pela conservação do nome de casado.
Art. 1.579. O divórcio não modificará os direitos e deveres dos pais em relação aos filhos.
Parágrafo único. Novo casamento de qualquer dos pais, ou de ambos, não poderá importar restrições aos direitos e deveres previstos neste artigo.
Art. 1.580. Decorrido um ano do trânsito em julgado da sentença que houver decretado a separação judicial, ou da decisão concessiva da medida cautelar de separação de corpos, qualquer das partes poderá requerer sua conversão em divórcio.
§ 1o A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges será decretada por sentença, da qual não constará referência à causa que a determinou.
§ 2o O divórcio poderá ser requerido, por um ou por ambos os cônjuges, no caso de comprovada separação de fato por mais de dois anos.
Art. 1.581. O divórcio pode ser concedido sem que haja prévia partilha de bens.
Art. 1.582. O pedido de divórcio somente competirá aos cônjuges.
Parágrafo único. Se o cônjuge for incapaz para propor a ação ou defender-se, poderá fazê-lo o curador, o ascendente ou o irmão.
Como se vê, duas questões saltam aos olhos. Primeira, o casamento é ato jurídico muito bem regulamentado, com minuciosas exigências e requisitos, os quais, pela clareza da lei, não comportam dúvidas, nem podem ser desobedecidos, sob pena de invalidade do ato. Segundo, durante os longos 71 (setenta e um) artigos que tratam do casamento, percebemos toda a criação de uma estrutura voltada unicamente para a união de pessoas de sexos distintos.
Nesse sentido merecem especial destaque os seguintes artigos:
LIVRO IV
Do Direito de Família
TÍTULO I
Do Direito Pessoal
SUBTÍTULO I
Do Casamento
CAPÍTULO I
Disposições Gerais
Art. 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
CAPÍTULO II
Da Capacidade PARA O CASAMENTO
Art. 1.517. O homem e a mulher com dezesseis anos podem casar, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
CAPÍTULO IX
Da Eficácia do Casamento
Art. 1.565. Pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família.
A conclusão é óbvia.
Pelo art. 1514 do Código Civil o casamento só se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados. Sendo assim, se duas pessoas do mesmo sexo resolverem praticar o mesmo ato, o casamento não se realizará, pois alei exige um homem e uma mulher.
Da mesma forma, pelo art. 1517 do Código Civil só possuem capacidade para casar o homem e a mulher com dezesseis anos, exigindo-se autorização de ambos os pais, ou de seus representantes legais, enquanto não atingida a maioridade civil.
Por fim, o art. 1565 do Código Civil, ao tratar da eficácia do casamento, positiva que pelo casamento, homem e mulher assumem mutuamente a condição de consortes, companheiros e responsáveis pelos encargos da família. Desse modo, os efeitos do ato jurídico casamento também estão intimamente ligados à união entre pessoas de sexos distintos.
Considerando tais fatores, dúvida não pode haver quanto o acerto das decisões do Juiz de Direito Luiz Henrique Oliveira Marques da 1ª Vara de Registros Públicos da Comarca da Capital, ao afirmar que a lei não permite o casamento entre pessoas de mesmo sexo.
A questão jurídica está posta e é clara. Nesse sentido, forçoso reconhecer que as decisões em contrário – infelizmente cada vez mais comuns – ou são fruto da pressão política e social dos grupos ativistas homossexuais, ou são fruto de posicionamentos pessoais dos operadores do Direito envolvidos nessas questões, que buscam atender a determinados interesses, ainda que desrespeitando o expresso texto da lei.
Por fim, considerando que a união estável e em tudo semelhante ao casamento e que tal instituto já está à disposição dos homossexuais que desejem se unir, é necessário reconhecer que não há motivo juridicamente relevante para que os mesmos pretendam obter para si o uso de um instituto que, em nossa sociedade, sempre foi a marca mais importante de um outro modelo – tradicional – de família.

Jorge Vacite Neto
Advogado


Brasileiras vendem óvulos e barrigas de aluguel a estrangeiros na web

Novas técnicas de reprodução assistida permitem às mulheres terem filhos cada vez mais tarde
A compra e a venda de óvulos e sêmen e a prática de barriga de aluguel remunerada são ilegais no Brasil, mas isso não tem impedido que as brasileiras participem deste mercado que está em crescimento no mundo.
Muitas brasileiras têm oferecido seus serviços em sites internacionais e se dizem dispostas a viajar para países em que a prática é permitida, e algumas já moram no exterior.
Para se ter uma ideia de como funciona o movimentado – e polêmico – mercado internacional de barrigas de aluguel e doação de óvulos, basta visitar o site surrogatefinder.com (na tradução livre algo como “buscador de barriga de aluguel”) e dar uma espiada nos perfis das centenas de mulheres, entre elas dezenas de brasileiras, que oferecem seus serviços por ali.
O site é uma mistura de Facebook com a página de compra e vendas Ebay. Mulheres com idades que variam de 20 a 45 anos montam seus perfis e colocam fotos de si mesmas, dos filhos e da família. O objetivo da apresentação, porém, obviamente não é fazer amigos, mas dar aos casais ou solteiros interessados nos serviços oferecidos ali uma amostra de seu fenótipo, perfil genético e, dependendo do caso, capacidade de gestação.
Algumas se oferecem para doar óvulos para mulheres inférteis ou casais homossexuais que querem realizar o sonho de ter um filho – prática que pode lhes render de US$ 8 mil (R$ 16,4 mil) a US$ 50 mil (R$ 102 mil). Outras estão dispostas a carregar bebês de outras mulheres – serviço pelo qual pode-se ganhar até US$ 100 mil nos EUA (R$ 204 mil).
Uma estudante brasileira da Universidade de Edimburgo, por exemplo, se diz disposta a doar óvulos para pagar o curso de pós-graduação que começará em setembro. Uma professora de inglês de Santa Catarina diz que precisa do dinheiro da doação para ajudar a sustentar a filha. E uma estudante de psicologia do Espírito Santo se oferece para carregar o filho de outra mulher porque o marido ficou desempregado.
Todas mencionam também uma razão altruísta para a oferta: a vontade de ajudar casais com problemas de fertilidade a realizar o sonho de ter filhos.
O mercado de gametas e barrigas de aluguel vem crescendo nos últimos anos em diversos países, impulsionado, do lado da demanda, por tendências sociais e demográficas – como o fenômeno da maternidade tardia e a oficialização de uniões civis homossexuais. Do lado da oferta, pelo desenvolvimento de novas técnicas de reprodução assistida.
Empresa
Os casal homossexual Barrie e Tony Drewitt-Barlow e seus filhos: 'nova família' com ajuda de doadora de óvulos brasileira
O casal homossexual britânico formado pelos empresários milionários Barrie and Tony Drewitt-Barlow e seus cinco filhos são exemplo da “nova família” que essas novas tecnologias viabilizaram.
Em 1999, os dois viajaram para a Califórnia, onde a prática de barriga de aluguel e doação de óvulos remunerada é permitida e voltaram para casa, na Grã-Bretanha, com os gêmeos Saffron e Aspen. Depois disso, tiveram mais três filhos. E agora pensam em ter uma segunda menina (nos EUA é permitido escolher o sexo do bebê).
Barrie e Tony também têm uma clínica que ajuda outros casais a terem bebês com óvulos de estrangeiras e serviços de barriga de aluguel contratados no exterior – o British Surrogacy Centre.
Em entrevista à BBC Brasil, Barrie contou que as brasileiras são muito procuradas para as doações de gametas por terem “fama de bonitas” e porque, entre elas, é fácil encontrar um perfil procurado por casais inter-raciais estrangeiros. Por isso, segundo o empresário, sua agência teria “olheiros” que buscam doadoras no Brasil.
“Foi uma brasileira que doou o óvulo para que eu pudesse ter dois de meus filhos – o segundo casal de gêmeos”, conta Barrie. “Nos últimos 12 meses, ajudamos 63 casais a terem filhos. Desses, 15 usaram doadoras brasileiras.”
Para Artur Dzik, presidente da Sociedade Brasileira de Reprodução Humana, porém, a prática é preocupante. “Um esquema em que as brasileiras são aliciadas para prestar esse serviço em outros países poderia estar explorando a miséria e a necessidade dessas mulheres”, acredita.

Fonte: BBC


Guerra Fria: militar desertor revela como passou 28 anos escondido dos EUA

David Hemler passou quase três décadas na lista dos mais procurados da Força Aérea dos Estados Unidos
No auge da Guerra Fria, o americano David Hemler desertou o posto que ocupava em uma base aérea na Alemanha. Ele passou 28 anos na lista dos mais procurados da Força Aérea dos Estados Unidos.
Quase três décadas mais tarde, sem poder tolerar as saudades da família, Hemler – hoje cidadão sueco – revelou ao mundo sua verdadeira identidade e entrou em contato os irmãos e pais nos Estados Unidos.
Em agosto último, ele foi visitado, na Suécia, pelos pais e irmão, mas corre o risco de ficar até 30 anos na cadeia se puser os pés nos Estados Unidos.
Em depoimento à BBC, Hemler contou sua história.
Guerra Fria
Em 1984, o governo do então presidente americano Ronald Reagan instalou mísseis Pershing II na Alemanha Ocidental. David Hemler, na época com 21 anos de idade, trabalhava como especialista em línguas na base americana de Augsburg, na Bavária, Alemanha.
No entanto, Hemler não estava feliz. Ele procurou seu supervisor e pediu para ser dispensado, declarando que havia se tornado um pacifista. Em resposta, lhe disseram que procurasse um psiquiatra.
Hemler diz que sua foto estava na lista dos mais procurados, ao lado de estupradores e assassinos
“Eu não achava que ser um pacifista queria dizer que eu estava sofrendo de uma doença mental. Mas eu andava mal”, contou. “À noite, ficava acordado pensando e não conseguia dormir. Também tinha dificuldade para comer, havia até desmaiado algumas vezes”.
A Força Aérea não dispensou Hemler. Em vez disso, ele perdeu seu posto secreto e foi ordenado a trabalhar na limpeza da base. Após um ano limpando o chão, Hemler percebeu que a Força Aérea não o dispensaria facilmente.
“Estava muito difícil. Eu tinha completado três anos (de serviço) e tinha mais três para cumprir”. Então, Hemler começou a considerar a possibilidade de “se ausentar sem permissão”. No jargão militar, isso significa deixar seu dever sem permissão oficial, porém sem a intenção de desertar.
“Eu estava me sentindo tão mal, precisava sair dali. Seria como um pedido de ajuda, para que as pessoas entendessem que eu não estava me sentindo lá muito bem”.
Suécia
Mas as coisas acabaram acontecendo de maneira diferente. Hemler decidiu ir para a Suécia. Ele já havia estado lá antes e acreditava que o país tinha acolhido soldados americanos que haviam desertado durante a Guerra do Vietnã.
Ao chegar, adotou o nome de Hans Schwarz e disse que era filho de viajantes que tinham vivido em 35 países diferentes.
A polícia sueca ficou desconfiada e queria deportá-lo. Sabiam, por seu sotaque, que Hemler vinha do leste dos Estados Unidos. “Mas ninguém sabia para onde me mandar”, ele contou. “Eu disse que tinha nascido na Suíça”. Em vez de mantê-lo na prisão, sem provas suficientes sobre a origem de Hemler, as autoridades suecas optaram por libertá-lo.
Um ano e meio mais tarde, ele obteve permissão para viver permanentemente na Suécia.
Ainda assim, Hemler vivia com medo. Sabia que seu direito de residir no país se baseava em uma identidade falsa e que os Estados Unidos procuravam por ele. “Toda vez que ouvia um carro de polícia à distância, achava que estava vindo me pegar”.
A Força Aérea dos Estados Unidos colocou o nome de Hemler na lista dos seus dez mais procurados fugitivos – segundo ele, ao lado de assassinos e estupradores. Sua foto era atualizada regularmente no site da Força Aérea e só foi retirada há algumas semanas.
Para evitar ser capturado, Hemler aprendeu sueco e disfarçou sua aparência. Deixou o cabelo crescer até os ombros e parou de fazer a barba. Ele teve vários empregos, entre eles, o de enfermeiro, trabalhando em um lar para idosos.
Depois, foi para a Universidade, onde estudou estatística. Hoje, Hemler trabalha para um órgão do governo britânico na cidade de Uppsala.
Identidade Secreta
Em 28 anos, Hemler não revelou sua identidade a ninguém – nem à sua primeira namorada na Suécia, com quem teve uma filha, nem à mulher com quem se casou e com quem teve mais dois filhos.
Hemler tampouco podia correr o risco de entrar em contato seus pais. “Eu tinha medo de que, se tentasse contato com meus pais, seria deportado e nunca mais veria minha filha”.
Ele teve de fazer a difícil escolha entre manter o contato com a filha ou com seus pais. E escolheu a filha. Mas quando a filha mais velha cresceu, Hemler não conseguiu mais suportar a separação entre ele e os pais. “Eu já tinha esperado tempo demais e eles haviam esperado muito tempo por mim”.
Quando tentou telefonar para os pais, não conseguiu encontrá-los. Então, no dia 16 de maio de 2012, telefonou para uma tia. Seu sotaque sueco despertou suspeitas. No final, Hemler teve de falar com o irmão para provar sua identidade.
O irmão fez perguntas sobre a infância de Hemler no leste da Pennsylvania. “Ele perguntou o nome da nossa tartaruga”. E Hemler acertou a resposta. “Meu irmão ficou muito feliz, claro”, contou. “Ele ficou excitado e começou a contar todas as notícias da família nos últimos 30 anos. Foi maravilhoso falar com ele”.
Depois, veio a primeira conversa com os pais. ”Esperava que todos estivessem com raiva de mim e merecia ser repreendido, mas todos estavam tão felizes por eu estar de volta, sequer pediram uma explicação. Estavam felizes só em saber que eu estava vivo e bem”.
Restava agora contar a verdade à esposa. “No início, ela não sabia no que acreditar. Então mostrei a minha foto em um dos sites de investigações dos dez mais procurados da Força Aérea”. Hemler disse que a esposa, de ascendência sueca e tailandesa, não se sente traída e entende a razão pela qual ele teve de fingir ser Hans Schwarz.
Ela espera que ele possa, em breve, viajar para a Tailândia para encontrar a família dela lá.
Quase três décadas mais tarde, Hemler finalmente encontrou os pais, irmão, cunhada e sobrinhos, que viajaram para a Suécia para uma visita de duas semanas em agosto.
Hoje cidadão sueco, ouviu de seus advogados que há poucas chances de ele ser extraditado. Mas não pode visitar sua terra natal.
Ele confessou que apesar de ter se casado e ter tido filhos na Suécia, lamenta ter desertado. “Foi um processo gradual. Acabei me colocando em uma situação da qual não consegui mais sair”.
E disse à BBC Brasil que gostaria de iniciar um diálogo com a Força Aérea americana. “Estou esperando para ver se a Força Aérea vai entrar em contato com o Ministério da Justiça (da Suécia) para que nos encontremos e (para que a FA) faça seu interrogatório em solo sueco”.
Hemler disse que não ousaria ir à base da FA americana na Alemanha porque um porta-voz da FA disse à imprensa sueca que ele poderia ser sentenciado a 30 anos de prisão. “Eu não entendo a razão pela qual fui incluído na lista dos oito mais procurados fugitivos e tenho muito medo de que esteja sob suspeita de ter feito algo que não fiz”.

Fonte: BBC


‘Ela está tentando fazer amor com Jesus’, diz diretor de filme polêmico


Uma das cenas mais chocantes do filme é quando a protagonista, católica fervorosa, se masturba com um crucifixo
O novo filme do austríaco Ulrich Seidl, Paradise Faith, que compete com outros 17 filmes pelo Leão de Ouro na Mostra de Veneza, provocou escândalo na última sexta-feira (31/08) por causa de uma cena em que a protagonista usa o crucifixo para se masturbar. O filme faz parte da trilogia Paradise: Paradise: Love e Paradise: Hope.
Faith causa escândalo”, afirma o jornal italiano Coriere della Sera ao resenhar o filme protagonizado por uma operadora de aparelho de raios X, chamada Anna Maria, uma fervorosa católica que se flagela, usa o cilício e caminha pela casa de joelhos, até que, em cena “quente”, ela lentamente tira o crucifixo da parede de seu quarto, o acaricia e o beija. Torna a beijá-lo e beijá-lo, cada vez mais intensamente, e finalmente se masturba com ele sob as cobertas.
O filme arrancou risos e foi aplaudido durante a primeira projeção à imprensa especializada e, provavelmente, provocará reações na Itália e no Vaticano.
No longa, a personagem Anna Maria decide percorrer toda a cidade de Viena com uma imagem da Virgem Maria, de cerca de quarenta centímetros nas mãos, batendo de porta em porta para convencer as pessoas a se unirem ao cristianismo. O retorno inesperado após anos de ausência de seu marido, um muçulmano egípcio, em uma cadeira de rodas, ‘reforça sua fé’.
“A protagonista não entende que a adoração cega por Cristo a converte em um ser inumano, incapaz de sentir amor e de comunicar a mais importante virtude cristã: amar ao próximo”, comentou o diretor.
Entrevistado pelo site The Hollywood Reporter, Ulrich Seidl se diz “satisfeito” com a reação da crítica. “Sempre que faço um filme, eu procuro uma maneira de mostrar a verdade, ou pelo menos a verdade como eu a vejo. Mas levo em conta que alguém pode não gostar de ver a realidade que estou retratando. Para a história da personagem no filme, é certo mostrar ela se masturbando com uma cruz, porque ela está tentando fazer amor com Jesus, procurando satisfazer seus próprios desejos. Só porque trata-se de um tabu não significa que não vou mostrar isso. Eu prefiro tumulto ao silêncio”, defendeu-se.

Fonte: Veja e Cinema em Cena



Participe: hoje é o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio

A agência da ONU informou que as tentativas de suicídio são mais comuns entre mulheres, porém o número de óbitos é maior entre os homens. E a segunda maior causa de morte está entre jovens de 15 a 25 anos. As taxas estão associadas à crise econômica, ao aumento no número de desempregados e também fatores sócio-econômicos, como urbanização e migração.
Em todo o mundo um milhão de pessoas por ano comete suicídio. Isso é mais do que mortes por conflitos, guerras e homicídios combinados. A declaração é da Organização Mundial da Saúde (OMS), que marca nesta segunda-feira (10), o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio.
Segundo relatório da OMS, a cada 40 segundos uma pessoa se suicida no mundo; o número de tentativas de suicídio chega a 20 milhões por ano; ou seja, 5% das pessoas no mundo fazem uma tentativa de suicídio pelo menos uma vez em sua vida.
O relatório afirma que os países precisam tomar providências de combate ao problema dificultando o acesso das pessoas a armas, álcool, drogas e pesticidas. Além disso, a simples construção de barreiras em pontes pode levar a uma diminuição de casos.
Uma outra causa para que alguém tente tirar a própria vida são os problemas mentais. Por isso, a OMS preparou uma série de diretrizes para a mídia pedindo que a representação do suicídio seja feita de forma responsável reduzindo a estigmatização desse grupo de pessoas.
Uma outra dica da agência para ajudar na prevenção é a identificação de pessoas com depressão e ansiedade.
A OMS destacou que as taxas de suicídio mais elevadas são a dos países do leste da Europa, como Lituânia ou Rússia, enquanto as mais baixas se situam na América Central e do Sul, em países como Peru, México, Brasil ou Colômbia. Estados Unidos, Europa e Ásia estão na metade da escala. Não há estatísticas sobre o tema em muitos países africanos e do sudeste asiático.

Fonte: JB e Terra


Chacina deixa 4 pessoas mortas, entre elas o filho de um pastor

Um dos adolescentes foi identificado como Kelverton Pimentel Dias, de 15 anos, o pai do jovem se identificou como pastor. À polícia, ele disse que o filho praticava roubos na região.
Casa onde os corpos foram encontrados
Quatro pessoas foram encontradas mortas com marcas de tiros na cabeça, em uma casa abandonada em Japeri, na Baixada Fluminense (RJ), na manhã deste domingo (9). Segundo policiais da 63ª DP (Japeri), entre os mortos estariam dois adolescentes. A polícia ainda não tem pistas de quem são os assassinos.
As outras duas vítimas, um homem e uma mulher, ainda não foram identificadas, mas aparentam ter mais de 18 anos. A polícia chegou até o local após uma denúncia anônima. Foram encontradas munições de revólver e 57 papelotes de cocaína.
O crime acontece no bairro da Chacrinha. Segundo vizinhos, vários disparos foram ouvidos por volta de meia-noite. Para a polícia, o imóvel era usado como ponto de uso e venda de drogas. A PM informou que já realiza patrulhamento 24 horas por dia nas proximidades do local onde houve o crime, mas que vai intensificar o policiamento na região.


Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...