terça-feira, 3 de abril de 2012

Fumar pode aumentar risco de esquizofrenia

O Estado de São Paulo
Chance da doença é maior naqueles que possuem variantes genéticas para o transtorno mental.

O hábito de fumar pode ampliar o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas saudáveis que possuam variantes genéticas para o transtorno mental. A descoberta está em um estudo publicado esta semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Boris Quednow, do Hospital Universitário de Psiquiatria em Zurique, na Suíça, e colegas identificaram que em pessoas com tais variantes um marcador neurobiológico para a esquizofrenia se mostrou mais presente entre fumantes do que naqueles que não fumam.

Os pesquisadores investigaram a relação entre variantes do gene TCF4 (“fator de transcrição 4”), cuja presença é conhecida por aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia, com o déficit de processamento de informações associado ao transtorno. O TCF 4 é uma proteína com papel importante na formação cerebral.

O grupo avaliou 1.821 voluntários saudáveis e encontrou 21 mutações para o gene TCF4. Portadores de quatro dessas variantes apresentaram alterações no processamento de informações sonoras, conforme verificado por exames de eletroencefalografia.

Quando os resultados foram ajustados de acordo com o hábito de fumar, os cientistas observaram que, entre os voluntários com as variantes de risco do gene TCF4, os fumantes apresentaram maiores déficits no processamento de informações. Os déficits foram expressivos tanto para os fumantes leves como para os pesados.

“Como fumar altera o impacto do gene TCF4 na filtragem de estímulos acústicos, o hábito também pode aumentar o papel de genes específicos no risco de desenvolvimento da esquizofrenia”, disse Quednow.

De acordo com os pesquisadores, o tabagismo pode se associar com as mutações no TCF4 assumindo um papel importante no desenvolvimento de prejuízos no processamento de informações associado com a esquizofrenia.

“O hábito de fumar deve ser considerado como um importante cofator para o risco de esquizofrenia em pesquisas futuras”, disse Quednow.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


Consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama

Veja
Pesquisa indica que mesmo a ingestão de apenas uma dose por dia já é o suficiente para expor as mulheres a uma maior chance de desenvolver a doença.

Basta uma dose de bebida alcoólica por dia para aumentar o risco das mulheres desenvolverem câncer de mama em 5%. A conclusão é de uma revisão de 113 estudos feita por pesquisadores da Alemanha, França e Itália, publicada nesta quinta-feira no periódico Alcohol and Alcoholism. Para mulheres que bebem mais — três ou mais doses por dia — o risco de contrair a doença aumenta em 50%.

"Os resultados indicam que mulheres com elevado risco de desenvolver câncer de mama (como as que têm casos na família) devem evitar bebidas alcoólicas ou consumi-las apenas ocasionalmente", afirmaram os pesquisadores.

Segundo o estudo, a relação entre álcool e câncer de mama foi estabelecida pela primeira vez na década de 1980. Acredita-se que o álcool aumente os níveis do hormônio estrogênio, aumentando o risco de câncer de mama. Pesquisas já demonstraram que o álcool está associado a cânceres conhecidos como “receptores positivos de estrogênio”, que necessitam do hormônio para crescer.

Para os pesquisadores, 2% dos casos de câncer de mama na Europa e na América do Norte estão relacionados com o baixo consumo de álcool, e 50.000 casos em todo o mundo se devem ao consumo pesado.

No Brasil, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), serão registrados 52.680 novos casos em 2012. Em 2008, ano com as últimas estatísticas disponíveis, morrem 11.969 mulheres em decorrência do câncer de mama.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


Estudo constata que 70% dos fumantes têm alterações arteriais

O Estado de São Paulo
Um estudo de prevenção cardiovascular que retirou 280 mil amostras de DNA, sangue, soro e urina de quase 6 mil trabalhadores espanhóis constatou que 70% dos fumantes apresentam alterações nas artérias.

A pesquisa, denominada Estudo da Saúde dos Trabalhadores de Aragón, é realizada há três anos entre o Instituto Aragonés de Ciências da Saúde (IACS) e o Centro Nacional de Pesquisas Cardiovasculares (CNIC), e tem como objetivo conhecer, desde seu início, a evolução das doenças cardiovasculares, explicou nesta sexta-feira, 30, seu coordenador, José Antonio Casasnovas.

O pesquisador disse que o estudo, o maior da Europa e que utiliza técnicas inovadoras, revela que aos 40 anos já começam a ser vistas alterações nas artérias, por isso que a arterioresclerose é "mais precoce" do que se pensava. No entanto, não se sabe se essas alterações são naturais, fisiológicas ou condicionarão uma doença, e isso deve ser analisado agora, acrescentou.

Dos participantes do estudo (trabalhadores da General Motors em Figueruelas, Zaragoza), 30% têm hipertensão, 25% obesidade e 3,5% diabetes, disse Montserrat León, do IACS e coordenadora clínica do projeto. Segundo León, das 500 mulheres estudadas nesse grupo 45% eram fumantes e entre os homens, 37%. A pesquisadora se referiu ao tabagismo como o principal responsável pelas doenças cardiovasculares. De fato, a pesquisa constatou que 70% dos fumantes tinham alterações arteriais, também evidenciadas nos diabéticos, disse Casasnovas.

Os voluntários, com idade média de 49 anos no caso dos homens e 40 no caso das mulheres, concederam entre duas e três mostras de DNA, sangue, soro e urina, foram pesados, tiveram a altura e o perímetro abdominal medidos, e foram avaliados para saber se tomavam medicação, sofriam de tabagismo, diabetes e obesidade, disse Casasnovas.

No entanto, ele se mostrou "surpreso" pelo fato de que nesta fábrica automobilística, graças à "ergonomia" implantada, o trabalho físico mais duro é levantar 4,5 quilos de peso com manipuladores, por isso que o consumo de calorias é a metade do que imaginava.

As doenças cardiovasculares são a causa de morte de quase a metade dos espanhóis, e entre 70 e 75% das causas de internações hospitalares. Daí a importância deste estudo, que será prolongado com o acompanhamento da saúde dos voluntários, ressaltou Martín Laclaustra, subdiretor do Biobanco do CNIC.

Neste centro estão guardadas 140 mil mostras dos trabalhadores que participam do estudo (cada uma com um microchip com todos os dados). Uma quantidade semelhante está a 80 graus abaixo de zero nos congeladores do Biobanco do Hospital Miguel Servet, em Zaragoza, que começou a funcionar em 2011.
Fonte:ABEAD(Associação Brasileira de Estudos do Álcool e outras Drogas)


Fumar pode aumentar risco de esquizofrenia

O hábito de fumar pode ampliar o risco de desenvolver esquizofrenia em pessoas saudáveis que possuam variantes genéticas para o transtorno mental. A descoberta está em um estudo publicado esta semana pela revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Boris Quednow, do Hospital Universitário de Psiquiatria em Zurique, na Suíça, e colegas identificaram que em pessoas com tais variantes um marcador neurobiológico para a esquizofrenia se mostrou mais presente entre fumantes do que naqueles que não fumam.

Os pesquisadores investigaram a relação entre variantes do gene TCF4 (“fator de transcrição 4”), cuja presença é conhecida por aumentar o risco de desenvolver esquizofrenia, com o déficit de processamento de informações associado ao transtorno. O TCF 4 é uma proteína com papel importante na formação cerebral.

O grupo avaliou 1.821 voluntários saudáveis e encontrou 21 mutações para o gene TCF4. Portadores de quatro dessas variantes apresentaram alterações no processamento de informações sonoras, conforme verificado por exames de eletroencefalografia.

Quando os resultados foram ajustados de acordo com o hábito de fumar, os cientistas observaram que, entre os voluntários com as variantes de risco do gene TCF4, os fumantes apresentaram maiores déficits no processamento de informações. Os déficits foram expressivos tanto para os fumantes leves como para os pesados.

“Como fumar altera o impacto do gene TCF4 na filtragem de estímulos acústicos, o hábito também pode aumentar o papel de genes específicos no risco de desenvolvimento da esquizofrenia”, disse Quednow.

De acordo com os pesquisadores, o tabagismo pode se associar com as mutações no TCF4 assumindo um papel importante no desenvolvimento de prejuízos no processamento de informações associado com a esquizofrenia.

“O hábito de fumar deve ser considerado como um importante cofator para o risco de esquizofrenia em pesquisas futuras”, disse Quednow.
Autor:
OBID Fonte: Agência FAPESP


História das Drogas

Breve história das drogas
A longa trajetória das substâncias psicotrópicas com o passar dos milênios 5400 - 5000 A.C.
Um jarro de cerâmica descoberto no norte do Irã, com resíduos de vinho resinado, é considerado a mais antiga evidência da produção de bebida alcoólica

4000 A.C.
Os chineses são, provavelmente um dos primeiros povos a usar a maconha. Fibras de cânhamo descobertas no país datam dessa época

3500 A.C.
Os sumérios, na Mesopotâmia, são considerados o primeiro povo a usar ópio. O nome dado por eles à papoula pode ser traduzido como "flor do prazer"

3000 A.C.
A folha de coca é costumeiramente mastigada na América do Sul. A coca é tida como um presente dos deuses

2100 A.C.
Médicos sumérios receitam a cerveja para a cura de diversos males, segundo inscrições em tabuletas de argila

2000 A.C.
Hindus, mesopotâmios e gregos usam o cânhamo como planta medicinal. Na Índia, a maconha é considerada um presente dos deuses, uma fonte de prazer e coragem

100 A.C.
Depois de séculos, o cânhamo cai em desuso na China e é empregado apenas como matéria-prima para a produção de papel

Século 11
Hassan Bin Sabah funda a Ordem dos Haximxim, uma horda de guerreiros que recebia, em sua iniciação, uma grande quantidade de haxixe, a resina da Cannabis

1492
O navegador Cristóvão Colombo descobre os índios usando tabaco durante suas viagens ao Caribe

Século 16
Américo Vespúcio faz na Europa os primeiros relatos sobre o uso da coca. Com a conquista das Américas, os espanhóis passam a taxar as plantações

Século 16
Durante a expansão marítima para o Oriente, os portugueses adotam a prática de fumar ópio

1550
Jean Nicot, embaixador francês em Portugal, envia sementes de tabaco para Paris

Século 17
O gim é inventado na Holanda e sua popularização na Inglaterra no século 18 cria um grave problema social de alcoolismo

Século 18
O cânhamo volta a ser usado no Ocidente, como planta medicinal. Alguns médicos passam a usá-lo no tratamento da asma, tosse e doenças nervosas

Século 19
Surgem os charutos e cigarros. Até então, o tabaco era fumado principalmente em cachimbos e aspirado na forma de rapé

1845
O pesquisador francês Moreau de Tours publica o primeiro estudo sobre drogas alucinógenas, descrevendo seus efeitos sobre a percepção humana

1850-1855
A coca passa a ser usada como uma forma de anestesia em operações de garganta. A cocaína é extraída da planta pela primeira vez.

1852
O botânico Richard Spruce identifica o cipó Banisteriopsis caapi como a matéria-prima de onde é extraída a ayahuasca

1874
Com a mistura de morfina e um ácido fraco semelhante ao vinagre, a heroína é inventada na Inglaterra por C.R.A. Wright

1874
A prática de fumar ópio é proibida em San Francisco (EUA). A Sociedade para a Supressão do Comércio do Ópio é fundada na Inglaterra, e só quatro anos depois as primeiras leis contra o uso de ópio são adotadas

1884
O uso anestésico da cocaína é popularizado na Europa. Dois anos depois, John Pemberton lança nos EUA uma beberagem contendo xarope de cocaína e cafeína: a Coca-Cola. A cocaína só seria retirada da fórmula em 1901

1896
A mescalina, princípio ativo do peyote, é isolada em laboratório

1898
A empresa farmacêutica Bayer começa a produção comercial de heroína, usada contra a tosse

1905
Cheirar cocaína torna-se popular. Os primeiros casos médicos de danos nasais por uso de cocaína são relatados em 1910. Em 1942, o governo dos EUA estima em 5.000 as mortes relacionadas ao uso abusivo da droga

1912
A indústria farmacêutica alemã Merck registra o MDMA (princípio ativo do ecstasy) como redutor de apetite. A substância, porém, não chega a ser comercializada.

1914
A cocaína é banida dos EUA

1930
Num movimento que começa nos Estados Unidos, a proibição da maconha alcança praticamente todos os países do Ocidente

1943
O químico suíço Albert Hofmann ingere, por acidente, uma dose de LSD-25, substância que havia descoberto em 1938. Com isso, ele descobre os efeitos da mais potente droga alucinógena

1950-1960
Cientistas fazem as primeiras descobertas da relação do fumo com o câncer do pulmão

1953
O exército norte-americano realiza testes com ecstasy em animais. O objetivo era investigar a utilidade do agente em uma guerra química

1956
Os EUA banem todo e qualquer uso de heroína

1965
O LSD é proibido nos EUA. Seus maiores defensores, como os americanos Timothy Leary e Ken Kesey, começam a ser perseguidos

1965
Alexander Shulgin sintetiza o MDMA em seu laboratório. Ao mastigá-lo, sente "leveza de espírito" e apresenta a droga a psicoterapeutas

Anos 70
O uso da cocaína torna-se popular e passa a ser glamourizado. Nos anos 80, o preço de 1 Kg de cocaína cai de US$ 55 mil (1981) para US$ 25 mil (1984), o que contribui para sua disseminação

1977
Início da "Era de Ouro" do ecstasy. Terapeutas experimentais fazem pesquisas em segredo para não chamar a atenção do governo

Década de 80
Surge o crack , a cocaína na forma de pedra. A droga, acessível às camadas mais pobres da população tem um alto poder de de pendência

1984
A Holanda libera a venda e consumo da maconha em estabelecimentos específicos - os coffee shops

1984
O uso recreativo do MDMA ganha as ruas. Um ano depois, a droga é proibida nos EUA e inserida na categoria dos psicotrópicos mais perigosos

2001
Os EUA dão apoio financeiro de mais de US$ 2 bilhões ao combate ao tráfico e à produção de cocaína na Colômbia

2003
O governo canadense anuncia que vai vender maconha para doentes em estado terminal. É a primeira vez que um governo admite o plantio e comercialização da droga

Fonte: Revista Galileu Especial nº3 - Agosto/2003


Dependsência química

Dependência Física
Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo,independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestarem-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".
Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

Dependência Psicológica
Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.
Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

Requisitos Básicos da Dependência
1 - forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
2 - dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
3 - estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
4 - evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
5 - abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
6 - persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequênte a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.

Uso de Droga em Adolescentes
Idade de início
Substância
Tempo para uso problemático
11 anos
álcool
2,5 anos
12 anos
maconha
1 ano
13 anos
cocaína
6 meses
14 anos
crack
1 mês


Perfil dos Usuários
81%
são de classe média
46,8%
cursam o nível superior
50%
mencionam apenas os efeitos positivos da droga
84%
já tiveram episódios depressivos após o uso
65,6%
acreditam que o ecstasy é seguro
15,6%
já tiveram problemas financeiros pelo uso do ecstasy
100%
usam a droga em grupo
100%
são usuários de outras drogas como maconha, cocaína e LSD

Dados Epidemiológicos
20% da população usam substâncias psicoativas no decorrer da vida;
15% no mínimo são portadores da doença da dependência química;
10% a 12% desses usam mais de uma droga concomitante;
A incidência de DQ é de 2 a 6 vezes maior no homem;
DQ evolui do álcool para drogas mais pesadas;
150 mil óbitos/ano por alcoolismo nos USA;
15% dos DQ cometem suicídio (20 vezes maior que na população).

Transtornos Psiquiátricos em Pacientes Dependentes de Álcool
- 218 pacientes alcoolistas x 218 pacientes não alcoolistas - Serviço Ambulatorial Universitário do estado de São Paulo;
- Prevalência em toda vida (LTP) de transtornos psiquiátricos: 70% população alcoolista x 26% população não alcoolista;
- Depressão maior em 50%;
- Personalidade anti-social em 30%;
- Fobias em 20%;
- Abuso/dependência de outras drogas em 19%.

Transtornos de Personalidade na dependência da Cocaína
- prevalência ao longo da vida de transtornos psiquáticos foi de 69%;
- 29% com transtornos afetivos e ansiosos
- 40% com transtornos de personalidade
- 31% sem transtornos

Saiba como Agir nas Emergências
Aprenda a conhecer os sintomas de overdose (intoxicação aguda) e saiba o que fazer quando uma pessoa exagerou no uso de drogas e pode estar precisando da sua ajuda:

Conheça os sintomas:
- Perda da consciência, coma ou sono repentino e/ou profundo
- Respiração lenta ou curta ou parada da respiração
- Sem pulso ou pulso fraco
- Lábios roxos
- Convulsões, movimentos involuntários, desmaios
- Palpitação, taquicardia, dor no peito

Saiba o que fazer:
- Chame o resgate ou ajuda médica para emergências, imediatamente.
- Nunca deixe a pessoa sozinha.
- Deite a pessoa de lado, tenha certeza de não haver comida ou vômito na garganta.
- Afaste o queixo do peito.
- Nunca dê outra droga para combater o efeito.
- Nunca ponha nada na boca da pessoa, incluindo água ou medicamentos.
- Se a pessoa estiver tendo uma convulsão segure a sua cabeça com cuidado para não bater no chão ou em algum móvel

Atenção: A mistura de qualquer droga com álcool ou outras drogas aumenta o risco de overdose, ferimentos, violência, abuso sexual e morte.

Vício sem Fim
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Loucos por Pílulas
Remédios para emagrecer, dormir ou combater a impotência geram uma mania pelo consumo exagerado de medicamentos, cada vez mais frequente nos países desenvolvidos

Loucos por Pílulas

Remédios para emagrecer, dormir ou combater a impotência geram uma mania pelo consumo exagerado de medicamentos, cada vez mais freqüente nos países desenvolvidos

Um engraçadinho certa vez definiu a principal diferença entre os seres humanos e o resto dos animais: o homem é um animal viciado em pílulas. A mania é, de fato, tentadora. Você está doente, real ou imaginariamente, e, através do mágico ato de engolir um comprimido com ajuda de um gole d´água, vai se curar - ou se prevenir de uma doença. A tentação é impossível de resistir.
A cada dia, milhões de seres humanos não resistem. Alguns até exageram, se entupindo de vitaminas além das necessidades do corpo (boa parte das quais termina na urina, sem ser aproveitada pelo organismo). Com isso, ajudam a movimentar um mercado farmacêutico que chega aos US$ 400 bilhões ao ano.
O ato de tomar um medicamento é tão influente que mesmo um comprimido sem droga ativa alguma, uma mera pílula de açúcar, pode produzir efeitos benéficos - é o chamado "efeito placebo", que ajuda a explicar a popularidade dos alternativos".
Quase toda família tem seu armário de remédios em casa. São comprimidos, na maior parte; mas também vêm na forma de líquidos ou inalantes, supositórios e injeções.
São os países ricos que engolem a maior parte desse arsenal: 88% das vendas de remédios são feitas nos EUA, Canadá, Europa e Japão. Os americanos são os mais vorazes. Quase metade das vendas foram feitas nos EUA - somado ao Canadá, chega-se a 51% dos remédios vendidos em todo o mundo no ano de 2002, segundo a empresa de consultoria IMS, especializada no mercado farmacêutico. As populações desses dois países, juntas, ficam em torno de 5% da população global.
"A mania ocidental por pílulas é, em grande parte, resultado da lei do menor esforço. Nada é mais simples do que ingerir um medicamento sem gosto e obter a "cura" ou alívio para alguma doença ou alguma situação desagradável", diz Rubens Baptista Júnior, médico do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. "Nada de dietas, exercícios, aquisição de hábitos de higiene ou prevenção".
O alto consumo de pílulas nos EUA se explica em parte pela sua economia; o país também consome energia, automóveis ou alimentos acima da média mundial. Outro aspecto importante é o cultural. Em nenhum lugar do mundo a propaganda - do alívio rápido e simples para os problemas - está tão arraigada como na cultura de massa dos EUA. "Essa característica só encontra rival no comportamento das classes média e alta brasileiras", diz o médico.

Solução mais fácil

Com isso, o paciente se habitua a receber pílulas para qualquer problema. A cultura já está entranhada no hábito dessas pessoas antes mesmo de elas abrirem a porta do consultório médico. Segundo Baptista Júnior, muitos pacientes costumam ir ao consultório esperando sair com uma receitinha na mão.
Em muitos casos da prática clínica - como o de certos casos de hipertensão arterial - é mais vantajoso para a saúde e para o bolso do paciente que ele não tome remédios, mas perca peso, adote caminhadas e diminua a quantidade de sal da dieta. Mas, como isso exige algum esforço (para o paciente e também para o médico, que deve acompanhar o caso), a solução do comprimido acaba sendo a adotada.
Muitos médicos acabam se rendendo ao desejo dos pacientes e receitam pílulas inócuas ou que não se aplicam ao caso examinado. "É muito comum que os pacientes reajam negativamente quando o caso não exige medicamentos: "Mas não vai receitar nem uma vitamina, doutor?", lembra Baptista.
Mais do que procurar remédios para curar doenças, hoje a indústria farmacêutica se preocupa com as chamadas "drogas de estilo de vida" e com aquelas para tratar doenças crônicas, para as quais o paciente terá sempre de recorrer. E, de preferência, doenças cujas vítimas sejam medidas aos milhões - e os lucros, em bilhões de dólares.
São medicamentos para obesidade, artrite, hipertensão, diabetes, estresse, impotência, depressão, entre outros. Além de problemas menos graves como calvície, celulite ou pêlo facial nas mulheres.
O grande vilão é o estilo de vida urbano, sedentário e com acesso a uma alimentação rica em gorduras. Doenças cardiovasculares estão entre as principais assassinas da humanidade. O próprio coração mata mais que vírus e bactérias nos países desenvolvidos e mesmo naqueles em desenvolvimento com razoável grau de saúde pública, como o Brasil.

A "polipílula"

De acordo com a cardiologista Tânia Martinez, chefe do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em 2000 foram registradas 260.555 mortes no Brasil em decorrência de doenças cardiovasculares, o equivalente a uma morte a cada dois minutos. "Se somarmos o total de óbitos gerados por enfermidades como a Aids e o câncer naquele ano, não atingiríamos metade dos números de mortalidade em decorrência de problemas cardiovasculares", afirma Tânia.
Isso ajuda a explicar o trabalho de dois pesquisadores britânicos, Nicholas Wald e Malcolm Law, do Instituto Wolfson de Medicina Preventiva. Eles bolaram uma "polipílula" que a respeitada rede britânica BBC não hesitou em chamar de "droga milagrosa".
A idéia é juntar em apenas um comprimido seis remédios diferentes - drogas para diminuir o colesterol, reduzir a pressão do sangue e prevenir ataques cardíacos.
Segundo Wald e Law, pessoas com mais de 55 anos que tomassem a pílula "milagrosa" diariamente teriam 80% menos chance de um ataque cardíaco ou derrame.

Doenças Esquecidas

A preocupação da indústria farmacêutica por drogas de "estilo de vida" causa um problema grave: para o resto do mundo, algumas doenças são negligenciadas, ou seja, não há interesse comercial em se descobrir novas drogas para o seu combate.
Os pesquisadores Patrice Trouiller, francês, e Piero L. Olliano, italiano, especialistas no estudo do desenvolvimento de novas drogas, estudaram as tendências da indústria farmacêutica. Os resultados são tristes para a maior parte da população mundial.
"Nós descobrimos que, de 1.393 novas entidades químicas comercializadas de 1975 a 1999, apenas 16 eram para doenças tropicais e tuberculose", dizem eles e seus colegas. Doenças como a de Chagas (tripanossomíase americana) ou do sono africana (tripanossomíase africana) estão no grupo das que são totalmente ignoradas.
Essas doenças negligenciadas correspondem a 12% do impacto de doenças no planeta. Já as doenças cardiovasculares, para as quais 179 novas drogas foram criadas, têm um impacto semelhante, de 11%. É um caso que ilustra bem o estado do mercado de pílulas.


Produção de pílulas contra disfunção erétil, parte das chamadas
"drogas de estilo de vida"



Consequêncios do uso de drogas

Transtorno Psicótico
É um conjunto de fenômenos psicóticos que ocorrem durante ou imediatamente após o uso de substâncias psicoativas e que são caracterizadas por alucinações, ilusões, delírios e/ou idéias de referência, transtornos psicomotores e afeto anormal. O transtorno tipicamente se resolve, pelo menos, parcialmente, dentro de 1 mês e completamente dentro de 6 meses e, é influenciado pelo tipo de substância envolvida e pela personalidade do usuário. Há que considerar sempre a possibilidade de um outro transtorno mental estar sendo agravado ou preciptado pelo uso de substância psicoativa; ex. esquizofrenia, transtorno afetivo, transtorno de personalidade de tipo paranóide ou esquizóide.

Delirium Tremens
É um estado toxicoconfusional breve, mas ocasionalmente com risco de vida, que se acompanha de perturbações somáticas. É usualmente uma consequência de uma abstinência absoluta ou relativa do álcool, em usuários gravemente dependentes com uma longa história de uso. Os sintomas prodrômicos incluem insônia, tremores e medo, podendo haver convulsões. A clássica tríade de sintomas inclui obnubilação da consciência e confusão, alucinações e ilusões vívidas de todo o sensório e tremor marcante, (delírios, agitação, inversão do cilco do sono e hiperatividade autonômica, estão usualmente presentes).

Estado de Abstinência
É um conjunto de sintomas, de agrupamentos e gravidade variáveis, ocorrendo na ausência relativa ou absoluta de uma substância, após seu uso repetido, prolongado e com altas doses. A abstinência pode ser complicada por convulsões e delirium.

Abuso de Substância
O abuso de substâncias (álcool e maconha) é um problema comum em pacientes esquizofrênicos, atingindo até 60% destes; piorando com o progredir da doença a interferindo com a aderência do paciente ao tratamento. Uma hipótese importante para explicar comorbidade é que o abuso de substâncias poderia causar ou precipitar a esquizofrenia indivíduos vulneráveis.
Relação temporal entre o início da esquizofrenia e o abuso das substâncias:
27,5% dos pacientes tiveram problemas com drogas mais de um ano antes dos primeiros sintomas da esquizofrenia;
34,6% esquizofrenia e o abuso de substâncias começaram simultaneamente;
37,9% o abuso de substâncias começou após o primeiro sintoma da esquizofrenia.

Gestação
O uso de drogas durante a gravidez tem as seguintes implicações tanto para a mãe como para o feto em desenvolvimento:

A saúde da gestante
As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga apresentam risco elevado para doenças sexualmente transmitidas (como infecção pelo HIV), hepatite, anemia, tuberculose, hipertensão e pré-eclâmpsia.

O curso da gestação
As mulheres grávidas com transtorno decorrente do uso de droga (dependendo do tipo) podem apresentar maior risco para abortos espontâneos, pré-eclâmpsia, placenta prévia e trabalho de parto precoce ou prolongado, além de complicações de outras condições clínicas que podem ser relacionadas ao uso de drogas (como hipertensão em dependentes de cocaína).
Desenvolvimento fetal
Algumas drogas, incluindo os opióides, cocaína e álcool, atravessam a placenta e afetam diretamente o feto. Isso pode ocorrer em qualquer estágio do desenvolvimento, mas é particularmente provável durante o terceiro trimestre, quando o fluxo sangüíneo materno fetal e as taxas de transporte placentário estão aumentadas. A placenta pode deslocar antes, um dos vários fatores causadores do número crescente de partos prematuros.
O feto pode apresentar risco mais elevado que a média para defeitos congênitos, problemas cardiovasculares, comprometimento do desenvolvimento e crescimento, prematuridade, peso baixo ao nascimento e óbito.
Após o parto, o neonato pode apresentar abstinência da droga. que pode ser de difícil reconhecimento, particularmente se o pediatra não conhece o diagnóstico da mãe.

Desenvolvimento da criança
Algumas substâncias (como o álcool) são associadas com efeitos negativos a longo prazo sobre o desenvolvimento físico e cognitivo.

Comportamento como pais
Além do tratamento para o transtorno decorrente do uso de drogas, as mães com esse distúrbio necessitam freqüentemente de educação e treinamento para exercer a maternidade, serviços sociais, aconselhamento nutricional, assistência na obtenção de privilégios de saúde e benefícios e outras intervenções que objetivem reduzir a possibilidade de maltratar ou negligenciar a criança.
(Fonte - NeuroPsicoNews - Sociedade Brasileira de Informações de Patologias Médicas 1999 - nº 13)

Overdose
Os traficantes da cadeia intermediária costumam dividir a droga pura mesclando-a com outras substâncias para aumentar o volume, diminuindo o seu grau de pureza. Um viciado que tem o mesmo fornecedor costuma injetar as mesmas quantidades de acordo com o potencial já conhecido; ocorrendo a troca do fornecedor, a nova partida poderá conter um grau de pureza consideravelmente superior ao esperado e para o qual o organismo não estava acostumado, ocorrendo aí a chamada overdose.


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