terça-feira, 3 de abril de 2012

Esposas aprovadas por Deus

Como ser uma esposa aprovada por Deus? Veja o que a Bíblia ensina às esposas.



1 – Seja submissa ao seu marido

Base bíblica: “Mulheres, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor, pois o marido é o cabeça da mulher, como também Cristo é o cabeça da igreja, que é o seu corpo, do qual ele é o Salvador” (Ef. 5.22).

O que isso quer dizer? Não quer dizer que os maridos não devam ouvir suas esposas ou subjulgá-las. Submeter-se é entregar a liderança do lar e do casamento ao marido. Estar ao seu lado (depois de conversarem, é claro) naquilo que não ferir a ética e os princípios cristãos e confiar que Deus irá honrar esse dever bíblico da relação conjugal. Quando me refiro a ética e aos princípios cristãos estou me lembrando de alguns mandamentos como por exemplo, “não roubar”, “não mentir”, “não adulterar” e outros mais.

Praticando: Se em alguma coisa houver discordância entre você e seu marido e não ferir a ética e os princípios cristãos diga para seu marido: “Querido eu não concordo com essa decisão, mas crendo na Palavra de Deus que diz que devo ser submisso a você, estarei ao seu lado”.

2 – Satisfaça seu marido sexualmente

Base bíblica: “O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma maneira a mulher para com o seu marido” (1Co 7.3).
O que isso quer dizer: Como afirmamos no número anterior, o que Paulo está dizendo é que tanto o homem como a mulher têm o dever de satisfazer o outro sexualmente. Você esposa deve saciar seu marido na área sexual. Lembre-se que o homem dá um grande valor ao sexo. Ele precisa saciar seu apetite sexual com você, esposa!

Praticando: Procure conhecer um pouco mais sobre os aspectos psicológicos da sexualidade masculina. Procure conversar com seu marido sobre o assunto a fim de satisfazê-lo nessa área.

3 – Agrade seu marido

Base Bíblica: “Mas a casada preocupa-se com as coisas deste mundo, em como agradar seu marido” (1Co 7.34)
O que isso quer dizer? Agradar é fazer o que outro gosta. Lembre-se desse conselho: “Mime seu marido, jamais seus filhos”.
Praticando: Procure descobrir de que seu marido gosta no campo da gastronomia. Faça aquele prato favorito. Faça-lhe um mimo. Você vai fazê-lo feliz e a felicidade retornará para você também.
4 – Respeite seu marido

Base bíblica: “Como Sara obedecia a Abraão e o chamava de senhor” (1Pd 3.6).
O que isso quer dizer: A idéia aqui é de respeito. Além de ser submissa (1Pd 3.1-6), Sara respeitava seu marido, tratando como senhor.


Praticando: Não precisa chamar seu marido de “senhor”, mas é preciso, com atitudes e palavras, respeitá-lo. Se você é uma esposa crente e seu marido incrédulo, até mesmo um alcoólatra, você precisa respeitá-lo. Fazendo isso você o impressionará com a vida cristã e Deus a honrará e ganhará seu marido para Cristo. Creia nisso!

5 – Procure se embelezar para seu marido

Base bíblica: “A beleza de vocês não deve estar nos enfeites exteriores…mas no ser interior” (1Pd 3.3,4).
O que isso quer dizer: Não significa andar desleixada. Lembra da noiva descrita em Cantares de Salomão? Era linda! (Ct 1.15). Mas o que Deus quer de você, antes de tudo é a beleza interior, é a docilidade, tranqüilidade, a esperança que devem morar no coração de toda esposa.
Praticando: Procure se dirigir ao esposo com docilidade e com tranqüilidade. Peça para que Deus faça brotar essas virtudes no seu coração.

Por: Gilson Bifano
Fonte: www.padom.com




Mulher - Esteja sempre pronta para ele

Lembre -se que a prioridade é você

Muitas mulheres, após o casamento, se dedicam tanto à limpeza e à arrumação da casa, que acabam esquecendo de cuidar de si própria. Esposas precisam entender que a prioridade são elas, depois a casa. É claro que não há marido que goste de chegar em casa e ver tudo de perna para o ar, mas pior do que isso é encontrar uma esposa descabelada, com cheiro de cebola e uma camisa de malha masculina. É como jogar um balde de água gelada nas emoções dele, e destruir qualquer possibilidade de um clima romântico.

O livro de Gênesis 12:11 relata Abrão elogiando a grande beleza de Sara. Quando Abrão estava prestes a entrar no Egito, disse a Sara, sua mulher: "Ora, bem sei que és mulher formosa à vista."

Jesus deixou um alerta que se encaixa perfeitamente para essa situação: . . . porque os filhos do mundo são mais hábeis na sua própria geração do que os filhos da luz. (Lucas 16:8)

É certo que exceções existem em qualquer situação, mas não é muito comum encontrar mulheres no mundo secular se vestindo com desleixo, ou com os cabelos mal arrumados, sem batom ou de unhas mal feitas e sujas. A mulher de Deus precisa filtrar aquilo que é bom para a sua vida. Reter o que vai lhe trazer benefício e destruir tudo aquilo que pode comprometer a sua comunhão com Deus.

Existem mulheres que acham que para serem mais espirituais precisam ser bastante "simples", ou quase apagadas. Mulheres casadas que querem ser espirituais de verdade prestem atenção o que diz a PALAVRA DE DEUS: "Também a mulher, tanto a viúva como a virgem, cuida das coisas do Senhor, para ser santa, assim no corpo como no espírito; a que se casou, porém, se preocupa com as coisas do mundo, de como agradar ao marido. (1 Coríntios 7:34).

É dessa maneira que a casada vai santificar o seu marido. Aí há um mistério revelado dentro da Palavra, que muitas mulheres ignoram. A casada que não tem como prioridade o marido, está desobedecendo ao Senhor.

Para entender melhor a questão da vaidade, no Velho Testamento esta palavra aparece 62 vezes, porém, essa vaidade é a mesma que fez Lúcifer, cair. A vaidade de tentar roubar a Glória de Deus, de inflar o próprio ego. Nada tem a ver com o se cuidar, com o zelo pela aparência. Uma mulher que se cuida é sabia, porque seu esposo sempre terá orgulho de estar ao seu lado em qualquer lugar. -

O homem é atraído pelo que vê, isso é fato. No Velho Testamento o termo "formosa à vista" é encontrado seis vezes. (Gn 12:11, Gn 24:16, Gn 26:7, Dt 21:11, II Sm 11:2, II Sm 14:27). As mulheres, porém, são atraídas pela sensação de segurança.

A vaidade só se torna um pecado quando se procura a beleza como um troféu. "Não confie na vaidade, enganando-se a si mesmo; pois a vaidade será a sua recompensa." (Jo 15:31).

Há diferença em se arrumar com elegância, usando roupas bonitas, bem combinadas, colocando-se formosa para seu namorado, noivo ou marido. Não há nada de errado nisso. Ser formosa à vista não significa ser vulgar. Isso nada tem a ver com a vulgaridade de mostrar o corpo.

Na dúvida, executivas e aeromoças são ótimos pontos de referências. Se engana a mulher que pensa que para se vestir bem precisa gastar rios de dinheiro. Hoje é possível se vestir muito bem e barato. Muitas revistas de moda dão dicas incríveis de combinação para todos os ambientes.

O que a Bíblia observa como doutrina é que: Não haverá traje de homem na mulher, e não vestirá o homem vestido de mulher, porque qualquer que faz isto é abominação ao Senhor teu Deus. (Dt 22:5) Por essa razão, quanto mais feminina, mais "formosa à vista" você será.

Toda mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos. (Pv 14:1). Isso se refere a todas as áreas do casamento

por Nilbe Shlishia

Fonte: Agência Unipress Internacional




Quando os joelhos se dobram: O valor da intercessão materna

O valor da intercessão materna é muito maior do que podemos imaginar.

Meus olhos ardiam em lágrimas enquanto seguiam minha filha de 24 anos passando pela divisão de imigração do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Ela estava embarcando no primeiro de alguns vôos para uma longa viagem que a levaria ao Oriente Médio para estudar a língua árabe. Depois de muitas horas, estaria chegando a um mundo completamente desconhecido, uma realidade sobre a qual eu pouco sabia e nunca experimentara.

Em pé, naquele lugar, em um espaço totalmente ocupado pelos familiares dos vários passageiros, percebi que também estava ocupando um lugar especial no tempo. Dei conta de que eu fazia parte de uma linhagem de mães que, no decorrer de pelo menos três gerações em minha família, deixaram suas filhas se lançar ao desconhecido. Minha avó, no auge da Segunda Grande Guerra, vivenciou a saída da minha mãe de seu lar na Polônia. Trinta anos depois, quando eu estava com 17 anos, minha mãe deixou-me sair de casa para iniciar a caminhada rumo ao meu chamado missionário para a América Latina.

E agora, lá estava eu, 30 anos depois, assistindo à minha filha primogênita e solteira dar um passo na direção de um contexto que tinha como sua única certeza a incerteza. E o fio que me liga à minha filha é o mesmo que, lá atrás, ligou-me à minha mãe, e à mãe dela a ela: a oração.

Qual é o valor da oração de uma mãe? Creio que seu valor é inestimável, pois somos membros de uma comunidade de fé que se estende além do tempo e penetra o mundo inteiro, apesar das incríveis diferenças culturais. Pensando assim, podemos listar vários motivos pelos quais a oração é tão preciosa.

Há valor para quem é o objeto das orações

Minha infância está repleta de descrições da fé da minha avó e histórias de livramentos milagrosos que minha mãe e seus irmãos experimentaram.

Enquanto lavava louça ou dobrava roupas, minha mãe descrevia situações impossíveis da guerra para as quais, humanamente falando, não havia saída. Mas, como resposta aos pedidos da minha avó pela misericórdia do Senhor, ele providenciou escapes de bombardeios, de doenças (como tuberculose), de ocupações inimigas e de calúnias.

Foram os testemunhos que minha mãe relatou-nos que, mais tarde, me deram a coragem de que eu precisava para dar meus próprios e ousados passos de fé. E enquanto as respostas às orações nas grandes crises impressionaram-me quando menina, foram os relatos da fidelidade de Deus até nas pequenas lutas - como provisão diária da alimentação ou oportunidades para servir vizinhos angustiados - que me ensinaram como meu Pai celestial é mais do que capaz de cuidar bem de mim, de minha família e dos outros.

Mais tarde, já como mãe, freqüentemente recordava dos vários desastres dos quais fui poupada devido à intercessão fiel de minha mãe. De quantas conseqüências negativas fui livrada, por falta de juízo, imaturidade ou teimosia, porque minha mãe estava clamando diante de Deus em meu favor! Sem dúvida, os filhos são muito abençoados quando suas mães oram por eles.

Há valor para nós, mães, quando oramos.

Para quem tem filhos vivendo em circunstâncias fora do nosso controle (está é a realidade para todas as mães, algumas mais, outras menos), existe a tendência de insistirmos com Deus para que as coisas nas vidas deles sejam do jeito que pensamos ser o melhor. Queremos que eles sejam saudáveis, alegres e estejam seguros. Pode acontecer de nos encontrarmos instruindo Deus sobre como as vidas deles devem ou têm que ser. É somente quando nos prostramos diante do Senhor em oração que percebemos que esta atitude de insistência, de exigência, é, de fato, pecado.

Quando nosso filho estava com de dez anos (em 1991), esteve às portas da morte devido a uma meningite. Eu insistia com Deus para curá-lo, pois, do contrário, nossos amigos e familiares incrédulos diriam que Deus tinha sido cruel ao tirar a vida do filho de missionários (sempre temos justificativas!) Pensei que estava zelando pela reputação de Deus diante do mundo. Quando reconheci que minha oração não era um pedido, mas uma exigência disfarçada, pedi perdão e encontrei a paz e a força que precisava para encarar os dias difíceis de intermináveis exames médicos e do tratamento hospitalar.

Nosso filho sobreviveu. Aprendi, porém, que quando exijo que Deus faça alguma coisa - qualquer coisa -, estou me colocando acima dele e, desta maneira, agindo de forma errada.

"Aprendi que quando exijo que Deus faça qualquer coisa, estou me colocando acima dele e, desta maneira, agindo de forma errada"

Quando oramos, quando desnudamos nossos corações diante dele, enxergamos quão manipuladores e controladores somos capazes de ser. Aí, também reconhecemos quão gracioso ele é para perdoar nosso orgulho de pensar que somos nós, e não ele, quem sabe o que é o melhor. Quando as mães oram há valor para a comunidade da fé.

Minha família está espalhada por três continentes. Não passa um dia sequer que não acorde pensando no bem-estar do meu filho e da minha filha, os dois agora jovens adultos, e na minha mãe que, este ano, deverá completar 80 anos. Imagino como meus filhos estão indo nos estudos, nas amizades, no relacionamento com Deus e também na lida cotidiana de minha mãe idosa.

No entanto, não carrego estas preocupações sozinha. Pertenço a uma comunidade de fé com a qual meu marido e eu dividimos nossos fardos. Os irmãos da igreja perguntam-nos regularmente se temos notícias da "filhota" no Oriente Médio, se o "garoto" nos Estados Unidos conseguiu emprego para trabalhar após a formatura que está se aproximando e se a "mãezinha" continua trabalhando e ativa em suas atribuições na igreja. E mesmo quando não tenho notícias animadoras para compartilhar, sempre sou abençoada ao conversar e orar com aqueles que me amam e, por tabela, também amam os meus queridos.

No Conselho de Missões da nossa igreja local, há uma grande ênfase na oração específica por nossos missionários. Temos famílias trabalhando entre os povos indígenas, implantando igrejas no Rio Grande do Sul e no Nordeste, cuidando de órfãos em Moçambique, trabalhando na Espanha e Ásia etc. Todo mês, a primeira parte da reunião é dedicada totalmente à oração pelos missionários, suas famílias e seus ministérios. Os homens e as mulheres que fazem parte deste conselho, do qual também meu marido participa, são tão impactados pelo amor de Deus e pelas necessidades do campo quanto os missionários pelos quais intercedem. Realmente, quando oramos com outros do Corpo de Cristo, é como se nossas preocupações se tornassem também deles.

Então, qual é o valor da oração de uma mãe? De fato, é inestimável pois, à medida que oramos, estamos abrindo mão de nossos filhos, de nossa família e de tudo que temos nesta vida, descansando na providência de Deus e, assim fazendo, ganhamos Cristo. "Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo e ser encontrado nele, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé" (Filipenses 3.8-9).

Que melhor herança existirá para podermos passar a nossos filhos, netos e bisnetos do que vivenciar diante deles a dádiva da vida eterna em Jesus, com sua alegria abundante e paz que excede todo o entendimento?

Sugestão de leitura Oração, de Jorge Linhares (Getsêmani)

Estefânia Kraft é missionária do Serviço de Evangelização para a América Latina. Mora no Brasil há 15 anos com seu marido, Lourenço. São integrantes do Projeto Brasil 2010, movimento de implantação de igrejas no país.

Fonte: Lar Cristão




As quatro mulheres na vida de Jesus

Mulheres que fazem história


A história que Deus está escrevendo é feita através da história de pessoas que não possuem muitas qualificações. A história de Deus é uma loucura para o mundo e é sobre a história de quatro mulheres na vida de Jesus que queremos contar.


I. Uma História de Justiça - Tamar (Gn 38)

A. Esta história não tem nenhuma relação com o contexto. No Cap. 37 José tem um sonho e no Cap. 39 José foi vendido ao Egito por causa dos seus sonhos.

B. O texto fala da prática do Levirato, cf Dt 25.5-10. Se um homem morre sem o seu herdeiro, o próximo irmão deve casar-se com a viuva para um herdeiro ao irmão morto. Seu marido Er que era perverso veio a morrer. Onã não queria deixar um filho para Er, também morreu. Judá prometeu então o seu filho que ainda era novo: "Então, disse Judá a Tamar, sua nora: Permanece viúva em casa de teu pai, até que Selá, meu filho, venha a ser homem. Pois disse: Para que não morra também este, como seus irmãos. Assim, Tamar se foi, passando a residir em casa de seu pai" (11).

C. Neste período morreu a esposa de Judá.

D. Judá toma Tamar como uma prostituta cultual (sagrada) e, depois, informado de que ela está grávida, disse: "Tirai-a fora para que seja queimada". Foi neste momento que ela apresentou os pertences de Judá dizendo que o dono dos mesmos era o pai de seu filho.

E. "Mais justa é ela do que eu". E ela concebeu gêmeos: Perez e Zera.

F. Esta história é uma crítica da moralidade. Aquele que tem tudo e boa reputação na comunidade pode todas as coisas. Tamar, que não pode ser louvada pela sua atitude, não encontra nenhum meio legal de fazer valer os seus direitos. Ela comete o pecado que "as pessoas de bem" condenam, mesmo que elas tenham cometido o mesmo pecado que agora condenam (W. Brueggemann).

G. Tamar mostra que a velha justiça que sanciona a opressão em nome da propriedade não serve para nada. Ela é a sombra Daquele que virá trazendo um nova justiça.

H. De Tamar nascem Acã, aquele que destroi a comunidade e Jesus Cristo, o construtor de uma nova comunidade. A comunidade onde a justiça é marca registrada.

I. "Todavia, um dos anciãos me disse: Não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, venceu para abrir o livro e os seus sete selos" (AP 5:5).


II. Uma História de Fé - Raabe (Js 2, 6; Sl 87.4, 89.10; Hb 11.31; Tg 2.25)

A. 2.1: "De Sitim enviou Josué, filho de Num, dois homens, secretamente, como espias, dizendo: Andai e observai a terra e Jericó. Foram, pois, e entraram na casa de uma mulher prostituta, cujo nome era Raabe, e pousaram ali".

B. Sabedora de que Israel haveria de invadir Jericó, o texto afirma: "Ouvindo isto, desmaiou-nos o coração, e em ninguém mais há ânimo algum, por causa da vossa presença; porque o SENHOR, vosso Deus, é Deus em cima nos céus e embaixo na terra".

C. SALMOS 87: [1] Fundada por ele sobre os montes santos, [2] o SENHOR ama as portas de Sião mais do que as habitações todas de Jacó. [3] Gloriosas coisas se têm dito de ti, ó cidade de Deus! [4] Dentre os que me conhecem, farei menção de Raabe e da Babilônia; eis aí Filístia e Tiro com Etiópia; lá, nasceram.

D. Hb 11.31: " Pela fé, Raabe, a meretriz, não foi destruída com os desobedientes, porque acolheu com paz aos espias"

E. Tg 2: [24] Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente. [25] De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho?"

F. Raabe é uma simples mulher, que perdida em seus delitos e pecados, encontra uma porta aberta. Uma porta que daria a ela um novo futuro e uma nova vida. Agarra-se a esta porta com fé.


III. Uma História da Providência - Rute

A. Rute 1:15: "Disse Noemi: Eis que tua cunhada voltou ao seu povo e aos seus deuses; também tu, volta após a tua cunhada. [16] Disse, porém, Rute: Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir-te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. [17] Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça-me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti".

B. Rute é uma estrangeira que agarra-se a Noemi e ao Deus de Noemi porque sabe que é melhor caminhar ao lado daqueles que conhecem a Deus, mesmo que passando por circunstâncias adversas, do que seguir aos deuses do passado.

C. Rute vem a casar-se com Boaz e nasce um filho: "As vizinhas lhe deram nome, dizendo: A Noemi nasceu um filho. E lhe chamaram Obede. Este é o pai de Jessé, pai de Davi".

C. Nesta história vemos que Deus está providenciando em todos os emaranhados da vida. Na viuvez, na fome, na incerteza do futuro, vemos a mão de Deus governando o destino daqueles que fazem parte do seu projeto: a vinda do Messias ao mundo.


IV. Uma História de um Mundo Novo - Maria

A. Lucas 1:26 "No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, [27] a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.
[28] E, entrando o anjo aonde ela estava, disse: Alegra-te, muito favorecida! O Senhor é contigo. [29] Ela, porém, ao ouvir esta palavra, perturbou-se muito e pôs-se a pensar no que significaria esta saudação. [30] Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas; porque achaste graça diante de Deus. [31] Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem chamarás pelo nome de Jesus. [32] Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; [33] ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim. [34] Então, disse Maria ao anjo: Como será isto, pois não tenho relação com homem algum? [35] Respondeu-lhe o anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo te envolverá com a sua sombra; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus".

B. Maria, uma simples jovem, que recebe de Deus a mais extraordinária das notícias e responde a esta invasão da sua vida com estas palavras: "Aqui está a serva do Senhor; que se cumpra em mim conforme a tua palavra. E o anjo se ausentou dela".

C. Ela é a bem-aventurada entre todas as mulheres. Ela é a mãe do nosso Senhor Jesus Cristo.

D. Maria é a serva de Deus que reconhece no Senhor a sua soberania e entrega-se totalmente aos mistérios divinos. Ela sabe que Deus faz todas as coisas certas.


V. Quatro Mulheres

Tamar - aquela que espera que justiça seja feita.
Raabe - aquela que crê na fidelidade de Deus.
Rute - aquela que crê nas providências de Deus.
Maria - aquela que crê que Deus sabe o que está fazendo.


VI. Aprendendo com estas mulheres

A. Aprendemos que Deus não olha para as nossas fraquezas ou limitações.
B. Aprendemos que as nossas fraquezas ou limitações não impedem que Deus nos use para o mover da sua história no mundo.
C. Aprendemos que para fazer parte da história de Deus é preciso um ato de fé, um gesto de coragem, uma atitude determinada. É preciso romper com o convencional e crer que Deus é soberano em todas as coisas.


Conclusão

Estes momentos foram decisivos na história do nascimento de Jesus Cristo.
Hoje, as mulheres que são herdeiras de Tamar, Raabe, Rute e Maria, continuam escrevendo a história de Deus no mundo através de suas vidas dedicadas ao Senhor Jesus Cristo.

Fonte: Desconhecida

Via: FILADÉLFIA - http://filadelfiaaigreja.blogspot.com/




Uma linda e adorável mulher

"Pensava que ser bonita era algo inalcançável para uma mulher comum como eu."

Por Shea M. Gregory


Quando eu era uma menininha, pensava que agente ficava em uma fila no céu para requerer a nossa vida.

Imaginei um anjo grande com imponentes asas me dizendo: “você irá se tornar uma mulher. Muito bem, o que você gostaria de ter? Pernas bonitas? Fama? Dinheiro?

Inocentemente, respondi a ele, “se for possível, senhor, eu queria ter... uma personalidade peculiar”. Então, sem tempo para reconsiderações – zap! – eu nasci e aqui estou.

Uma vez eu perguntei ao meu irmão se ele me achava bonita, ele me olhou por trás da partitura e disse para eu sair. “Darnell, é sério”. Então, comecei a choramingar. “Eu sou bonita?” A única forma de me tirar dali era me respondendo, ele tomou fôlego, olhou nos meus olhos e começou a tocar.
“Seu rosto está bem”, disse enfim. “Você tem uma personalidade única. Você está bem”.

“O que significa isso?”, minha voz cresceu. “O que você está dizendo, é que sou uma gorda que age como uma idiota?”.

“Não foi isso o que eu disse”, falou calmamente e voltou a tocar.

“Não é isso o que você disse? É exatamente isso o que você disse!”, aí eu cuspi nele. “Você disse que nenhum homem vai me querer porque eu sou feia e estúpida. Eu quero ver você jurar então!”

Bem, esta foi minha vida. Eu sempre lutei contra complexos de feiúra e inadequação. Minhas amigas tinham boa aparência, tinham belas pernas, e dentes bonitos. Elas me convidavam para a gente se reunir. Eu me reunia era na bandeja de fruta de Natal. Elas se tornaram rainhas de festa e líderes de torcida, enquanto eu me afundava cada vez mais, sonhando ser modelo, esperando acordar bonita.

Até que um dia conheci Jesus. Uma amiga tinha me convidado para ir à igreja. Enquanto eu cantava em coral com outras pessoas, fui tomada por um sentimento de culpa e indignidade. Como esse Deus sobre quem eu estava cantando podia amar uma gorda feia como eu? Mas durante o culto descobri que Deus verdadeiramente me amava – exatamente como eu sou.

Naquele dia aceitei o amor e o sacrifício de Deus por mim. Por várias vezes tive a certeza de que Ele me amava mais do que eu podia imaginar e que eu era bonita do modo que mais importava – por dentro.

Mas meus sentimentos negativos não desapareceram imediatamente. Às vezes, eles surgiam intensamente, mas eu lutava para expulsá-los, encontrava com as minhas amigas Diana e Leona para almoçar, por exemplo.

Eu tinha trinta e poucos anos, tendo minhas primeiras experiências sexuais, solteira, e doente. Aquele não foi um bom dia. Nós almoçamos num restaurante local e o tema da conversa logo mudou para homem.

“E então, como o Eugenio está?”, perguntou a Diana.

Leona gesticulou a mão. “Oh, por favor, não”, ela respondeu.

“Você não tem mais visto ele?”, perguntei.

“Garota, isso foi há duas semanas”, ela respondeu. “E não estávamos apaixonados, estávamos só nos conhecendo”.

“Oh”, dissemos Diana e eu juntas.

“Não, mesmo.”, enfatizou Leona, e começou a listar os homens que ela conheceu recentemente.

“O que eu queria saber é quando e onde você conheceu esses caras?”, perguntou Diane.

Leona olhou seriamente, como se não estivesse gostando daquilo ali. Eu já estava na borda da minha cadeira, pronta para fazer algumas anotações. Na primeira oportunidade, eu corri pro banheiro e anotei tudo em um papel de banheiro. Ela pegou um pedaço do seu sanduíche e o comeu com concentração.

“Por favor , responda a pergunta”, pensei comigo. Estava segurando minha respiração. Meu pensamento pendia entre a resposta da Leona e o bife no prato. Ela demorou muito. Peguei e coloquei seu prato no outro lado da mesa. “Conta tudo!”, falei.

Leona se irritou como se eu estivesse querendo machucar seus sentimentos, até que ela virou seus olhos. Ela nunca teve aquele olhar antes. Era feio. Meu olhar exalava inveja. Isso expôs meu desespero e meu anseio, sentimentos que toda mulher cristã necessita para crescer. Eu já estava cansada de ser uma pessoa de hábitos estranhos. Eu queria um homem.

“Onde estão os homens? Como arranjar um?”, cochichei.

Leona lambeu os beiços, mas me mantive firme. Sem informação, sem sanduíche.

Eu venci.

“Vocês sabem como isso é”, ela disse, “você sai para a rua e um homem te convida para sair”.

“Hum”, respondi. Obviamente, eu morava no bairro errado. Olhei para Diane. Ela lembrou que estava de boca cheia e fechou.

“Vocês sabem como são essas coisas”, continuou Leona. “Hoje em dia você não pode sair andando por aí que um homem pára pra falar com você”.

“Não, Leona”, disse, “eu não sei como são essas coisas”.

“Ah, vocês sabem sim”, ela insistiu.

Eu reparei em Leona. Ela estava toda bonita da cabeça aos pés. Seus movimentos eram suaves e naturais, sua voz macia e sutil. Seu cabelo estava todo no lugar, e suas roupas caiam muito bem. Eu tentei lembrar a última vez que fui ao salão e pensei no sutiã velho que eu estava usando, preso com um alfinete. Achei muito inadequado.

“Os homens te chamam pra sair toda vez que anda na rua?” perguntei a Diane, enquanto voltávamos pra casa.

“Não”.

“Nem a mim. Você acha que eu deveria mudar de rua?”

Minha amiga me olhou com atenção. Aquele olhar me lembrou muito meu irmão.

Ao nos despedirmos, tive uma idéia. Isso me surgiu do nada, como uma vontade de comer chocolate. Eu corri para casa e entrei no quarto, me despi, e fiquei ali, nua na frente do espelho. Depois do choque inicial, eu examinei meu corpo por cada ângulo que se possa imaginar, procurando encontrar minha melhor parte. “Se eu conseguir acentuar o que tenho de melhor, serei chamada para sair a todo tempo”, pensei comigo. Contudo, finalmente me vesti, prestando um favor à humanidade.

Com a auto-estima abalada, curvei minha cabeça e estava pronta para me jogar na cama em desespero, quando vi minha bíblia perto do travesseiro. Eu abri no Salmo 139, “por modo assombrosamente maravilhoso me formaste”, versículo 14.

“Eu sei Deus, mas...”, comecei a protestar. Depois, as palavras de 1 Samuel 16 me vieram à mente, “O homem vê o exterior, porém o SENHOR, o coração”.

Fiquei pensativa por alguns momentos, depois, hesitante. Levantei e tornei a me reparar no espelho. “Bem Senhor”, eu disse olhando para o meu nem tão perfeito corpo, aquela ampla imagem, “a tua palavra diz que eu sou especial, então devo ser mesmo”. Fiz uma pequena oração de agradecimento e fui fazer a melhor coisa que poderia fazer naquele momento. Fui fazer compras.

Leona está casada agora. Ela diz que estava simplesmente andando na rua. “Vocês sabem como é o centro da cidade, você passa por uma loja e os rapazes saem, eles te chamam para sair; te chamam para casar. Então, um dia...”

Eu andei por aquela rua centenas de vezes e nenhum dono de loja ou balconista me perguntou alguma coisa, nem mesmo que horas eram. Foi difícil, mas acostumei o meu ser a encarar a realidade. Eles deviam estar ocupados com clientes quando eu passava por lá. Com certeza, eles nunca tinham lido 1 Samuel antes.

Perguntei ao meu irmão recentemente. “Darnell, eu sou bonita?”

Ele sorriu. “Você é uma pérola preciosa, uma linda e adorável mulher”, ele disse.

Você não tem idéia do quanto nós melhoramos nesses anos.


Copyright © 2009 por Christianity Today International

(Traduzido por Yuri Nikolai)

Fonte: Cristianismo Hoje
http://www.cristianismohoje.com.br


Jesus e o Relacionamento Conjugal


X é uma mulher sofrida. Casada há muitos anos, ela sofre os maus tratos de um marido que bebe descontroladamente e depende dela para tudo, inclusive para seu próprio sustento. Disse-me que está cansada. "Vai ser assim pelo resto da vida?", perguntou ela em tom de desespero.

Outra mulher é jovem, recém saída da lua de mel. Disse-me que não reconhece no marido o moço com quem se casou. "De repente, ele só quer saber de trabalhar, trabalhar. Parece que nem pensa mais em mim. Antes, conversávamos horas seguidas, por telefone ou em pessoa. Agora, ele gruda na televisão quando chega em casa e eu fico querendo conversar, sem ter com quem."

Uma mulher solteira chora por não ter encontrado alguém que a ame e a eleja como sua companheira. Outra, casada, chora porque sente-se mais solitária agora que é casada do que quando era solteira.

Relacionamentos! Não podemos viver sem eles e não conseguimos viver bem com eles.

Os problemas entre as pessoas começaram assim que o primeiro casal escolheu afastar-se dos propósitos de Deus e seguir seu próprio caminho. O clima de harmonia, companheirismo, compreensão e aceitação enlevada das diferenças que havia entre eles foi vergastado pelo vento frio do medo, da vergonha, das acusações e das desculpas. E foi essa a herança que eles legaram a todos os seres humanos que vieram depois deles.

Entretanto, não foi assim que fomos feitos para viver. Nosso coração anseia profundamente pelo amor e pela apreciação de que precisamos para nos tornar pessoas completas, realizadas. O que nos leva ao relacionamento mais íntimo que existe, o casamento, é a esperança de que o outro seja quem vai nos dar tudo isso. Esses anseios profundos se manifestam na vida das pessoas na forma de um vazio, uma inquietação, um senso de solidão que as leva na direção do outro, na esperança da plena satisfação dessas necessidades. Não há nada errado com esses anseios. Deus nos criou assim, para viver a dois, e Seu plano não mudou depois que o pecado tomou conta da vida dos seres humanos. O que mudou com o pecado é a maneira como buscamos satisfazer as nossas necessidades básicas como seres humanos.

Compelidos por elas, buscamos uma maneira de forçar outra pessoa igualmente carente a nos dar aquilo que queremos, usando para isso todo tipo de manipulação. Cobramos, criticamos, corrigimos, isolamos, gritamos, choramos. E quando nada disso funciona, achamos que a solução é abandonar o barco e procurar a satisfação em outro relacionamento.

Problemas nos relacionamentos começaram com o primeiro casal e já eram bem conhecidos quando Jesus viveu na Terra. Por isso, quando alguns fariseus tendenciosos questionaram o Mestre qual seria o motivo válido para o divórcio, Ele respondeu à pergunta rementendo-os ao princípio de tudo, ou seja, à intenção criadora de Deus.

"Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?" (Mt 19:4-5)

Citando o livro de Gênesis, Jesus mostrou aos seus questionadores que a solução para os problemas do casamento não se encontrava na lei do divórcio, mas, sim, na compreensão e aplicação daquilo que Deus planejou para a vida a dois. Somos chamados a ministrar um ao outro o grande amor e a graça de Deus pelas pessoas através da nossa feminilidade e masculinidade. Fomos especialmente capacitados para isso, mas, como no jardim do Éden após o pecado, a nossa maneira diferente de ser, hoje distorcida, nos separa em vez de prover a forma mais perfeita de intimidade entre dois seres humanos.

Já disse um autor, muito sabiamente, que "o amor e o casamento são os meios mais poderosos de que o Pai celestial dispõe para transformar suas criaturas insensatas em filhos e filhas. Mas, em muitos casos, as conseqüências imediatas são tão diversas das desejadas e esperadas que muita gente tem dificuldade em acreditar que Ele está de alguma forma promovendo o seu bem. E essa dúvida seria razoável se o objetivo final das coisas fosse o casamento. Mas o objetivo final é vida ? que possamos nos tornar filhos de Deus, após o que todas as coisas correrão seu curso grandioso e natural".

Sim, o casamento é uma ferramenta poderosa nas mãos de Deus para nos transformar em filhos e filhas. Devido à própria proximidade que esse relacionamento produz, é dentro dele que vamos sofrer as maiores dores, as mágoas mais profundas que alguém possa nos causar. É dentro dele que nos tornamos mais conhecidos, e por isso mesmo, mais vulneráveis. Mas Deus já sabia de tudo o que enfrentaríamos e veio ao nosso encontro na nossa vulnerabilidade, ensinando o melhor caminho para revertermos a situação que hoje vivemos e provendo um exemplo claro para seguirmos. Esse exemplo, tanto para os maridos quanto para as esposas, é o próprio Senhor Jesus.

Em 1 Pedro 3:1-7, temos instruções bem simples e claras tanto aos maridos quanto às esposas. Ao se dirigir a cada um dos dois, o apóstolo começa usando a palavra "igualmente": "Mulheres, sede vós igualmente submissas a vosso próprio marido?" e "Maridos, vós, igualmente, vivei a vida comum do lar com discernimento?." (O grifo é meu.) Ora, igualmente a quê ou a quem?

No trecho que antecede essas ordens (o verbo está no imperativo, portanto é uma ordem, não um pedido ou sugestão), o autor está falando de Jesus: "Porquanto para isto mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos" (2:21). Jesus sofreu calado, sem revidar, sem fazer ameaças. Mas não apenas isso. Ele se entregava nas mãos daquele que julga retamente" (2:23).

Esse é o segredo da atitude de Jesus. Ele sabia que Deus o defenderia e cuidaria Dele. E é o Seu exemplo que temos para seguir, tanto maridos quanto esposas. A mais triste e difícil situação que alguém possa estar vivendo no casamento é um instrumento nas mãos de Deus para moldá-lo e transformá-lo. Ele não promete restaurar todos os relacionamentos, mas promete que, se nos entregarmos em Suas mãos, Ele mesmo nos defenderá e ajudará (Isaías 50:7-9).

Como o exemplo de Jesus serve de orientação para os maridos? É só ver a maneira como Ele sempre tratou as mulheres com quem se relacionou ? com dignidade, respeito, compreensão, firmeza e carinho. Em uma palavra, Ele as tratava como iguais, igualmente responsáveis diante de Deus por suas ações. Assim, Ele não passava a mão em suas cabeças quando estavam erradas, não! Antes, lhes ensinava a buscar o que tinha realmente valor. Conhecendo sua preocupação natural com as coisas do dia a dia, como acontecia com Marta, Ele apontou o lugar do importante antes do urgente. As pequenas obrigações podem roubar às mulheres o privilégio de estar cultivando as coisas do Espírito.

A samaritana, uma mulher sofrida, de vida no mínimo atrapalhada, Jesus tratou com toda a dignidade. Foi a ela que Ele primeiro se revelou como o Messias prometido, conversando com ela sobre coisas profundas e importantes, no pleno conhecimento de que ela, uma mulher rejeitada por todos, tinha capacidade para entender as verdades espirituais de que lhe falava.

Jesus não condenou a mulher apanhada em adultério, mas tratou-a como uma pessoa responsável por suas prórias decisões, perdoando-a e exortando-a a mudar de vida.

Jesus entendia perfeitamente as mulheres. Afinal, Ele as fez como são. Sabe que elas foram feitas diferentes dos homens de propósito - e um propósito bom. Ele quis que existíssemos como homens e mulheres, diferentes mas complementares. Também entendia as distorções que o pecado causou em Suas criaturas. Por isso Ele as tratou sempre com respeito, compaixão, compreensão e firmeza, perdoando seus pecados, levando seus fardos, aquietando suas ansiedades e as encorajando a ser tudo o que as fez para ser, oferecendo-Se para lhes saciar a sede com um amor perfeito e eterno.

Essa é a compreensão que o apóstolo Pedro exorta o marido a ter quando lhe diz que deve viver dentro de casa com discernimento, com compreensão dessas verdades. E tem mais. Ele avisa os maridos que, se não tratarem suas esposas como co-herdeiras da graça de Deus, suas orações serão interrompidas! Trata-se, pois, de uma questão de ordem espiritual.

O apóstolo Paulo diz aos maridos que amem suas esposas como Cristo amou a igreja, dando Sua vida por ela (Ef 5:25). O verbo amar, usado pelo apóstolo Paulo, vem do grego agapao que significa afeto benevolente, amor doador, sempre voltado para o bem da pessoa amada. Amar assim é agir em favor do outro mesmo sem receber nada em troca. Essa é a palavra usada para falar do amor do Deus que é amor. Deus ama porque Ele é amor! Não se trata, portanto, de um amor natural ao ser humano pois nós não somos amor. Antes, precisamos dele como algo essencial à nossa natureza. Então, como o marido pode amar assim a sua esposa?

Quando o amor sobrenatural de Deus encher seu coração, ele estará capacitado a olhar para a esposa pelos olhos amorosos do Senhor.

O amor que Jesus teve para com a igreja tinha um objetivo claro: santificá-la, purificá-la, torná-la gloriosa, sem mancha nem ruga, porém perfeita. Olhe só o potencial do amor do marido na vida da esposa! É o amor que provê para as necessidades dela, tanto físicas quanto emocionais e espirituais. É o amor que a protege contra ataques e acusações externos e muitas vezes até mesmo de suas próprias características femininas distorcidas pelo pecado. É o amor que a liberta para ser tudo que Deus a fez para ser, promovendo seu aperfeiçoamento como pessoa. É o amor que honra e edifica.

A mulher que for amada dessa forma sentir-se-á como uma rainha e tratará seu marido como um rei.

E às esposas, que exemplo Jesus deu? A ordem que as esposas recebem de serem submissas a seus maridos pode parecer mais dura do que a dada aos maridos, mas realmente não é. Se pensarmos bem, amar com o amor agape significa dar a vida pelo outro. E submeter-se a alguém significa dar a vida pelo outro. E o exemplo das duas coisas é o Senhor Jesus. Ele não nos pede nada que já não tenha feito por nós.

Jesus é a demonstração perfeita do que é submissão. Ele mesmo nos diz o que ser submisso significava para Ele: "Por isso o Pai me ama, porque eu dou a minha vida para a reassumir. Ninguém a tira de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la. Esse mandato recebi de meu Pai" (Jo 10:17-18). Se Jesus não tivesse optado por entregar Sua vida por nós, ninguém O teria podido matar. E Ele diz que o fazia espontaneamente. Essa é chave da verdadeira submissão.

Ninguém pode obrigar uma esposa a ser submissa, nem dando com a Bíblia na cabeça dela, porque a verdadeira submissão é interior, é uma atitude do coração. É também uma questão espiritual, pois depende de uma confiança total em Deus para entregar-se em Suas mãos.

Mas é claro que vamos descobrir bem depressa que, mesmo sabendo todas essas coisas, nosso coração vai se revoltar muitas vezes contra o que Deus nos ordena fazer como maridos e esposas. "Ah, essa não! O Senhor não conhece a minha mulher!" "O Senhor deve estar brincando! Sabe o que acontecerá se eu abaixar a cabeça para ele?"?.. E assim por diante.

Quantas vezes, como esposa, submeter-me ao meu marido parecia uma agressão contra mim mesma, uma negação de quem eu era. Até que descobri que o exemplo de Jesus tinha um segredo. Ele não apenas sofreu calado, engolindo todas as afrontas e abaixando a cabeça diante de autoridades que tinha poder para pulverizar com um olhar. Antes, pôde ser-lhes submisso porque "se entregava nas mãos daquele que julga retamente." Estava fazendo o que Deus lhe pedira, de coração, porque sabia que podia confiar em Seu Pai. E era o próprio Pai quem O capacitava a obedecer, num entrosamento perfeito de vontades e propósitos: "Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O meu juízo é justo porque não procuro a minha própria vontade, e, sim, a daquele que me enviou" (João 6:30).

Quando permitimos que o Espírito que em nós habite nos ensine a viver com a mesma atitude de Jesus, Ele usará todas as circunstâncias pelas quais tivermos de passar para nos moldar à imagem do Senhor Jesus. Não é ao meu marido que estou sendo submissa, mas a Deus. Se para isso eu tiver de entregar algumas coisas que me são muito importantes, tenho de pensar em Jesus e no que Lhe custou a obediência ao Pai ? a própria vida.

Assim, é à entrega da vida um pelo outro que somos ensinados a viver no relacionamento conjugal. Por ser o lugar que permite a maior intimidade possível entre os seres humanos, é também onde seremos mais fortemente provados em nossa obediência a Deus. Mas quando, como Jesus, nos entregamos nas mãos Daquele que julga retamente, podemos obedecer tranqüilamente e deixar as conseqüências com Ele.

Fonte: Site de Wanda Assumpção


Falta de sexo? Não deixe que este problema acabe com seu casamento

Se o casal tem uma vida em harmonia, vale à pena tentar resolver o problema

Tem sido frequente a procura de terapia por casais com esta queixa: perguntam se é saudável manter um casamento onde não há atração sexual pelo parceiro. Tudo é bom na vida a dois: são amigos, adoram viajar juntos, criam os filhos com harmonia, têm uma vida social gostosa, dividem as tarefas de casa, possuem planos em comum... mas não existe sexo.

Essa é uma questão bastante delicada e de difícil acesso, já que ninguém gosta de admitir que não sente mais atração pelo cônjuge. Se for da parte de ambos, até fica mais fácil. Muitas coisas podem estar em jogo: como o casal conduz a vida sexual? Conseguem conversar abertamente a respeito de suas preferências e suas queixas ou calam-se, fechando-se em seu mundo próprio, com medo da reação do parceiro? Ambos estão satisfeitos com a vida sem o sexo ou apenas um deles não se importa?

Afinal, essa vida corrida que levamos muitas vezes nos confunde, pois o cansaço e a correria do dia-a-dia não nos permitem ficar o tempo que gostaríamos à vontade com o parceiro, ou mesmo sair para fazer programas gostosos e estimulantes para a vida íntima do casal, enfim, somos tragados pelos afazeres em geral, pelo excesso de responsabilidades, pelas horas passadas no trânsito ou pela criação dos filhos.

E será que tudo isso justifica a ausência do sexo no casamento? Quando os casais me perguntam se isso é normal no decorrer do casamento, devolvo a pergunta com outra: vocês estão incomodados com essa situação ou está tudo bem? Porque há quem não se importe com o sexo, casais que ficam muito bem mantendo relações apenas esporadicamente, e aí, quem pode julgá-los ou criticá-los? Passada a paixão inicial, é esperado mesmo que a frequência sexual diminua. O comportamento anormal é quando a relação sexual acaba por completo.

Uma relação de casamento envolve outros aspectos além do sexo, como companheirismo, apoio mútuo, amizade, projetos em comum, sentir-se bem na companhia do parceiro, confiança, estímulo profissional e pessoal entre eles, harmonia familiar, admiração e respeito, entre outras coisas. Percebendo essa relação, muitos me perguntam: "bem, se não há sexo então é uma relação de amizade?" Isso não é verdade na maioria dos casos.

Cada relação é única, cada história construída envolve aspectos diferentes a serem levados em conta. Então, não nos apeguemos ao que as pessoas consideram ser certo ou errado, mas sim ao que faz mais sentido para nossa história pessoal.

Se você está num casamento onde tudo é gostoso, mas falta o sexo, está em suas mãos decidir o que fazer. Às vezes é apenas uma questão de olhar mais para isso, voltar a cuidar dessa parte que foi esquecida, reacendê-la com vontade, investir na intimidade do casal que ficou em segundo plano.

De repente vai se surpreender com o que pode encontrar! Bem, se sente que a ligação entre vocês já esfriou ao ponto de não fazer mais sentido, está sofrendo apenas para segurar algo que já acabou - e o sexo é um sinal disso -, então vale a pena procurar ajuda. Lembre-se de que você é responsável pelas escolhas que faz em sua vida. Podemos escolher permanecer no conhecido ou nos arriscar em novas experiências. Boa sorte!

Fonte: Minha Vida


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