terça-feira, 3 de abril de 2012

Conceito biológico e psíquico sobre a impureza sexual

Existe cura para impureza sexual?

Outro dia tive uma conversa estimulante, mas também algo abaladora com um pastor, no final de uma palestra sobre educação. Na palestra eu havia mencionado um princípio do pensamento reformacional -- a ideia de que não há contradições estruturais na ordem criada. Assim, não há contradição essencial entre, por exemplo, a esfera da justiça e a da moral, ou entre a esfera estética e a esfera da fé, e assim por diante. Porém, uma das minhas alegações fez acenderem luzinhas no painel dos presentes, incluindo no do amigo pastor: a de que não haveria contradição estrutural entre as esferas biológica e psíquica e a esfera moral.

Ao término da exposição ele reagiu prontamente com uma questão muitíssimo prática: a tentação sexual: “Há pouco eu aconselhei um homem envolvido em adultério. O casal está aos poucos se refazendo, e a esposa está disposta a perdoar; quanto ao marido, ele deixou claro para mim que amava a sua esposa. Ele simplesmente foi fraco e caiu. Não lhe faltava amor; faltavam-lhe forças para resistir à tentação sexual. Mas isso não implica em uma contradição entre o nível biológico e o nível moral?”.

Sem dúvida, as impressões do pastor refletiam um lugar-comum da imaginação evangélica: a tentação seria uma fraqueza interna ao campo sexual, a ser vencida por meio de uma resistência ao desejo sexual, seja por uma intervenção diretamente biológica (arrancar os olhos, ou outra coisa, eventualmente) ou por uma equilibração psíquica. De um modo ou de outro, espera-se que o desejo sexual distorcido seja controlado. Mas se, enfim, perdemos o controle, é porque falta disciplina no trato com o desejo. Precisamos disciplinar o corpo, basicamente; dobrá-lo pela supressão do desejo.

Pois bem; essa é uma das mais falsas verdades que nós cristãos gostamos de espalhar. É uma verdade, sim, que o corpo deve ser disciplinado, e o desejo controlado; não é o “domínio próprio” um fruto do Espírito? Entretanto, é uma baita falsidade que possamos controlar os desejos assim mecanicamente, ou mesmo “cirurgicamente”.

Imagine o mundo sem o pecado

Façamos alguns exercícios de imaginação cristã; imaginemos o mundo sem pecado. Nesse paraíso, Adão tem desejos de todos os tipos, incluindo os desejos sexuais. Esses desejos têm uma base instintiva biopsíquica, e são acionados automaticamente por sinais óbvios: a forma do corpo da fêmea, certas cores, certos cheiros etc. Adão está sujeito a tais estímulos exatamente como qualquer outro macho de sua espécie, sendo que sua sexualidade, nesse nível, tem forte analogia com a de outros animais.

Porém, Adão não é apenas um animal, feito de pó como todos os outros. Adão é o pó com o sopro divino, é o portador da imagem de Deus. De algum modo essa imagem está impressa no mesmo pó do qual as outras criaturas foram feitas, e entre as características particulares que Adão apresenta está a sua função moral. Adão é capaz de um altruísmo perfeito, muito além do altruísmo de cães e golfinhos. Ele é capaz de amar de forma pura, reconhecendo na forma da fêmea não um corpo adequado ao acasalamento, mas a superfície material de uma pessoa; não como mero objeto, mas como evento dotado de profundidade pessoal, como um Tu que precisa ser amado incondicionalmente por meio do trato que se dispensará ao seu corpo.

Teríamos aqui uma contradição estrutural? Haveria aqui um choque da dinâmica biopsíquica contra a dinâmica moral? Penso que temos excelentes razões para crer que não; não apenas razões teológicas (tudo o que Deus criou é bom), mas também filosóficas. Vou lançar mão aqui da noção de sobredeterminação utilizada em ontologia (a teoria sobre a natureza da realidade). O conceito não é muito complicado, mas exige alguma atenção.

Sobredeterminações ontológicas

A ideia de sobredeterminação ontológica é a ideia de que a dinâmica própria de um nível superior da realidade não contradiz, mas sobredetermina a dinâmica de um nível inferior. Um exemplo clássico disso é a relação entre a dinâmica biótica seus processos químicos subjacentes. A matéria, como se sabe, se associa ou se desassocia segundo leis físico-químicas, e essas leis por si mesmas não produzem seres vivos. Por outro lado, seres vivos apresentam processos exclusivos em relação aos seres inanimados; processos como a reprodução, o metabolismo, e a conservação de informação complexa.

Naturalmente, para realizar todos estes processos, os seres vivos dependem de processos físico-químicos, que seguem leis físico-químicas. Porém, se as moléculas que compõe a estrutura de uma célula viva apenas obedecessem a leis físico-químicas, ela se desfaria. As moléculas da célula obedecem às leis físico-químicas dentro de restrições e especificações impostas pela dinâmica biológica do organismo, segundo modos absolutamente improváveis, de um ponto de vista puramente químico. Quando as moléculas da célula seguem apenas as leis físico-químicas, sem nenhum controle biótico, ela se desfaz -- porque, obviamente, ela está morta. Dizemos, portanto, que há na célula uma sobredeterminação das leis bióticas sobre as leis físicas.


A sobredeterminação moral

Ora, o mesmo vale para outros níveis da realidade. Há uma sobredeterminação psíquica sobre os processos biológicos do ser humano; e uma sobredeterminação sociológica sobre processos psíquicos; e no final da escala, uma sobredeterminação religiosa e moral sobre todos os níveis estruturais do ser humano. As normas de um nível superior de função humana não contradizem as normas do nível inferior, mas lhe dão formas particulares, habilitando-as a existirem no nível superior. Pense nas moléculas da célula: pela “obediência” às leis bióticas, elas deixam de ser apenas “matéria”, e se tornam parte de um ser vivo.

Ora, o que queremos dizer com isso é que é preciso ser um animal para ser um homem; no entanto essa é uma condição “necessária, mas não suficiente”. A vontade moral e a capacidade humana de amar opera por meio de sua estrutura sexual, mas a transcende, elevando o corpo do homem à condição de espírito, de pessoa. Porém, assim como a célula pode morrer entregando suas moléculas às leis brutas do mundo físico-químico, o homem pode morrer moralmente entregando o seu corpo aos estímulos biopsíquicos. O humano no homem pode ser negado e perdido por falta de vontade.

Onde se localiza, então, a falha da impureza sexual? Não no nível sexual, seja em seu aspecto biológico ou psíquico, mas no nível moral. Quando pecamos por impureza sexual, não pecamos por excesso de sexualidade, por excesso de desejo sexual, ou por excesso de estímulo sexual (primariamente falando), mas por falta, por ausência. E aqui estamos simplesmente sendo Agostinianos: o pecado é a privação do bem. O problema da impureza é a ausência moral, não o excesso sexual.

Um Truísmo?

Estaríamos nós dizendo o óbvio? Sim e não. Sim, porque isso é simplesmente o que as Escrituras e a tradição ensinam. Não, porque isso não é de modo algum a teologia moral popular no meio cristão. Pensemos na conversa com o pastor, que mencionamos antes. Ele afirmou com grande convicção que o marido traidor, no fundo, amava a sua esposa. Ele caiu por ser fraco, não por falhar no amor.

À luz do que acabamos de considerar, no entanto, eu diria que não. Com certeza, o marido traidor amava a sua esposa; mas ele não a amava o suficiente. Na verdade, ele não caiu por fraqueza sexual (ou excesso de desejo sexual), mas por falta de amor. Não foi isso o que nos disse o Apóstolo? “O amor não faz mal ao próximo”. Jesus não caiu e não cairia nessa tentação, não porque não tivesse os mesmos desejos sexuais, mas porque ele saberia olhar para cada pessoa envolvida com amor de verdade.

Sejamos específicos: aquele que adultera deixa de amar à sua esposa e de considerá-la como pessoa de valor infinito. E deixa também de amar à sua “amante”, tratando-a egoisticamente. Aquele que procura a prostituição, seja ela real ou virtual, não ama aqueles que estão escravizados ao mercado sexual, e tampouco ama a si mesmo; pois se sujeita a ser manipulado e explorado por indivíduos que não tem um pingo de respeito ou preocupação com o seu destino, desde que esvaziem os seus bolsos.

De modo algum eu pretendo dizer com este argumento que não exista o vício sexual; mas sustento que até mesmo o vício tem os seus começos na falta de amor genuíno pelo outro. Todo aquele que sofre com a impureza sexual deve saber, e dizer para si mesmo claramente, que ele não é um pobre coitado, aprisionado por impulsos sexuais e por uma dinâmica biopsíquica ultimamente má inventada por um Criador maldoso. Mil vezes não. A concupiscência existe, sim; mas é uma erva daninha. Ela só cresce quando o amor está ausente. E quando ele está presente, alguma coisa forçosamente mudará. É por isso que Santo Agostinho pôde declarar com tanta confiança: “Ama e faze o que quiseres”.

Problemas oftalmológicos

De acordo com Jesus, a impureza é uma doença dos olhos, de certo modo; um problema oftalmológico, mas altamente infeccioso, a ponto de ele receitar a amputação: “Se o teu olho de faz tropeçar, arranca-o”. Porém, Jesus sabia o que dizia. Ele deixou claro que o que contamina o homem é o que sai do seu coração, não o que entra pela sua boca. A doutrina da “amputação” é uma referência metafórica à mudança dos olhos.

O ser humano tem sérios problemas com os olhos. E eu quero chamar a atenção dos meus companheiros, os homens. Recentemente recebeu alguma cobertura o resultado de uma pesquisa feita na universidade de Princeton, sobre os padrões de resposta neurológica de homens diante de imagens de mulheres. O que Susan Fiske, a diretora da pesquisa descobriu, é que as imagens de mulheres com teor erótico ou sensual, e especialmente as imagens de partes específicas do corpo sem a revelação da face, despertam as mesmas áreas do cérebro masculino tipicamente associadas ao uso de ferramentas e objetos inanimados, ao mesmo tempo em que desativam as partes associadas às relações sociais.

Ou seja, de algum modo a nossa sociedade desenvolveu uma forma de desassociar o interesse sexual da sensibilidade moral a partir da nossa forma de olhar as mulheres. Fomos literalmente submetidos a um maciço treinamento pavloviano para nos acostumarmos a olhar mulheres como objetos, como superfícies materiais sem profundidade pessoal. Nas palavras de Susan Fiske, “eles não as estão tratando como seres humanos tridimensionais”.

Isso é o que acontece quando suprimimos a nossa intuição moral e deixamos de ver pessoas diante de nós. Restam apenas corpos impessoais.

Olhar com amor

Como, então, o amor se manifesta, no que tange à impureza sexual? De novo quero apelar para Paulo: “Não repreendas ao homem idoso; antes, exorta-o como a pai; aos moços, como a irmãos; às mulheres idosas, como a mães; às moças, como a irmãs, com toda a pureza” (1Tm 5.1).

Paulo sabia muito bem o que estava dizendo. Ninguém pode alegar (a não ser, é claro, em casos evidentemente patológicos) que não sabe o que significa olhar para uma mulher linda e não cobiçar. Basta ter mãe ou irmã -- ou filha, eu diria. Todos nós sabemos muito bem o que é olhar alguém que, biologicamente falando, poderia ser apenas um objeto sexual, mas simplesmente não sentir interesse sexual por causa do amor, de uma relação de respeito e cuidado em que o outro é verdadeiramente reconhecido como pessoa e valorizado incondicionalmente. O amor faz a gente ter um olhar diferente.

Como é que o jovem Timóteo olharia para uma moça com “toda a pureza”? Olhando-a como se fosse uma irmã de sangue. Paulo nos convida aqui a usar a imaginação, e considerar as moças como se fossem irmãs. Ou seja, tomando-as como pessoas, não como objetos. Isso demandará uma revolução, nos dias de hoje, em que somos ensinados a enxergar os corpos humanos como bonecos de plástico. Jovens e adultos, homens e mulheres, olhando para seus pares, amigos e semelhantes como pessoas -- não como nacos de carne, como pernas, bundas e peitos, mas como gente, como humanos com faces, como superfícies físicas de pessoas reais.

Honestamente, preciso dizer a todos os meus companheiros pecadores que não há uma cura completa para essas doenças do olhar, até que a nossa ressurreição seja consumada. Porém, há o que Schaeffer chamava de “cura substancial”. A impureza no olhar tem cura de verdade, embora seja um caminho difícil; pois amar de verdade é ainda mais difícil que reprimir desejos.

Mas, enfim, não há vitória na “pureza” obtida à custa de repressão do desejo. É inútil congelar uma célula morta para que ela não se desfaça. A única solução genuína e de longo prazo para o problema da impureza sexual é ter amor nos olhos.


Os Dez Mandamentos da Sexualidade Conjugal


1. Santidade - Amarás teu cônjuge com todo teu coração com toda tua alma, com todo o teu corpo em plena santidade, sabendo que foi Deus quem fez a sexualidade sendo ela Limpa, Pura, e Santa dentro do casamento. Sexo é uma bênção de Deus.

2. Romantismo - Amarás teu cônjuge com toda consideração e sentimento, com todo o respeito e romantismo. Sabendo que uma relação sexual começa não somente a noite quando chegas e tiras a roupa, mas desde a manhã quando as veste para sair.

3. Responsabilidade - Amarás teu cônjuge de forma ativa e não passiva, pois tu és responsável por teu próprio prazer sexual, não podes transferir para teu cônjuge peso e a responsabilidade de tua sexualidade. Não espere, tome a iniciativa.

4. Comunicação - Amarás teu cônjuge com toda liberdade, expressando abertamente teus sentimentos, necessidades, gostos, preferências e desejos. Através de um diálogo expontâneo , sincero e descontraído. Converse com teu cônjuge.

5. Criatividade - Amarás teu cônjuge com toda criatividade, evitando a rotina e a monotonia. Use diferentes horários, diferentes locais, diferentes posições, diferentes situações. Uma música romântica, uma penumbra, uma roupa especial etc.

6. Humor - Amarás teu cônjuge com alegria, não levando o sexo demasiadamente a sério, lembre-se: fazer amor é um prazer, é um lazer, é um divertimento, é uma brincadeira, não um dever ou obrigação. O humor tira a tensão e o medo.

7. Privacidade - Amarás teu cônjuge com toda intimidade, garantindo toda segurança de não serem interrompidos por terceiros, a ameaça de uma interferência inesperada rouba a liberdade de uma total doação, não há liberdade sem privacidade, tranque a porta por dentro.

8. Higiene - Amarás teu cônjuge como um jardim, com o perfume das flores com suas pétalas limpas, coloridas, delicadas e cheirosas. O corpo todo é sexuado podendo ser desfrutado por inteiro como um instrumento de amor.

9. Realidade - Amarás teu cônjuge como ele é, sem ilusões ou fantasias, sem transferências de imagens eróticas ou românticas fantasiosas, procurando no parceiro o motivo certo e verdadeiro de uma excitação e satisfação sexual.

10. Reciprocidade - Amarás teu cônjuge com excelência, não preocupando-se apenas com a quantidade do sexo, mas também com a qualidade. Evoluindo do orgasmo egoísta ao altruísta até descobrir o caminhar juntos para uma qualidade de prazer.

O Amor jamais acaba, tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor é paciente, é benigno, não ciumento, não vaidoso, não soberbo, não inconveniente não interesseiro, não violento, não maldoso, é justo e verdadeiro. (2 Corintos 13)


O sexo oral a luz da Bíblia e da Ciência

O Sexo Oral e a Ciência

Primeiro vamos entrar na Ciência recolhendo opinião de especialistas, depois vamos adentrar na Bíblia para saber se é pecado ou não, se dentro de um casamento é permitido ou não.

Segundo a Ciência (medicina) os tecidos da cavidade bucal não têm condições de oferecer resistência à ação de microorganismo provindos do canal vaginal ou da uretra masculina. O que facilita a transmissão de doenças venéreas transportada para a boca, laringe ou faringe. Em consultas a dentistas atentos que não somente olham os dentes, enquanto alguns médicos somente a garganta! Rs, rs, Quando deveriam examinar todo o interior e exterior da boca. Assim poderiam encontrar algum indicio de HPV caso haja, nos abscessos nas gengivas provenientes de bactérias provindas do aparelho genital masculino e feminino. Geralmente só descobrem quando o caso está bem avançado, mas o HPV tem tratamento.

A Medicina faz um alerta sobre a relação sexual oral e anal.

O Centro Nacional de Estatísticas da Saúde dos EUA descobriram que um vírus sexualmente transmissível ligado ao câncer no pênis, ânus e colo do útero está relacionado cada vez mais com Tumores na Boca. Trata-se do HPV (Papilomavírus Humano) a principal causa desse tipo de cânceres é o aumento da pratica do sexo oral nas últimas décadas, especialmente entre jovens. Pesquisa em 2005 informa que 55% dos rapazes e 54% das moças com idade entre 15 e 19 anos já haviam experimentado o Sexo Oral.

Na década de 40 e 50 estudos de Alfred Kinsey, pioneiro no mapeamento dos hábitos sexuais dos americanos. Apontava números bem diferentes, 10% dos homens e 19% das mulheres declaravam haver praticado sexo oral antes do casamento. Por outro lado 50% das mulheres e 33% dos homens casaram virgens, segundo pesquisas daquele tempo. A Equipe do médico Hisham Mehanna, do hospital Universitário de Coventry, no Reino Unido constatou que após a segunda Guerra Mundial, os casos de câncer na base da língua, na amídala e no pescoço surgem a partir de lesões causadas pelo HPV. A Matéria foi publicada "British Medical Journal".

O Dr. Hisham Mehanna relata um trabalho feito com mais de 10 mil voluntários no qual concluiu que quem tinha feito sexo oral com 04 ou mais pessoas tem chance mais de três vezes de obter um câncer na orofaringe (inicio da raiz da lingua até a faringe), do que uma pessoa que não tinha. Noutro estudo o Dr. Mehanna realizado na Suécia com duração de quase 40 anos ele constatou um aumento drásticos dos casos de HPV, através de biopsia de tumores retirados da orofaringe, nos anos 70 o vírus foi encontrado apenas 23% dos casos de tumores, já em 2006 e 2007 quase quadruplicou o virus foi achado em 93% dos casos, a maioria dos especialistas atribuem esse aumento o sexo oral como principal causa.

O sexo Oral é uma porta direta para a transmissão o papilomavírus humano. Acompanhando relatos de especialistas da Odontologia, e diferentes áreas da medicina concluem-se que a Relação Sexual Oral, não é um ato seguro, a menos que faça-se o uso de preservativo, ou dentro de uma relação monogâmica, sem troca de parceiros(as), além é claro de higiene pessoal por parte de ambos os sexos, nesse caso o risco é extremamente reduzido.

O Papilomavírus humano também pode ser transmitido por meio do contato da pele e se encontra na mucosa do trato genital, na saliva, na urina e no sêmen. No entanto o papilomavírus não é a única doença que pode ser adquirida através da Relação sexual oral, existe uma lista imensa de Doenças Sexualmente transmissíveis, entre elas a AIDS.


O Sexo Oral e a Bíblia

Gn. 1: 27 Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou.
31 E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom.
E foi a tarde e a manhã, o dia sexto.

Deus criou o Homem e a Mulher a sua imagem e semelhança, o corpo humano é perfeito e tudo nele tem suas finalidades a quais precisam ser observadas e respeitadas.

E viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom... Isto indica que não há nada no corpo do homem e da mulher, nada que não seja bom.

Também é necessário observar as funções de cada membro do corpo. Como estamos falando de sexo, vamos direto ao ponto: órgão sexual masculino e feminino é para o prazer e procriação (o sexo anal não está incluído nesse pacote de prazer e procriação). Vamos a uma prova científica? Sim! Período fértil procriar, período não fértil prazer. É sobre essa forma de prazer que vamos tratar aqui a luz da Bíblia.

Primeiro de tudo temos que considerar que o Sexo é coisa para gente casada segundo os padrões bíblicos:

Hebreus 13:4
Honrado seja entre todo o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará.

Ao Casamento devemos honrar a cama sem manchas de pecado, uma relação sadia e não doentia, pois os devassos {devassos = solteiros (as)} e adúlteros Deus os julgará.

Relação sadia, vai direto ao 'X' da Questão, Sexo Oral é permitido dentro de um casamento? A Resposta é sim! Apesar de muitos lideres condenarem, sem um respaldo Bíblico plausível, claro e direto. Do mesmo modo não temos uma passagem bíblica clara e objetiva que venha apoiar este ato diretamente.

“Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência, proibindo o casamento e ordenando a abstinência dos manjares que Deus criou para os fiéis e para os que conhecem a verdade, a fim de usarem deles com ações de graças”. (1 Timóteo 4:2,3)

“Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: não toques não provem, não manuseies?
As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens; as quais têm, na verdade, alguma aparência de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão para a satisfação da carne”. (Colossenses 2:20)


Mas temos uma base para o sexo Oral dentro da Bíblia?

Mateus 15:10 - E, clamando a si a multidão, disse-lhes: Ouvi, e entendei:
11 Não é o que entra pela boca que contamina o homem; mas o que sai da boca, isso é o que o contamina.
18 Mas o que sai da boca procede do coração; e é isso o que contamina o homem.19 Porque do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

Esse trecho refere-se à hábitos alimentares, não precisamente sexo oral, mas podemos deduzir que dentro de um casamento o sexo oral com devido cuidados de higiene, uso de preservativos, não é tão grave e perigoso. É um ato opcional do casal e não compete a nós lideres interferir apenas orientar.

O Sábio Salomão recomenda uma higiene completa antes do ato sexual, isso inclui lavar os pés, rs, rs ! Vamos ao texto:


Cântico dos Cânticos

5:2 Eu dormia, mas o meu coração velava.
Eis a voz do meu amado! Está batendo: Abre-me, minha irmã, amada minha, pomba minha, minha imaculada; porque a minha cabeça está cheia de orvalho, os meus cabelos das gotas da noite.

3 Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir?
já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar?

Uma Higiene completa para o ato nunca é demais, isto inclui escovar até os dentes para ficar com bom hálito para beijar e falar de perto, perfume e cama arrumada:


Cântico dos Cânticos

1:2 Beije-me ele com os beijos da sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho.
3 Suave é o cheiro dos teus perfumes; como perfume derramado é o teu nome; por isso as donzelas te amam.
16 Eis que és formoso, ó amado meu, como amável és também; o nosso leito é viçoso.
13 O meu amado é para mim como um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios.
14 O meu amado é para mim como um ramalhete de hena nas vinhas de En-Gedi.

Higiene bucal bom hálito para um casal é sadio é bom para proporcionar mais prazer


Cântico dos Cânticos

4:2 Os teus dentes são como o rebanho das ovelhas tosquiadas, que sobem do lavadouro, e das quais cada uma tem gêmeos, e nenhuma delas é desfilhada.
3 Os teus lábios são como um fio de escarlate, e a tua boca e formosa;
As tuas faces são como as metades de uma romã por detrás do teu véu.
4: 11 Os teus lábios destilam o mel, noiva minha; mel e leite estão debaixo da tua língua, e o cheiro dos teus vestidos é como o cheiro do Líbano.


Cantares de Salomão

5:16 O seu falar é muitíssimo suave; sim, ele é totalmente desejável.
Tal é o meu amado, e tal o meu amigo, ó filhas de Jerusalém.

O Sexo Oral faz parte de um conjunto, onde ambos têm o compromisso de se cuidar e manter-se com saúde, isto requer cuidar do outro, compromisso, amor, carinho, respeito. A Higiene antes do ato para não comprometer a saúde do (a) Esposa(o).

A Esposa descreve o corpo do marido com detalhes no livro de cantares, ela ver o corpo dele de perto e toca, acaricia...


Cantares de Salomão

5:14 Os seus braços são como cilindros de ouro, guarnecidos de crisólitas; e o seu corpo é como obra de marfim, coberta de safiras.
15 As suas pernas como colunas de mármore, colocadas sobre bases de ouro refinado; o seu semblante como o Líbano, excelente como os cedros.

O Esposo descreve o corpo da Esposa, certamente ele percorre de algum modo o corpo de sua companheira, ponto por ponto e realiza seus desejos, e desperta suas curiosidades ao detalhes do corpo dela.


Cantares de Salomão

4:4 O teu pescoço é como a torre de Davi, edificada para sala de armas;
no qual pendem mil broqueis, todos escudos de guerreiros valentes.
5 Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios.
6 Antes que refresque o dia e fujam as sombras, irei ao monte da mirra e ao outeiro do incenso.
7 Tu és toda formosa, amada minha, e em ti não há mancha.

Embora tenhamos que admitir que os seios é uma verdadeira fonte de prazer para ambos, e com as mãos pode se fazer muito mais, o que é melhor e mais seguro do que usar a boca. Porém, cabe ao casal decidir isso, e não a nós.


Bispo Jéferson Fabiano
http://prjefersonfabiano.blogspot.com/


Masturbação, uma barreira entre o homem e Deus

Uma prática que afasta o homem de Deus

Existem médicos que apontam como solução para ejaculação precoce. Há uns que dizem que não é pecado, há outros que afirmam de pés juntos que não está escrito na bíblia por isso não faz mal; Tenho certeza também que não existe um convertido que não se sinta longe de Deus após cometer tal "pecado".

Existem pessoas na igreja que são fofoqueiras, que destilam veneno assim que abrem a boca, destroem vidas com afirmações mentirosas e são incapazes de reconhecer que estão trazendo mal a alguém. Essas pessoas não se sentem mal em nenhum momento, pois elas não são convertidas, são convencidas, não nasceram de Deus são do capeta.

Se masturbar, ou seja, estimular com as mãos e dedos os genitais a fim de proporcionar prazer e, até ao gozo, é um ato comum, esperado, previsto e bom, no desenvolvimento humano. Crianças se manipulam, adolescentes, adultos e pessoas na terceira idade. A masturbação é algo possível tanto para meninos como para meninas , para homens e mulheres.

Quando nos masturbamos, além de sentirmos sensação de prazer, aprendemos a conhecer nosso corpo, nossas sensações, as partes do corpo mais sensíveis.


Mas e para o Cristão que mal tem?

"Eu, porém, vos digo, que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela." (Mateus 5:28)

Dá pra entender o versículo acima? aos que se masturbaram, há como se masturbar sem que na mente (algo quase incontrolável) não esteja passando imagens de sexo com mulher ou com homem? Impossível! Para a carne, tudo que dá prazer, a carne quer mais… E é muito comum acontecer com solteiros na igreja, que não se sentem seguros a comentar sobre o assunto e preferem esconder o vício a procurar uma solução para o problema.

É um pecado… traz adultério na mente… no coração… esfolação da genital pelo prazer solitário, rápido, inconstante e após aquele choro de remorso… Deus por que fiz… eu não quero mais.. até a próxima excitação.

"Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo." 1Co 6.18-20

"Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra, não com o desejo de lascívia, como os gentios que não conhecem a Deus; e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão; porque o Senhor, contra todas estas coisas, como antes vos avisamos e testificamos claramente, é o vingador, porquanto Deus não nos chamou para a impureza, e sim para a santificação." 1Ts 4.3-7


Polução Noturna

Polução Noturna é uma ejaculação involuntária que ocorre durante o sono.

Ela resulta de uma excitação física genital que se manifesta nas fases REM (Rapid Eyes Moviment, ou movimento rápido dos olhos). Essa fase ocorre de uma a nove vezes por noite, variam de um minuto a uma hora e são as mais propícias ao sono. Se os homens tiverem sonhos eróticos durante esse período, tais manifestações involuntárias podem ocorrer.

Elas são normais, saudáveis e não causam nenhum mal ao organismo. A natureza, situação envolvida ou personagens do sonho erótico não determinam necessariamente a preferência, orientação ou tendência sexual do indivíduo.

A polução noturna ocorre em todas as idades, mas é disparadamente mais comum dos 10 aos 20 anos, justamente no período de maior inexperiência sexual e energia sexual reprimida ou insatisfatoriamente resolvida. Com o aumento da freqüência de atividades sexuais, elas tendem a diminuir e até cessar.

O fenômeno parece ser uma maneira do organismo “se livrar” do excesso de sêmen acumulado já que é menos freqüente em quem ejacula regularmente por masturbação ou relação sexual.

Não se conhece uma maneira eficiente de evitar os sonhos eróticos e nem se deveria tentar fazê-lo já que se trata de um aspecto normal da sexualidade.

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Conclusão

A Masturbação é pecado. A polução noturna não. A masturbação vicia, algumas pessoas machucam suas genitais, não conseguem se aproximar de Deus, sentem vergonha do Espírito Santo e precisam de libertação.

Se você está passando por essa situação ou tem problemas com pornografia, seja jovem, líder, obreiro, diácono, membro, evangelista, missionário... Procure ajuda espiritual em sua igreja, converse com seu pastor ou alguém de sua confiança. Não tente enfrentar o problema sozinho. Peça perdão a Deus, arrependa-se e siga em frente.


por Alexandre


Benefícios Permanentes da Relação Sexual

A relação conjugal chega a ser um mistério profundo (Ef 5.32). Acredito que a qualidade e as implicações da intimidade de um casal, extrapolam nossa capacidade de assimilação. Depois de uma relação sexual, o casal nunca mais será o mesmo com respeito ao outro. O ato conjugal é tal, que a Bíblia chega a dizer que “aquele que se une a uma prostituta é um corpo com ela. Pois, como está escrito: Os dois serão uma só carne. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele” (1 Co 6.16-17). Em outras palavras, apenas o intercurso sexual chega a ser comparado com a intimidade espiritual entre uma pessoa e Deus. E mesmo que esse ato seja com uma prostituta, o que não condiz com o padrão estabelecido por Deus para a prática sexual, mesmo assim não deixa de ter as devidas implicações.

Afirmo que a relação sexual é peculiar aos casados, pois assim Deus a definiu, que cada homem tenha sua esposa, e cada mulher o seu próprio marido, para que se evite a imoralidade, da qual a Bíblia ainda diz que devemos fugir (1 Co 7.2; 6.18). Assim sendo, quero fazer menção de alguns benefícios proporcionados pela prática sexual entre um casal. São idéias que me vieram à mente enquanto conversava com minha esposa na manhã de hoje. São algumas idéias que não resultam de nenhum estudo; são apenas expressão do que acho e do que tenho experimentado. É uma pena que ainda exista tantos preconceitos com respeito ao sexo. Poucos têm coragem de falar nele abertamente. A pornografia e a imoralidade em geral têm criado essa imagem negativa de algo tão bom e tão de Deus quanto qualquer outra coisa boa de Deus.

O ato sexual é, provavelmente, o maior fortalecedor do relacionamento conjugal. É difícil encontrar palavras que consigam descrever a sensação de prazer provocada por um orgasmo. Ele dura poucos instantes. Mas, até nisso Deus foi gracioso, pois se um orgasmo não fosse tão rápido em sua duração, é provável que a pessoa perdesse a consciência. O prazer é um dos benefícios permanentes da relação sexual. É por isso que a Bíblia diz: “Desfrute a vida com a mulher a quem você ama, [...] essa é a sua recompensa na vida pelo seu árduo trabalho debaixo do sol” (Ec 9.9). E mais: “Alegre-se com a esposa da sua juventude. [...] Que os seios de sua esposa sempre o fartem de prazer, e sempre o embriaguem os carinhos dela” (Pv 5.18-19). Diz ainda o texto sagrado: “Não se recusem um ao outro...” (1 Co 7.5); isto é, façam muito sexo.

A relação sexual é, provavelmente, a melhor conservadora da intimidade, amor, carinho, respeito, e afeto entre um casal. É difícil imaginar um casal feliz, sem que seja feliz na vida sexual. O sexo é um protetor contra experiências sexuais extraconjugais. Um casal satisfeito sexualmente, é menos vulnerável a se atrair por alguém que esteja flertando do outro lado da cerca. Gosto de dizer que um casal bem resolvido na cama, tem força para resistir às tentações do Diabo na área do sexo (1 Co 7.5). Ao contrário do que muitos pensam, o sexo é algo bem espiritual e não carnal, ou pecaminoso.

Se é verdade que o sexo conserva a qualidade do casamento, como creio que é verdade, é bom ressaltar também que o coito é um excelente elo de conciliação entre um casal em discordância. Recentemente ouvi de minha esposa: “É interessante como a gente se sente mais próximo depois da relação sexual!”. E concordo com ela como sendo verdade. Por mais paradoxal que possa parecer, sábios são os casais que fazem as pazes numa relação sexual calorosa, quando em atritos. O sexo nos traz benefícios que não conseguimos explicar. Felizes os que assim viverem, pois poderão saber o que é ser um com uma pessoa e um também com o Senhor.


Líderes religiosos falam sobre sexualidade em programa da Rede Globo

O programa Amor & Sexo da Rede Globo, exibido na última quinta-feira, 8, levou representantes do catolicismo, judaísmo e protestantismo para falar sobre sexualidade. Os convidados de Fernanda Lima foram: o padre Alessandro Campos, rabino Sérgio Margulies e o reverendo Marcos Amaral da Igreja Presbiteriana.

Os religiosos comentavam as respostas dadas pelo ator Daniel Boaventura. Entre elas o sexo antes do casamento, o uso da camisinha e etc. Sobre o sexo entre solteiros todos concordam de que a relação sexual deve acontecer depois do casamento, quando já conhece bem uma pessoa, mas pensando no que acontece nos dias de hoje se deve usar camisinha.

Outro assunto discutido foi a homossexualidade. O reverendo disse que na Igreja Presbiteriana o casal homossexual será muito bem vindo. “Uma coisa é ele e seu parceiro desejarem congregar e conviver na comunidade, mas certamente essa comunidade vai trazer informações sobre suas convicções. Nós discordamos, mas convivemos”, disse ele.

O rabino também disse que vai acolhê-los, mas como outras religiões mostrarão os valores que acreditam, mas a comunidade também precisa aprender a respeitar essas pessoas. O padre reiterou esse discurso dizendo que a Igreja Católica também acolheria esse casal “porque todos, sem distinção, são filhos de Deus”.

O único tema que dividiu opiniões foi o caso de traição. O pastor presbiteriano disse que o marido não precisava revelar a traição para sua esposa. O representante do judaísmo é favor de contar a verdade, pois o relacionamento não pode ser firmado na mentira. “Quem ama não trai”, disse o padre dando sua opinião a respeito dizendo que a fidelidade é indispensável.

Assista:




Amor e Renuncia

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A conversa informal durante o café da manhã foi mais uma oportunidade de aprendizado para os que ouviam aquela senhora de semblante calmo e cabelos embranquecidos pelas muitas primaveras já vividas.

Ela pôs o café e o leite na xícara e alguém lhe ofereceu açúcar. Mas a senhora agradeceu dizendo que não fazia uso de açúcar. Alguém alcançou-lhe rapidamente o adoçante, por pensar que deveria estar cumprindo alguma dieta.

Mas ela agradeceu novamente dizendo que tomava apenas café com leite, sem açúcar nem adoçante dietético.

Sua atitude causou admiração, pois raras pessoas dispensam o açúcar. Mas ela contou a sua história.

Disse que logo depois que se casara havia deixado de usar açúcar. Imediatamente imaginamos que deveria ser para acompanhar o marido que, por certo, não gostava de doce.

Mas aquela senhora, que agora lembrava com carinho do marido já falecido há alguns anos, esclareceu que o motivo era outro.

Falou de como o seu jovem esposo gostava de açúcar, e falou também da escassez do produto durante a segunda guerra mundial.

Disse que por causa do racionamento conseguiam apenas alguns quilos por mês e que mal dava para seu companheiro.

Ela, que o amava muito, renunciou ao açúcar para que seu bem amado não ficasse sem.

Declarou que depois que a guerra acabou e a situação se normalizou, já não fazia mais questão de adoçar seu café e que havia perdido completamente o hábito do doce.

Hoje em dia, talvez uma atitude dessas causasse espanto naqueles que não conseguem analisar o valor e a grandeza de uma renúncia desse porte.

Somente quem ama, verdadeiramente, é capaz de um gesto nobre em favor da pessoa amada.

Nos dias atuais, em que os casais se separam por questões tão insignificantes, vale a pena lembrar as heroínas e os heróis anônimos que renunciaram ou renunciam a tantas coisas para fazer a felicidade do companheiro ou companheira.

Nesses dias em que raros cônjuges abrem mão de uma simples opinião em prol da harmonia do lar, vale lembrar que a vida a dois deve ser um exercício constante de renúncia e abnegação.

Não estamos falando de anulação nem de subserviência de um ou de outro, mas simplesmente da necessidade de relevar ou tolerar os defeitos um do outro.

Não é preciso chegar ao ponto de abrir mão de algo que se goste por mero capricho ou exigência do cônjuge, mas se pudermos renunciar a algo para que nosso amor seja feliz, essa será uma atitude de grande nobreza de nossa parte.

Afinal de contas, o verdadeiro amor é feito de renúncia e abnegação senão não é amor, é egoísmo.

Se entre aqueles que optaram por dividir o lar, o leito e o carinho a dois, não existir tolerância, de quem podemos esperar tal virtude?

Se você ainda não havia pensado nisso, pense agora.

Pense que, quando se opta por viver as experiências do casamento, decide-se por compartilhar uma vida a dois e isso quer dizer, muitas vezes, abrir mão de alguns caprichos em prol da harmonia no lar.

Se você só se deu conta disso depois que já havia se casado, lembre-se de que a convivência é uma arte e um desafio que merece ser vivido com toda dedicação e carinho. Pois quando aprendermos a viver em harmonia dentro do lar, estaremos preparados para viver bem em qualquer sociedade.


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