terça-feira, 3 de abril de 2012

Consequências do Sexo antes do Casamento !


Um dia, uma amiga minha descobriu que estava grávida. Acho que ela tinha uns 19 anos ou 20, no máximo. A gravidez dela era proveniente de sexo antes do casamento e, além disso, sem responsabilidade – uso de drogas, sexo sem camisinha, sexo com o namorado. Sexo como o mundo nos apresenta: Livre.
Mas eu venho aqui te trazer uma notícia ruim: o sexo como o mundo nos apresenta NÃO É LIVRE.
Como qualquer outro pecado, sexo antes do casamento tem suas conseqüências. Deus nos fala em 1 Co 6:18-20 que aquele que comete a imoralidade sexual peca contra o seu próprio corpo. Abaixo podemos ver uma pequena e humilde lista de consequências contra nós mesmos, que vem de brinde quando praticamos sexo antes do casamento:

- Gestação inesperada;
- Filho ilegítimo;
- Casamento forçado;
- Doenças venéreas;
- Relacionamentos desfeitos;
- Aborto.


A minha amiga ficou grávida por uns 4 meses. O aborto dela foi ‘natural’ – uso de drogas – mas não foi contra a vontade dela.
O aborto é a forma mais simples que pessoas como a minha amiga vêem de ‘dar um perdido’ no problema. Afinal, ter um filho aos 19 anos e ‘perder a juventude’ não parece ser uma coisa agradável pra ninguém.

Os dados mostram que, a cada ano, mais de quatro milhões de mulheres, na América Latina, submetem-se a um aborto induzido. O aborto induzido é aquele ilegal (inclusive) segundo a nossa lei.
Além disso, o aborto causa sérios problemas na vida da mulher que o pratica.

O aborto ilegal mata 70 mil mulheres por ano e quando não mata deixa distúrbios e problemas psicológicos de aceitação e culpa.
Mas, é lógico que não poderia deixar ‘rastros’ bons. O aborto é um pecado e é consequência de outro pecado.

É pecado porque é assasinato: “Não matarás”(Êxodo 20:13). A Bíblia mostra que a vida começa na concepção. Deus nos forma quando estamos ainda no ventre da nossa mãe (”Tu criaste cada parte do meu corpo; tu me formaste na barriga da minha mãe” Sl 139.13). O profeta Jeremias e o apóstolo Paulo foram chamados por Deus antes deles terem nascido (”Antes do seu nascimento, quando você ainda estava na barriga da sua mãe, eu o escolhi e separei para que você fosse um profeta para as nações” Jr 1.5; “Porém Deus, na sua graça, me escolheu antes mesmo de eu nascer e me chamou para servi-lo” Gl 1.15).

É pecado porque é contra a lei: “Sujeitai-vos, pois, a toda a ordenação humana por amor do Senhor; quer ao rei, como superior; quer aos governadores, como por ele enviados para castigo dos malfeitores, e para louvor dos que fazem o bem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos; como livres, e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.” (1Pe 2:13-16)
É consequência de outro pecado porque o sexo antes do casamento é pecado, mas isso é um assunto mais complexo que merece um post único e exclusivo.


Mastubarção ….isso vem de Deus ?



Se você conseguir se masturbar pensando em uma cachoeira ou numa paisagem, você é uma espécie digna de ser estudada.
Nossos olhos O que nossos olhos vêem e lêem produz e controla a maior parte de nossos pensamentos. As Escrituras ensinam que os olhos são a “candeia do corpo” (Mt 6:22, 23) e que se os “olhos forem maus”, o corpo “será tenebroso”. Esta verdade descreve mais do que um fato físico. Refere-se ao que os olhos deixam entrar na mente.
Reflita sobre as seguintes observações:

1. Vejamos a definição de lascívia e luxúria: “Gratificação dos sentidos ou indulgência para com o apetite; dedicado ou preocupado com os sentidos” e “desejo sexual intenso”. A masturbação encaixa-se definitivamente nestas definições (veja Gl 5:19). Pode-se praticar a masturbação sem lascívia ou luxúria?

2. O teste seguinte é o de sua vida mental. Jesus disse: “Eu, porém, vos digo que todo aquele que olhar para uma mulher para cobiçá-la, já em seu coração cometeu adultério com ela” (Mt 5:27, 28). Quando uma pessoa pratica masturbação, o que se passa em sua cabeça? As cachoeiras de Paulo Afonso? Pode alguém se masturbar sem imaginar um ato sexual ou ao menos cenas sensuais? O que você acha? Se você pratica a masturbação, pode sua mente permanecer pura?

3. Em seguida, reflita sobre a santidade e a intenção da relação sexual no casamento. Sem sombra de dúvida, a masturbação é uma tentativa de experimentar as mesmas sensações que são atribuídas ao casamento. É um substituto do ato verdadeiro – uma farsa, uma falsificação, um dolo.

4. A masturbação é também totalmente egocêntrica. Uma das características do egocentrismo é a auto-indulgência. Paulo descreve o modo de vida de quem é controlado por Satanás, dizendo: “Todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos” (Ef 2:3).

5. Finalmente, a masturbação pode nos levar à escravidão. Quando uma pessoa é dominada por uma indulgência carnal, ela peca. “Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, para obedecerdes às suas concupiscências” (Rm 6:12).
Paulo também diz: Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas” (I Co 6:12).
Você é escravo da masturbação?


Por Que Devo Ficar Virgem?

ALIANÇA é uma das coisas mais importantes no relacionamento entre duas pessoas do sexo oposto. E quando falo em aliança, não estou me referindo ao anel de ouro que nossos pais usam. O anel é um símbolo desse pacto, mas aliança em si é a decisão de que eu vou amar a outra pessoa para o resto da minha vida. Nada, além da morte, pode quebrar uma aliança. Ela não pode ser desfeita. E a sua origem está na aliança que Deus fez e continua mantendo com o seu povo, de

que Ele nunca nos deixará. Ele nunca nos abandonará (Hb 13:5). Ela é inquebrável. E é por isso que está em extinção nos dias de hoje. Com os divórcios e separações, a aliança tornou-se “quebrável”, “clausurável” e “discutível”, tornando-se um mero contrato.

Agora, onde entra a virgindade nisso tudo? O que o fato de me guardar virgem até o meu casamento tem a ver com a aliança? E é aí que está uma das coisas mais belas e tremendas que eu ainda não havia percebido. Se você está por dentro das histórias da Bíblia, sempre que alguém fazia uma aliança com Deus, havia um derramamento de sangue, um animal era morto. Por exemplo, na aliança que Deus estabeleceu conosco teve que ter o sacrifício e o derramamento do sangue de Jesus. É através disso que podemos ter a certeza de que Deus nunca nos deixará, porque Ele deu Seu único Filho para morrer por nós.

Pensando nisso, você já imaginou o porque da virgindade ser tão importante para nós? Quando o rapaz e a moça se guardam sexualmente até a primeira noite de núpcias e têm a sua primeira relação sexual, geralmente ocorre um sangramento devido à ruptura do hímen da mulher. Você já pensou nisso? Nesse momento, é estabelecida uma aliança entre esse homem e essa mulher que não é simbólica, mas real. Há um verdadeiro derramamento de sangue.

Por isso, quando a Palavra nos adverte a nos guardarmos sexualmente puros, ao contrário do que muita gente pensa, Deus não está querendo “cortar o nosso barato” ou sendo “muito quadrado”, mas Ele está nos protegendo para que possamos desfrutar de uma bênção muito maior. Existe bênção por trás de uma aliança verdadeira. Existe bênção por trás da virgindade. E ela deve ser considerada uma das coisas mais importantes da sua vida. Uma vez que você a perde, mesmo que Deus te perdoe e te purifique interiormente, não há como restituí-la fisicamente. Sua virgindade é a sua jóia preciosa, que deve ser guardada e protegida como tal.

Sei que hoje, a coisa mais comum num namoro é transar e que nos manter puros sexualmente é muito difícil. É luta Brava! Sei que a pressão é grande e que a virgindade é considerada fraqueza e “babaquice”. Um homem e uma mulher são muito mais homem e mulher quando dizem “não”, e ser um homem ou ser mulher não depende de quantas vezes a gente vai para cama, mas está inteiramente ligado com a nossa firmeza e determinação.

Agora uma palavrinha com os RAPAZES
Sabiam que vocês foram criados para serem os protetores da pureza? Infelizmente, hoje em dia, muitos homens e rapazes são considerados os violentadores. Muitos namorados têm forçado suas namoradas a perderem sua virgindade. Essa não foi a função designada por Deus para vocês. Essa é a função designada pelo inimigo de Deus que deseja, com todas as suas forças destruir a aliança de casamento antes mesmo do casamento ocorrer. Rapazes, suas irmãs de sangue, suas primas, suas irmãs em Cristo, suas amigas de escola e suas namoradas devem ser protegidas por vocês. E não violentadas.

O que Paulo recomendou ao jovem Timóteo sobre isso? Que ele tratasse as moças com todas pureza, como se elas fossem suas irmãs (I Tm 5:2). Creio que isso diz tudo, não é?
Não se deixe levar por essas mentiras, de que “Se você não transa, você não é homem” ou “Se você não for para cama com o seu namorado, você não o AMA de verdade”. Mas creia que você vai estar amando de verdade sua futura esposa ou seu futuro marido ao dizer não aos seus desejos. “O verdadeiro amor é paciente, é benigno, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses. O verdadeiro amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.” I Co 13:4-7.

Que possamos desejar estabelecer essa aliança! Que ao olharmos para as vidas dos nossos pais, possamos ver o modelo do que é ter um relacionamento baseado na aliança de Deus. Pode até ser que nosso pais tenham passado por experiências ruins ou tenham errado, mas creio que Deus tem feito a Sua obra, tem restaurado e tem feito maravilhas.

Que possamos aprender com nossos pais aquilo que o Senhor já lhes ensinou e que sejamos pais ainda melhores quando tivermos nossos filhos, para que o Nome do nosso Deus seja glorificado.


Fertilidade x Esterilidade no meio evangélico


FERTILIDADE.jpg (400×300)
Por Pastor Ismael.
Pouca importância se tem dado a esse tema em meio aos evangélicos, mas quem quer viver um casamento segundo a vontade de Deus precisa estar atento a essa questão.
Outro dia uma jovem perguntou se a “pílula do dia seguinte” poderia ser usada por uma cristã. Outra queria saber se a igreja católica tem razão quando condena até mesmo o preservativo ( “camisinha”),e ainda, outra tinha dúvidas se seria pecado passar por uma cirurgia de “ligadura” de trompas, ou não.
Ora, voltemos às escrituras Sagradas. Deus fez do casamento um relacionamento de uma só carne ( Gn 2.24), tendo aí uma conotação sexual. Depois emana a sua primeira ordem ao casal, eles devem frutificar e se multiplicar ( Gn 1:28). De fato, na Bíblia , a fertilidade é apresentada como um benção ( cf. Ex 23.265,Dt 7.14, Sl113.9, 127.4-5,128.3,4) . E poderíamos ainda ver a ordem de Deus para os homens que se casavam, eles deveriam permanecer em suas casas, não poderiam ir à guerra e nem lhes ser exigido trabalhos forçados, como uma medida para que procriação acontecesse, e isso num período de um ano ( Dt 24.5). Havia também a Lei do Levirato, onde o propósito era de que um irmão gerasse filho para um homem casado que morreu sem ter deixado descendência. Fica claro, que está é a vontade de Deus, a procriação, a multiplicação.
A esterilidade, no Velho Testamento, era vista como uma maldição, resultante do pecado pessoal, caso de Abimeleque (Gn 20.17-18) e de Mical, mulher de Davi (2Sm 6.16-23). E em outras passagens a esterilidade é registrada como algo natural, próprio da realidade humana, como no caso de Sara, Rebeca e Raquel (Gn 11.30; Gn 25.21; Gn 30.1).
Vemos também Deus respondendo orações e tornando férteis essas mulheres e outras ( ver Gn 15.2-5; 20.17; Gn 25.21, Gn 30.17; 1Sm 1.9-20), deixando claro que é possível solucionar tal problema a partir da fé, porém a Bíblia não apresenta essa alternativa como uma promessa.
Dessa forma, entendemos que quando o casal provoca alterações na sua condição de fertilidade, tornando-se estéril, isso se choca com os valores e princípios de Deus. É tratar com descaso aquilo que Deus nos dá como uma benção, é o mal sendo chamado de bem ( Is 5.20).
Métodos contraceptivos devem ser recursos que evitam uma concepção, não devendo ser abortivo como é o caso de alguns métodos como a “pílula do dia seguinte”.
Veja o importante artigo do Dr.Albert Mohler Jr.(presidente do Southern Baptist Theological Seminary – a principal escola da Convenção Batista do Sul e um dos maiores seminários do mundo.)
“ A efetiva separação entre sexo e procriação talvez seja uma das mais importantes marcas definidoras da nossa era. E uma das mais deploráveis. Esta percepção está se alastrando entre os evangélicos americanos e promete provocar uma verdadeira explosão.
A maioria dos protestantes evangélicos recebeu o advento das modernas tecnologias de controle de natalidade com aplausos e alívio. Desprovidos de qualquer teologia significativa do matrimônio, sexo ou família, os evangélicos deram as boas-vindas ao desenvolvimento da "pílula" da mesma forma que o mundo celebrou a descoberta da penicilina - como mais um marco na inevitável marcha do progresso humano e da conquista da natureza.
“....Para muitos cristãos evangélicos, controle de natalidade é um assunto de preocupação somente para católicos. Quando o Papa Paulo VI publicou a sua famosa encíclica considerando errado o controle de natalidade artificial, “Humanae Vitae”, a maioria dos evangélicos respondeu com descaso, talvez agradecidos porque evangélicos não têm nenhum Papa que pudesse proclamar um edito semelhante. Casais evangélicos tornaram-se dedicados usuários das tecnologias de controle de natalidade indo desde a pílula até métodos de bloqueio e dispositivos intra-uterinos [DIU]. Tudo isso está mudando e uma nova geração de casais evangélicos está fazendo novas perguntas.
Um número crescente de evangélicos está repensando o assunto "controle de natalidade", e encarando as duras perguntas propostas pelas tecnologias reprodutivas. Vários desenvolvimentos contribuíram para esta reconsideração, mas o mais importante deles é a revolução do aborto. A primeira resposta evangélica ao aborto legalizado foi lamentavelmente inadequada. Algumas das maiores denominações evangélicas aceitaram, em princípio, pelo menos alguma versão de aborto a pedido.
A consciência evangélica foi despertada no fim da década de setenta, quando a realidade homicida do aborto não podia mais ser negada. Um forte rearranjo da convicção evangélica ficou evidente na eleição presidencial de 1980, quando o aborto funcionou como estopim para uma explosão política. Protestantes conservadores emergiram como importantes personagens no movimento pró-vida, enquanto se levantavam lado a lado com os católicos em defesa dos ainda não-nascidos.
A realidade do aborto forçou, por sua vez, uma reconsideração de outros assuntos. Ao afirmar que a vida humana deve ser reconhecida e protegida desde o momento da concepção, os evangélicos crescentemente reconheceram os Dispositivos Intra-uterinos [DIU] como abortivos e rejeitaram qualquer controle de natalidade com qualquer objetivo ou resultado abortivo. Essa convicção está lançando agora uma nuvem de dúvida sobre a pílula também.
Dessa forma, em uma virada irônica, os evangélicos americanos estão repensando o controle de natalidade até mesmo em um momento em que a maioria dos católicos romanos da nação demonstra uma rejeição ao ensino da igreja deles. Como os evangélicos deveriam pensar sobre a questão do controle de natalidade?
Primeiro, devemos começar com uma rejeição da mentalidade anticoncepcional que vê gravidez e filhos como imposições a serem evitadas em vez de presentes a serem recebidos, amados e nutridos. Essa mentalidade anticoncepcional é um insidioso ataque à glória de Deus na criação e ao dom da procriação dado pelo Criador ao casal casado.
Segundo, precisamos afirmar que Deus nos deu o dom do sexo para vários propósitos específicos e um desses propósitos é a procriação. O matrimônio representa uma perfeita rede de presentes divinos, incluindo prazer sexual, vínculo emocional, apoio mútuo, procriação e paternidade. Nós não devemos desconectar estes "bens" do matrimônio e escolher somente aqueles que desejamos para nós mesmos. Todo casamento deve estar aberto à dádiva de filhos. Até mesmo onde a habilidade de conceber e dar à luz filhos porventura esteja ausente, o desejo de ter filhos deve estar presente. Buscar prazer sexual sem abertura a ter filhos é violar uma responsabilidade sagrada.
Terceiro, nós deveríamos olhar de perto para o argumento moral católico da forma como se acha em Humanae Vitae. Os evangélicos ver-se-ão em surpreendente acordo com muito do argumento da encíclica. Como advertiu o Papa, o uso difundido da pílula levou a "sérias conseqüências" que incluem infidelidade matrimonial e imoralidade sexual desenfreada. Na realidade, a pílula permitiu um quase total abandono da moralidade sexual cristã na cultura em geral. Quando o ato sexual foi separado da probabilidade de gravidez, a estrutura tradicional de moralidade sexual desmoronou.
Para a maioria dos evangélicos, o principal rompimento com o ensino católico está na insistência de que "é necessário que cada ato conjugal permaneça ordenado em si mesmo para a procriação da vida humana". Ou seja, que todo ato conjugal deve estar completa e igualmente aberto à dádiva de filhos. Isso é ir longe demais, e coloca importância desmedida em relações sexuais individuais, em lugar da integridade mais abrangente do laço conjugal.
O foco em "cada ato conjugal" dentro de um matrimônio fiel que está aberto à dádiva de filhos vai além da exigência bíblica. Considerando que a encíclica não rejeita todo e qualquer planejamento familiar, este foco requer a distinção entre métodos "naturais" e "artificiais" de controle de natalidade. Para a mente evangélica, esta é uma distinção bastante estranha e artificial. Olhar para a posição católica ajuda, mas os evangélicos também têm que pensar por si mesmos, raciocinando a partir das Escrituras em uma cuidadosa consideração.
Quarto, casais cristãos não são ordenados pela Bíblia a maximizar o número de filhos que poderiam ser concebidos. Dado nosso estado geral de saúde em sociedades avançadas, um casal que se casa com vinte e poucos anos e tem uma vida sexual saudável e regular poderia produzir tranqüilamente mais de quinze descendentes antes da esposa chegar aos quarenta e poucos anos. Tais famílias deveriam ser corretamente honradas, mas este nível de reprodução certamente não é ordenado pela Bíblia.
Quinto, com tudo isso em vista, casais evangélicos podem, às vezes, escolher usar contraceptivos para que possam planejar suas famílias e desfrutar dos prazeres do leito matrimonial. O casal deve considerar todos estes assuntos com cuidado e deve verdadeiramente estar aberto à dádiva de filhos. A justificativa moral para usar contraceptivos deve estar clara na mente do casal e ser completamente consistente com o seu compromisso cristão.
Sexto, casais cristãos têm que assegurar-se de que os métodos escolhidos são realmente anticoncepcionais em seus efeitos, e não abortivos.
Nem todo o controle de natalidade é contraceptivo, já que algumas tecnologias e métodos não impedem o espermatozóide de fertilizar o óvulo, mas impedem o ovo fertilizado de implantar-se com sucesso na parede do útero. Tais métodos não envolvem nada menos que um aborto extremamente prematuro. Isto é verdade a respeito de todos os DIU e de algumas tecnologias hormonais. Atualmente tem havido um debate acirrado quanto ao fato de pelo menos algumas formas da pílula também poderem atuar através de um efeito abortivo, em lugar de prevenir a ovulação. Casais cristãos precisam exercer a devida cautela para escolherem uma forma de controle de natalidade que é inquestionavelmente anticoncepcional, em lugar de abortiva.
A revolução do controle de natalidade literalmente mudou o mundo. Os casais de hoje raramente param para pensar no fato de que a disponibilidade de anticoncepcionais efetivos é um fenômeno muito recente na história mundial. Esta revolução provocou uma explosão de promiscuidade sexual e muita miséria humana. Ao mesmo tempo, também ofereceu aos casais pensantes e cuidadosos uma oportunidade de desfrutar a alegria e satisfação do ato conjugal sem estar o tempo todo igualmente aberto à gravidez.
Portanto, os cristãos podem fazer uso cuidadoso e apropriado dessas tecnologias, mas nunca devem se deixar levar pela mentalidade contraceptiva. Nós nunca podemos olhar para os filhos como um problema a ser evitado, mas sempre como um presente a ser recebido com alegria.
Para os evangélicos, muito trabalho precisa ser feito. Nós precisamos construir e cultivar uma nova tradição de teologia moral, extraída das Escrituras Sagradas e enriquecida pela herança teológica da igreja. Até que o façamos, muitos casais evangélicos não vão nem mesmo saber onde começar o processo de pensar a respeito de controle de natalidade em um contexto totalmente cristão. Já está na hora dos evangélicos responderem a esse chamado.”
Para finalizar, o que se espera dos casais cristãos evangélicos é que saibam qual é ação do método contraceptivo que estão usando e certifiquem-se de que não seja abortivo.”
Aqui enumeramos métodos contraceptivos que,salvo melhor juízo, podem ser usados pelos casais cristãos:
-Camisa de Vênus, camisinha.
-Pílulas que agem antes do encontro do espermatozóide com o óvulo, evitando assim a concepção, e não pílulas que desprendem das paredes do útero o óvulo já fecundado.
-Espermicidas,
-Abstinência sexual,
-Tabelinha, controle dos dias férteis.

Este tema não é um tema comum, do dia a dia dos evangélicos, e mexe com suas vidas, e pode, de repente, ser um tanto controverso, mas a ideia aqui, não é aborrecer ou colocar um fardo sobre os irmãos, mas sim , nos levar a uma reflexão e assim, decidir com mais clareza, quando for o caso.





Por que fazemos sexo depois do casamento?

Para o mundo, parece algo sem sentido


Sexo somente no casamento, como falar isso para alguém que é descrente? Por que eu quero chegar nesse tópico? Para nós evangélicos, castidade parece algo bem simples, pois é a vontade de Deus e Ele irá nos honrar por causa disso, mas para quem é descrente, falar apenas que é a vontade de Deus pode até ser visto como um argumento fraco, pois eles não acreditam em Deus, mas nesse texto iremos mostrar o porque a vontade de Deus é a melhor, nós fazemos votos de castidade por que é a vontade de Deus sim, mas além disso, se olharmos com uma visão não só do agora, mas para o nosso futuro, veremos que essa é a melhor decisão que alguém pode fazer.

Morrer para frutificar

Vou começando com um exemplo paralelo, que depois farei a ligação com o texto principal. Esse exemplo pode ser o castigo em cima das crianças (para quem não sabe, sou contra a lei da palmada), uma criança diz "Eu quero aquilo" e o seu pai diz "NÃO, NÃO É HORA DE VOCÊ USAR ISSO", a criança começa a chorar, berrar para conseguir o tal objeto, se o pai não tem muito amor ao filho, ele simplesmente dá para a criança, mas se o pai ama ao filho, ele não vai dar o objeto de jeito nenhum e se for preciso, discipliná-lo verbalmente ou fisicamente. A criança que tem tudo na mão acaba achando que a vida é tudo na mão, é tudo fácil - No dia que ela não ter alguém para fazer as coisas para ela, ela não saberá o que fazer, ficará sem reação e terá dificuldade DOBRADA para voltar a conseguir o que ela tinha com facilidade.

Como isso é passado para o texto que está sendo passado? Uma pessoa pode fazer sexo hoje, mas haverão dias em que fazer isso não será possível, como fica? Um garoto de 16 anos que namora e faz sexo com sua namorada, pode ter isso hoje, mas no dia que ele não tiver (terminar o namoro, por exemplo), ficará em uma ABSTINÊNCIA terrível, por quê? Intimidade não tem volta sem dor, toda vez que avançamos em um relacionamento, não queremos continuar fazendo só o que fazíamos, exemplificando, um casal que só dava selinho, no dia em que derem um beijo de língua, quando forem sair de novo não vão querer dar só selinho, então quando avançamos muito e se de um momento para outro voltamos para o zero (pois terminou o namoro por exemplo) isso acarreta em uma dor terrível, uma abstinência, diferente do casamento, em que o sexo será constante. Então primeiro ponto, sexo em algo não fixo (algo que pode acabar a qualquer momento), como uma amizade ou namoro, causa abstinência.

Segundo ponto relevante, tudo tem seu tempo, um adolescente hoje em dia pensa em sexo o tempo todo, por que estamos em uma era em que fala-se mais de sexo do que educação. Mas naturalmente adolescente não é para pensar em sexo, não é tempo de se masturbar nem nada, é sim o tempo em que começamos a conhecer melhor o nosso corpo e vemos a mulher com outros olhos. Achamos atraente, interessante, mas de primeira não sentimos vontade de fazer sexo (quando é uma menina que nós amamos) - Aliás, as pessoas fazem diferenciações das mulheres para amar e mulheres para fazer sexo, e quando chega a mente fazer sexo com a menina que está nas listas de serem amadas, soa até estranho. Eu só fui saber sobre sexo mesmo por quê todos os meus amigos falavam de sexo, por que na tv falava de sexo, na revista falava de sexo, e eu achava super estranho (isso eu com uns 14 anos) - Se não fossem esses meio, eu não teria conhecimento de sexo de forma fútil, mas apenas na forma biológica na aulas de biologia. O que quero dizer é que esse "Subindo pelas paredes" é fruto dessa era sexual que estamos vivendo. Diferente de alguns anos atrás, em que a dança do Elvis já era considerada erótica (haha). O tempo de fazer sexo não é na adolescência, em que ainda estamos engrossando a voz e as meninas estão ganhando curvas, e nem quando jovem solteiro, em que você ainda não não fixou seu relacionamento, mas quando está casado, quando onde eramos pra ver o corpo da mulher com outros olhos, não antes, produto dessa era pornográfica.

Fidelidade, domínio próprio, amor em primeiro lugar são vários outros pontos que poder ser lembrados e ressaltados, mas isso é bem simples de aplicar. Então pesquisem, estudem, e vejam que a vontade de Deus é a melhor, não é uma coisa boa passageira, é algo que vem na hora certa e é eteno. Só os fracos não querem viver para o sempre.


Aborto como planejamento familiar?

Edir Macedo diz:


“Sou a favor do direito de escolha da mulher. Em casos como estupro, má-formação do feto ou quando a vida da mãe está comprovadamente ameaçada pela gestação, não há o que discutir. Sou a favor do aborto, sim. A Bíblia também é. Olhe só [Ec 6.3]: ‘Se alguém gerar cem filhos e viver muitos anos, até avançada idade, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é mais feliz do que ele’ [...] O Brasil deveria se unir pelo direito da mulher de optar pelo aborto [...] Certamente grande parte de nossas mazelas sociais diminuiria. Pense comigo: é melhor a mulher não ter filhos ou ter e jogar o bebê na lata do lixo? [...] Vamos ser frios e racionais: é preferível a criança não vir ao mundo ou vê-la nos lixões catando lixo para sobreviver? Eu creio na Bíblia. Nesses casos, eu credito que o aborto é melhor do que nascer. A mulher precisa ter o direito de escolher” (“O Bispo”, 2007, p. 223).


Edir Macedo prega a favor do aborto!

A Bíblia diz:

O bispo Macedo influencia milhões de brasileiros através do poder midiático, por ser tido como ministro da Palavra de Deus. Poderia contribuir para uma cultura de vida, justiça, paz e de solidariedade simplesmente sendo fiel ao que as Escrituras expõem. Mas, quando admite, ensina e estimula uma prática elástica do aborto, como sendo uma questão de direito de opção da mulher, se alia às forças da anti-vida que saem das trevas e obscurecem a razão, insensibilizam corações e tornam nosso mundo cada vez mais cínico, frio, sem alma. Muitas legislações, apoiadas por eminentes teólogos, mesmo reafirmando a primazia do direito à vida, admitem o aborto em casos excepcionais, como em gravidez decorrente de estupro ou quando há indiscutível risco de vida para a mãe. Outra excepcionalidade que envolve muita polêmica entre peritos trata do estatuto do feto com má-formação. Estas três situações são objeto de controvérsia por envolver limites éticos e científicos e não podem ser uma questão fechada prematuramente. Envolvem demasiado sofrimento e requerem decisões de comitês de ética. Mas o que espanta é Macedo sacar a Bíblia como arma de morte. Faz uma apropriação indébita do texto de Eclesiastes (6.3), forçando-o a dizer o que não diz, mas o que Macedo deseja dizer. Isto não é “exegese”, e sim “eixegese”, violência ao texto.

A passagem bíblica em questão, em seu contexto, é como uma sátira, uma ilustração da pobreza do dinheiro em satisfazer plenamente ou espiritualmente uma pessoa. Em todo o capítulo 5 o sábio alerta sobre sua frágil base. Na maioria das vezes é mal repartido (5.9), dilapidado por estranhos (5.10). Mesmo que você disponha de riqueza, bens e honra (6.1,2), um estranho poderá desfrutá-los em seu lugar (6.2) e você acaba ficando com sofrimento. Imaginemos alguém com muitos bens, filhos e tempo de vida, ou seja, com todas as condições para desfrutar da existência e mesmo assim não a desfruta, e chega até a morrer em miséria e ficar insepulto. Temos aqui o alerta sobre o absurdo de depender de coisas, de trabalhar em vão, sendo infeliz pelo impasse de sentido e vazio existencial. Assim, até um não-nascido, um aborto, de fato é mais feliz por nunca vir a sofrer tais absurdos. Mas o texto jamais legitima o aborto.

Macedo é coerente com sua pregação segundo o espírito do capitalismo, atuando como os que transformam tudo em mercadoria avaliada pelo valor utilitário. Tratar questões humanas desta forma resulta num tipo de eugenia já praticada por déspotas sanguinários em busca de tipos ideais, com descarte dos deficientes e não-competitivos. É chocante sua afirmação sobre a razoabilidade do aborto como prática preferível ao abandono ou morte de bebês, ou como medida desejável para melhorar os indicadores socioeconômicos! Heil Hitler! Ave César! Viva Herodes!

Não conceder ao embrião abrigado no útero o direito de desenvolvimento pleno, por razões de conveniência e ordem utilitária e subjetivista, é negar a ordem natural da vida, é reforçar a pulsão de morte. A onda abortista é parte de uma cultura de dessacralização do corpo, de banalização do sexo, de afirmação ética narcisista, primado do gozo individual. O estímulo a qualquer forma de gozo sexual, com qualquer parceiro ou parceira, sem perguntas incômodas, é massivamente incutido na população e defendido por políticas públicas preocupadas apenas com a assepsia física. O que exige compromisso e permanência é exorcizado por indivíduos infantilizados que não assumem a plenitude de seus gestos. Nega-se a conexão da sexualidade com uma potencial gestação, fazendo o corpo negar a alma. Quando acontece uma gravidez, afirma-se, então, não se estar preparado para assumi-la; era apenas sexo esportivo, esqueceu-se a camisinha, enfim, algo deu “errado”! E que falácia o argumento que pretende considerar o feto como parte do corpo da mulher! O ainda não-nascido é sabidamente um outro ser. Mulheres que abortam voluntariamente ou por pressão do macho fujão não estarão livres de questionamentos da consciência, nem de lembranças, sonhos e sentimentos de perda. Quase sempre o aborto é vivenciado como trauma e compromete a auto-estima. De fato, a gestante é, arquetipicamente, guardiã da vida e qualquer violação deste princípio resulta em sofrimento; portanto, ela deve receber todo apoio do genitor masculino, de familiares e da rede social.

É sabido que grávidas abandonadas por parceiros e decididas a abortar, quando apoiadas por amigas e instituições, em sua maioria decidem manter a gestação; portanto, é digno de louvor o trabalho samaritano do Cervi (Centro de Reestruturação para a Vida, www.cervi.org.br), em São Paulo, e abrigos do Exército de Salvação e da Igreja Católica, que oferecem apoio social, psicológico e médico, revertendo situações de desespero. Já nos primeiros documentos da Igreja cristã, o Didaquê, temos ensinamentos de defesa da vida intra-uterina. Reconhecer que o humano procede do humano, desde o instante da fecundação e em contínua evolução, é a base ética mínima que protege a possibilidade e a dignidade da existência. A própria justificativa para utilização de células-tronco com vistas a salvar ou curar outras vidas tem por base este “continuum”. Segundo o poeta bíblico, Deus tece o ser humano no ventre de uma mulher (Sl 139.13-16). Quem ousará interromper sua obra? A razão bíblica — a lógica do Espírito e a ação de Cristo — defendem a vida em todas as suas formas e fases. Se nossa civilização acorda, ainda que tardiamente, para a questão ambiental e esforços são feitos para a defesa de peixes, animais e florestas em extinção, quanto mais a espécie humana merece igual dignidade e proteção! Que loucura é esta reduzir o humano a um mero aglomerado de células sujeito ao capricho humoral de alguém?

Finalmente respondo ao bispo que o melhor é caminhar no espírito de Jesus. Nos casos já consumados, seguramente ele acolheria graciosamente uma mulher que cometeu aborto e diria algo como “não te condeno, mas veja que não peques”. Quem imagina Jesus aconselhando alguém a abortar, ele que é a ressurreição e a vida?

• Ageu Heringer Lisboa, psicólogo e terapeuta familiar, é mestre em ciências da religião. É autor de Sexo: Espiritualidade, Instituto e Cultura (Editora Ultimato).
Fonte: Ultimato
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DEPUTADA BRASILEIRA AFIRMA:
"Nasci depois de um estupro. Não posso ser a favor do aborto!"


A Deputada Fátima Pelaes durante reunião que aprovou o Estatuto do Nascituro na Comissão de Seguridade e Família, na última quarta-feira, 19, comoveu os deputados na Comissão de Seguridade e Família que aprovou o texto substitutivo deste projeto ao compartilhar que ela mesma foi concebida depois de uma violação e ainda assim sua mãe optou por não abortá-la. Por isso hoje, Fátima luta pelo direito à vida desde a concepção seja qual for a circunstância em que esta seja ocasionada. O projeto define o direito à vida desde a concepção e protege o nascituro contra qualquer forma de discriminação que venha privá-lo do seu direito a nascer.

A deputada conta que veio à luz num presídio misto e viveu aí por três anos após um ato de violência sexual sofrido por sua mãe. Fátima Pelaes, deputada pelo Estado do Amapá, militante pelas causas das mulheres, das crianças e dos adolescentes foi quem relatou a CPI sobre o extermínio de crianças e adolescentes (1992), presidiu a CPI que investigou a mortalidade materna no Brasil (2000/2001) e criou a lei, de 2002, que estendeu a licença-maternidade para mães adotivas.

É lamentável ter que ouvir isso, por uma pessoa que se intitula ministro, propagando a heresia e a deturpação da Palavra de Deus!
Comprova-se que a IURD é uma seita que só tem disseminado heresias e teologias contrária as escrituras!

Anderson da Paola


População rejeita mudanças na lei sobre aborto, gays e drogas

Temas polêmicos, que marcaram a campanha presidencial deste ano, foram abordados em pesquisa Vox Populi encomendada pelo iG

Eleita presidenta com 55 milhões de votos, a petista Dilma Rousseff pode ter dificuldade em conseguir apoio popular se quiser fazer mudanças nas leis que tratam de temas polêmicos como aborto, direitos dos homossexuais e consumo de drogas. Pesquisa Vox Populi encomendada pelo iG para mapear as expectativas dos brasileiros em relação ao futuro governo mostra que a maioria da população não aceitaria mudanças nas regras que regem atualmente essas áreas.

O aborto deve deixar de ser crime no Brasil?

O aborto, em especial, entrou na pauta da disputa eleitoral deste ano e levou tanto Dilma quanto o presidenciável José Serra (PSDB) a prometerem que, caso eleitos, não promoveriam mudanças nas regras relacionadas ao assunto.

Dilma, que antes de ser candidata havia dado declarações favoráveis à descriminalização do procedimento, viu aumentar, na reta final da campanha, a resistência de setores religiosos à sua candidatura. A petista acabou escrevendo uma carta se comprometendo a manter as leis sobre o tema e “de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no País”.

Para 82% dos entrevistados pelo Vox Populi, o aborto não deveria deixar de ser crime no País. Entre os habitantes das regiões Norte e Centro Oeste, 89% defendem a punição de quem pratica o ato, contra 77% no Sudeste, o menor índice. De acordo com o instituo, é mais fácil encontrar quem defenda mudanças na lei do aborto em grandes cidades (19%) do que em municípios menores (9%).

O índice de rejeição à prática do aborto não varia significativamente entre gênero, idade e renda – é maior apenas entre eleitores com nível superior: 19%, contra 10% de quem estudou até a quarta série, por exemplo. Os índices de rejeição também são os mesmos entre eleitores de Dilma e Serra (82%) e atingem altos patamares tanto entre eleitores religiosos (86% dos evangélicos rechaçam a ideia) como entre os que dizem não ter religião (78%).
Para 72% das pessoas, o governo Dilma não deveria sequer propor uma lei que discriminalize o aborto – ideia compartilhada tanto por católicos (73%) como por evangélicos (75%) e membros de outras religiões (69%).



União civil entre homossexuais

O Vox Populi mostra que, para 60% da população, a união civil entre homossexuais não deveria ser permitida no País - como prevê a lei atual - contra 35% que defendem o direito. A maior resistência é observada nas regiões Centro Oeste e Norte (69%) e em municípios pequenos (66%); a menor resistência é observada no Sudeste – onde 39% defendem os direitos.
A pesquisa mostra que quanto mais velha é a população, menor a aceitação sobre o assunto (69% dos que tem 50 anos ou mais não aceitam a mudança). Quanto maior a escolaridade, maior também a aceitação: 44% dos quem têm ensino superior apoiam a mudança na lei – e 63% dos que estudaram até a quarta série dizem que homossexuais não podem se unir legalmente. O menor índice de aceitação à união entre gays é identificado entre evangélicos: 19% (contra 37% dos católicos praticantes e 41% dos católicos não praticantes). Com pessoas de outras religiões, a aceitação chega a 59%.
A rejeição não é exclusiva apenas a entrevistados que se declaram religiosos: 56% dos que afirmam não ter religião também se dizem contra a união civil entre gays – o maior índice, entretanto, é entre evangélicos: 78%. Eleitores que declararam voto em Dilma e Serra têm praticamente os mesmos índices de rejeição à ideia: 36% e 33%, respectivamente.
A pesquisa aponta também que os brasileiros rejutam qualquer proposta de lei para ampliar o direito civil entre homossexuais e igualar a união ao casamento: 63% dos entrevistados se dizem contrários à ideia – entre os evangélicos, o índice chega a 79%.


Ainda segundo o Vox Populi, a adoção de crianças por casais homossexuais não deve ser permitida no País para a maioria dos entrevistados: 61%. A maior rejeição é identificada no Nordeste (70%). A ideia enfrenta maior resistência também em cidades menores e entre eleitores mais velhos.
Quando a pergunta é se o governo deveria propor uma lei que facilite a adoção de crianças por casais gays, a maioria dos entrevistados (64%) diz ser contra. No Nordeste, o índice é de 71% e entre evangélicos, de 77%.

Uso de drogas

O Vox Populi mostrou também na pesquisa que praticamente nove em cada dez brasileiros (87%) são contra a descriminalização do uso de drogas. O índice chega a 93% no Nordeste.
A ideia é quase igualmente rechaçada entre entrevistados de diferentes religiões, idades, escolaridade e preferências políticas. Para a maioria (72%) o governo nem sequer deveria propor uma lei prevendo a descriminalização das drogas – no Sul, a rejeição à ideia de mudança na lei alcança 81% da população.
A margem de erro do levantamento, que contou com 2.200 entrevistas feitas entre os dias 19 e 23 de novembro, é de 2,1 pontos percentuais.




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